A abertura da campanha nacional de vacinação contra poliomielite aconteceu oficialmente neste sábado (16), na paróquia São Domingos de Gusmão, no bairro Terra Firme, em Belém. A data foi escolhida para ser o dia D da campanha, quando 3.730 mil postos estiveram funcionando no Estado. Até 6 de julho, de segunda a sexta-feira, a população deve ir aos postos de saúde municipais e salas de vacinação do Programa Saúde da Família (PSF) para imunizar as crianças.
O alvo da campanha é imunizar 95% do total de 736.683 crianças menores de 5 anos de idade no Pará. As que estiverem com doenças graves, infecções ou febre superior a 38 graus devem antes ser avaliadas por um médico. "Desde o recém-nascido, as crianças que têm a carteira de vacinação em dia, aquelas que tomaram a vacina no último ano, todas devem ser vacinadas novamente", reiterou o secretário de Estado de Saúde Pública, Helio Franco, durante cerimônia que abriu oficialmente a campanha no Pará.
Diante do próprio Zé Gotinha e de dezenas de pais, responsáveis e crianças que já chegavam ao espaço cedido pela paróquia para a aplicação das vacinas, Helio Franco explicou que é essencial o empenho da família em prevenir as crianças da paralisia infantil, já que o vírus da doença ainda circula em 16 países, e em três a situação é endêmica: Afeganistão, Paquistão e Nigéria.
“Com a globalização e com tantas promoções de passagens aéreas, as pessoas se tornam suscetíveis a várias doenças. Por isso é que o Brasil deve estar sempre com altas coberturas, acima de 95% do total das crianças, para não corrermos o risco de novos casos no país, o que não acontece desde 1989", afirmou o secretário de Saúde.
Foi distribuída um milhão de doses da vacina oral para todas as secretarias de saúde dos 143 municípios paraenses. No total, 22.380 mil pessoas estão envolvidas na campanha, com o uso de 822 carros, 31 barcos, 25 bicicletas, 22 voadeiras, 18 motocicletas, três cavalos e dois búfalos. As crianças que foram vacinadas na paróquia São Domingos de Gusmão ganharam camisas estilizadas com o slogan da campanha, “Um mundo sem poliomielite depende de nós: vacine as crianças menores de 5 anos”.
A poliomielite é uma doença infectocontagiosa causada pelo poliovírus, que leva à paralisia dos músculos das pernas e, em casos graves, à morte. No Brasil, a doença está erradicada há 23 anos, e o objetivo da campanha é manter o vírus fora de circulação no país. Por mais que a campanha prossiga até 6 de julho, a coordenadora estadual de Imunizações, Jaíra Ataíde, pede o empenho das famílias. "A vacina é de gotinha. Não causa dor e nem incômodo para a criança. É bom lembrar também que este ano teremos apenas esta campanha contra a polio", explicou.
A partir de agosto, a forma injetável da vacina começará a ser implantada nas duas primeiras doses, aos 2 e 4 meses. As outras duas doses, aos 6 e 15 meses, serão na forma atual da vacina, com a “gotinha”. O pároco de São Domingos de Gusmão, padre Bruno Sechi, elogiou o empenho do Estado pela campanha de vacinação.
“Iniciativas como essas reforçam os compromissos da Campanha da Fraternidade de 2012, cujo lema ‘Que a saúde se difunda sobre a terra’, abraça a concepção de uma saúde com acesso a todos”, comentou, ao lembrar que o Brasil é o único país com mais de 100 milhões de habitantes que encarou o desafio de ter um sistema universal público e gratuito como é o Sistema Único de Saúde (SUS).
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