A reunião entre o Sistema de Segurança Pública do Estado, a Ouvidoria Agrária Nacional e líderes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra acabou no início da tarde desta sexta-feira (22), e em seguida a comitiva saiu em direção à Fazenda Cedro, localizada a 60 km da sede do município de Marabá (sudeste do Estado) para conversar com os manifestantes que se encontram no local. No meio da tarde, a Tropa de Choque da Polícia Militar foi para a frente da fazenda fazer o monitoramento, a fim de garantir a segurança no local.
Na manhã de quinta-feira (21), cerca de 500 trabalhadores rurais participavam, em frente à fazenda, de uma manifestação quando entraram em confronto com os seguranças da propriedade. Doze pessoas tiveram ferimentos leves, incluindo uma criança. Todos foram atendidos nos hospitais da região e liberados.
Segundo o assessor especial da Segup, major Alisson Monteiro, integrante da comitiva do Governo do Estado que está em Marabá acompanhando a situação, durante a reunião as lideranças do Movimento dos Trabalhadores Rurais apresentaram ao Governo Federal várias reivindicações, entre as quais a entrega de cestas básicas às famílias acampadas na Fazenda Cedro.
Segundo o major Alisson, o que foi noticiado na manhã desta sexta como uma nova invasão da Fazenda Cedro não passou da entrada de trabalhadores rurais na sede da Fazenda em busca de água, o que teria originado um clima de tensão, e não um novo confronto.
Central de rádio - Devido à dificuldade de comunicação com os policias que estão no local, a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) está montando uma central de rádio, de onde serão enviadas informações constantes sobre a situação na Fazenda.
“O Governo do Estado está cumprindo seu papel no que diz respeito à busca de solução para o conflito e à garantia da paz na região”, afirmou o major. Ele destacou o empenho das maiores autoridades do Estado em Segurança Pública, que estão pessoalmente no local acompanhando a situação.
A presença do Estado no conflito foi imediata, ressaltou ele, ao enviar cerca de 100 homens das polícias Militar e Civil ao local do conflito. Da Polícia Militar estão na região homens do Grupamento Tático Operacional de Marabá e do Comando de Missões Especiais do Batalhão de Choque e policiais do Comando de Operações Especiais. Da Polícia Civil estão integrantes da Delegacia de Conflitos Agrários e da Superintendência de Policia de Marabá.
A situação foi tranquilizada ainda na tarde de quinta-feira, quando seis seguranças da Fazenda forma detidos para prestar depoimento. Com eles foram apreendidas seis armas de calibre 12, que serão periciadas. Os seguranças foram ouvidos e o inquérito instaurado.
Estiveram presentes na reunião desta sexta-feira o secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Luiz Fernandes Rocha; o ouvidor agrário nacional, desembargador Gercino José da Silva Filho; o diretor de Polícia do Interior, Silvio Cezar Maués; o superintendente da Regional do Sudeste do Pará, Alberto Henrique Barros, e lideranças do MST.
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