Emater e Embrapa investem na melhoria da pimenta do reino produzida em Baião

Uma espécie resistente à fusariose e o cultivo com tutor vivo são as inovações feitas na produção de pimenta do reino em Baião

Da Redação
Agência Pará de Notícias
Atualizado em 26/08/2014 18:48:00

Com o objetivo de incentivar a retomada da produção em grande escala de pimenta do reino no município de Baião, na Região do Baixo Tocantins, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com apoio da Associação dos Produtores e Pipericultores (Abep), desenvolvem em campo um projeto de melhoria da qualidade da pimenta produzida no município. A meta é voltar a desenvolver a cultura sem a incidência de fusariose, doença causada por fungos, que quase exterminou a produção há cinco anos. Na próxima sexta-feira (29), representantes de entidades do setor e produtores se reunirão no “Pepper Day”, quando será apresentado o projeto "Adoção de Boas Práticas Agrícolas para o Cultivo da Pimenta do Reino".

O projeto para restabelecer a produção de pimenta em Baião está sendo implantado desde o início de 2014. Após reuniões, preparo das áreas e aquisição das mudas – melhoradas por pesquisa -, atualmente as plantas estão em fase de crescimento. O diferencial desse projeto é o uso de um tutor vivo, a gliricidia, para servir de apoio ao desenvolvimento dos pés de pimenta, no lugar das antigas estacas de madeira.

Para o tecnólogo em Gestão Ambiental Ronnaldy Reis, chefe do escritório da Emater em Baião, o tutor vivo é o grande responsável pelo êxito do projeto. Por ser uma leguminosa, a gliricidia repassa nitrogênio ao solo. Além de servir para sombreamento, a planta ainda garante a preservação das árvores de acapu e jarana, espécies que eram utilizadas para confecção das estacas.

Produção atual - Apesar da queda na produção, a pimenta do reino continuou sendo plantada em diversas propriedades do município. Ainda segundo Ronnaldy Reis, a atividade representa 50% da produção local, associada ao cultivo da mandioca.

Na fase mais crítica do declínio da produção, a inadimplência entre os produtores que receberam crédito rural chegou a 90%. “O mais interessante é que o agricultor familiar não abandonou a produção. Agora estamos tendo fôlego para disseminar esse projeto. Teremos bons resultados e, com esforço, Baião pode voltar a ser um dos maiores produtores de pimenta do reino no Estado”, informou Ronnaldy Reis.

No “Pepper Day”, os participantes receberão informações em duas palestras, sobre as atividades de extensão rural para a pimenta do reino e sobre a pesquisa aplicada nos pimentais. Outro debate será voltado aos mercados interessados na cultura. “Para isso recebemos o apoio da International Pepper Communnity, que está conosco neste projeto, e poderá trazer uma visão do cenário internacional da pimenta do reino”, disse o chefe do escritório da Emater.

O evento será finalizado com um Dia de Campo, em duas propriedades que receberam as mudas doadas pela Embrapa.

Kenny Teixeira
Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará

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