A articulação de ações governamentais voltadas à promoção da inclusão social e produtiva para a população pobre e extremamente pobre (com renda inferior a R$ 140,00 e R$ 70,00 mensais, respectivamente), nos 16 municípios que formam a Região de Integração do Marajó, foi debatida na tarde de terça-feira (1º), na sede do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp).
A articulação de ações governamentais voltadas à promoção da inclusão social e produtiva para a população pobre e extremamente pobre (com renda inferior a R$ 140,00 e R$ 70,00 mensais, respectivamente), nos 16 municípios que formam a Região de Integração do Marajó, foi debatida na tarde de terça-feira (1º), na sede do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp). A reunião contou com representantes da Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas), Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri), Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), Secretaria de Estado de Pesca e Aquicultura (Sepaq) e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater, além de dirigentes do Idesp.
Foram debatidos os indicadores de vulnerabilidade dos municípios da Região de Integração do Marajó, produzidos pelo Idesp, com base nas metas do Plano Plurianual do Governo do Estado, que prevê ações para redução das desigualdades sociais e combate à pobreza. Coordenada pela Seas, a articulação das ações é um esforço do Estado para integrar o plano "Plano Brasil Sem Miséria", do governo federal. Durante a apresentação dos técnicos do Idesp foram apresentados indicadores de renda, educação, saúde e ocupação nos municípios marajoaras, que congregam 487 mil habitantes, dos quais 57% vivem na área rural.
A aparente contradição entre alguns indicadores - como a maior expectativa média de vida no Estado convivendo com taxas de pobreza que chegam a 64,19%, e de extrema pobreza (38,88%), baixos índices de alfabetização, falta de saneamento básico e de ocupação formal – mostra que o Estado precisa absorver modos, culturas, saberes e tradições locais, além de apropriar de tecnologias para modernizar processos de produção.
Para Jorge Magalhães, da Sagri, é importante que o plano estadual previna investimentos nas riquezas regionais e no enorme potencial de recursos naturais, opinião compartilhada pelos demais debatedores.
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