Adepará continua ações para ampliar a zona livre de febre aftosa

Carlos Sodré/Ag. Pa

Gláucio Galindo, gerente estadual de Defesa Animal da Adepará, disse que o produtor não pode comercializar os animais em estudo até o final da análise do rebanho

Lucivaldo Sena/ Arquivo Ag. Pará

No Pará, graças às campanhas de vacinação realizadas pelo governo, 44 municípios já formam uma área livre de febre aftosa

Da Redação
Agência Pará de Notícias
Atualizado em 06/08/2012 às 20:27

Desde 2005, o centro-sul do Pará, região que abrange 44 municípios, é uma área livre de febre aftosa. Para continuar nesse status, a Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) realiza anualmente o inquérito soroepidemiológico do rebanho paraense, estudo minucioso que garante a qualidade da carne produzida no Estado, fornecendo todos os quesitos necessários para a certificação emitida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio do Projeto de Ampliação da Zona Livre de Febre Aftosa.

O processo de análise é dividido em diversas etapas. Na primeira fase, ainda em março de 2012, foram realizadas visitas prévias em 441 propriedades rurais, em 58 municípios. Além de verificarem a faixa etária dos animais, que deve ser de 06 a 24 meses, os técnicos da Adepará também fizeram o levantamento das informações sanitárias para a fase de coleta de amostras de soro sanguíneo. Segundo o gerente estadual de Defesa Animal da Adepará, Gláucio Galindo, é nessa fase que os produtores são convidados a participar do estudo. “Nós esclarecemos a importância do estudo para erradicação da febre aftosa, pois o produtor precisa obedecer a algumas regras, como não comercializar os animais em estudo até o final da análise”, explicou.

No mês de julho, os técnicos coletaram as amostras sanguíneas de bovinos e bubalinos, totalizando 11.839 amostras - 6.500 amostras no dia 20 de julho, 4.900 no dia 27, e 439 no dia 31 -, finalizando assim a primeira fase de coleta. O material foi encaminhado ao Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro) do Pará, pertencente à rede oficial de laboratórios do Mapa. A partir de setembro começa a segunda etapa de coleta de amostras, nas propriedades que tiverem pelo menos um animal reagente aos testes laboratoriais. A expectativa é que os trabalhos sejam encerrados em dezembro, quando o relatório final será encaminhado à Organização Mundial de Saúde Animal.

Avanços - O inquérito soroepidemiológico começou a ser realizado no Pará em 1998. A avaliação tem como principal objetivo comprovar que não há vírus circulando nas áreas que ainda não estão livres de febre aftosa no Estado. Hoje, o rebanho paraense possui cerca de 14 milhões de cabeças sadias. Nos últimos anos, as medidas para a erradicação da doença têm avançado não só no Pará, mas também nos Estados fronteiriços e produtores.

A cobertura vacinal do Pará também aumentou, com mais de 90% dos rebanhos dos municípios paraenses imunizados. “É um pacto que foi assinado não só no Pará, mas também em parceria com os Estados do Maranhão, Ceará, Piauí, Pernambuco e Alagoas, que também são grande produtores. Todos estão trabalhando o mesmo cronograma, com o objetivo de manter nossos rebanhos livres da aftosa”, concluiu Galindo.

 

Texto:
Danielle Ferreira - Secom

 

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