Técnicos discutem projeto para levar artesanato às sedes da Copa de 2014

Fábio Costa/Ag. Pará

O artesanato paraense, que está exposto na feira estadual do setor, será levado às cidades sedes da Copa do Mundo de Futebol

Fábio Costa/Ag. Pará

A consultora Ana Zerbini conduziu a reunião com a equipe técnica que vai executar o projeto para a Copa de 2014

Da Redação
Agência Pará de Notícias
Atualizado em 06/08/2012 às 21:17

Representantes de instituições governamentais se reuniram na noite desta segunda-feira (06) no primeiro encontro realizado para discutir possibilidades e a logística de divulgação e comercialização do artesanato paraense nas 12 cidades sedes da Copa do Mundo de 2014. Orientados pela consultora em artesanato Ana Zerbini, técnicos do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Instituto de Artes do Pará (IAP),  Superintendência do Sistema Penitenciário (Susipe), Secretaria de Estado de Trabalho, Emprego e Renda (Seter) e Secretaria de Estado de Turismo (Setur) formaram uma comissão para discutir produção, qualidade do produto, qualificação do artesão e identificação do mercado consumidor, até a chegada das peças ao seu destino final - a casa do turista. Todas as ações visam promover, fortalecer e divulgar a identidade do produto paraense e a cultura regional.

A estratégia será entender o mercado consumidor dessas peças, que deverá ser formado por brasileiros e estrangeiros com rendas variadas. Quiosques montados nos principais aeroportos brasileiros também serão pontos de divulgação e comercialização. Segundo a consultora, peças produzidas pelas artesãs conhecidas como "cuieiras", de Santarém, no oeste do Estado, são indispensáveis para identificar o Pará e o Brasil no exterior, já que as cuias são consideradas patrimônio imaterial do país.

Entre as expectativas da Seter está a identificação de parceiros para o projeto, que deverá trazer grande retorno não apenas para o artesão, mas também para o Estado. Identificada com uma das possibilidades de parceria, a Susipe poderá ser uma das fabricantes das embalagens para o artesanato paraense destinada à exportação. As embalagens são produzidas pelos internos nas marcenarias montadas nas casas penais, gerando qualificação profissional e renda. “A iniciativa ainda agrega o valor social”, disse Ivaldo Capeloni, diretor de Reinserção Social da Susipe. A Setur também está disposnível para parcerias. “Só precisamos desenvolver as estratégias”, disse Rafaella Brito, gerente de Turismo Cultural da Setur.

Segundo Atenilda Alencar, coordenadora do Artesanato Paraense da Seter, deverão ser levados para a comercialização souvenirs, pela facilidade de transporte. A ideia da Seter é trazer parceiros para o projeto e formar uma comissão que dê andamento ao processo.

A reunião aconteceu dentro da programação da I Feira Estadual do Artesanato Paraense, realizada em conjunto com a 26ª edição da Feira do Artesanato (FAM), no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, até o próximo dia 12.

 

Texto:
Iolanda Lopes - Emater
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