Foi aberta oficialmente na manhã deste sábado, 18, na Paróquia de São Domingos de Gusmão, bairro da Terra Firme, em Belém, a Campanha Nacional de Multivacinação para Atualização do Esquema Vacinal de crianças menores de cinco anos no Pará. A ação mobilizará profissionais das Secretarias de Saúde do Estado (Sespa) e do Município (Sesma) e também a Pastoral da Criança.
A campanha é uma estratégia em que estarão disponíveis todas as vacinas do calendário básico da criança: BCG, hepatite B, pentavalente, vacina inativada poliomielite (VIP), vacina oral poliomielite (VOP), rotavírus, pneumocócica 10 valente, meningocócica C conjugada, febre amarela, tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) e DTP (difteria, tétano e coqueluche), além das novatas pentavalente e a VIP.
A meta no Estado é vacinar 58.082 crianças contra hepatite B, 31.707 contra difteria, tétano, coqueluche e haemophilus influenzae B, 45.827 contra rotavírus, 58.242 contra febre amarela, 47.285 contra poliomielite (vacina oral), 52.449 contra a meningite meningocócica C, 42.077 contra o pneumococo e 47.036 contra sarampo, caxumba e rubéola.
Ao abrir oficialmente a campanha, o secretário de Estado de Saúde, Helio Franco, reafirmou o compromisso da Sespa em apoiar essa ação do Ministério da Saúde, desenvolvida em conjunto com Estados e Municípios. Ao Pará foram enviadas pelo governo federal 76.080 doses da vacina VIP e outras 36.660 doses da pentavalente. “Embora apenas as crianças que não estão com calendário atualizado venham a receber as vacinas durante a campanha, é essencial que os profissionais de saúde das Unidades Básicas de Saúde orientem os pais quanto ao histórico vacinal. Por isso é imprescindível que a família mantenha a caderneta de vacinação atualizada, sobretudo acessível para posterior necessidade”, afirmou.
A coordenadora estadual de Imunização, Jaíra Ataíde, disse ainda que o calendário exige atenção, pois para cada vacina é preciso aplicar de duas a três doses em momentos diferentes. Os pais devem ficar alertas quanto a isso. “O momento também é importante para que os municípios resgatem suas coberturas vacinais”, justificou.
A pentavalente é injetável e reúne em uma única aplicação a proteção de duas vacinas distintas, a tetravalente - que deixa de ser ofertada e protege contra difteria, tétano, coqueluche e doenças causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b, como meningite, e a vacina hepatite B. A vacina pentavalente será aplicada aos dois, aos quatro e aos seis meses de vida. “Se a criança tiver começado o calendário com a tetravalente, sem que tenha terminado o esquema vacinal, deverá tomar a pentavalente. Contudo, caso o município tenha estoque remanescente da tetravalente, a criança poderá concluir o esquema com esta vacina”, afirmou Jaíra.
Além da pentavalente, a criança deve manter os dois reforços com a DTP. O primeiro deverá ser administrado aos 12 meses e o segundo aos quatro anos. Os recém-nascidos continuam a receber a primeira dose da vacina hepatite B nas primeiras 24 horas de vida, preferencialmente nas 12 horas, para prevenir a transmissão vertical.
Segundo informe técnico do Ministério da Saúde, a nova composição da pentavalente irá proporcionar um conforto maior às crianças, por representar uma picada a menos. “Isso representa uma melhoria de gestão, com economia de seringas e nos procedimentos utilizados na armazenagem desses materiais”, explica Helio Franco.
Pólio inativada
Também a partir de agora as crianças que nunca foram imunizadas contra a paralisia infantil irão tomar a primeira dose aos dois meses e a segunda aos quatro meses, com a vacina inativada poliomielite, de forma injetável. Já a terceira dose (aos seis meses), e o reforço (aos quinze meses) continuam com a vacina oral, ou seja, as duas gotinhas. As crianças que já começaram o calendário básico com a vacina oral, continuam o esquema antigo com as gotinhas: dois meses, quatro meses, seis meses e 15 meses.
Jaíra Ataíde lembra ainda que a partir deste ano não haverá mais a segunda etapa da Campanha de Vacinação contra a Paralisia Infantil, como acontecia antes. A campanha seguirá até o dia 24 deste mês em todas as Unidades Básicas de Saúde e salas da Estratégia Saúde da Família localizadas no território paraense.
Vitamina A
Paralelamente à campanha de vacinação, foram disponibilizadas também as megadoses de vitamina A para repor as deficiências nutricionais em crianças de seis meses a 5 anos incompletos. A estratégia faz parte da Ação Brasil Carinhoso, do Ministério da Saúde, que enviou as medicações para a Sespa, encarregada de abastecer progressivamente os municípios com os suplementos, por conta das peculiaridades geográficas do Pará.
A coordenadora estadual de Nutrição, Rahilda Tuma, acompanhou de perto as primeiras doses aplicadas nas crianças que foram levadas pelos pais à Paróquia da Terra Firme e afirmou que no máximo em 15 dias a suplementação de vitamina A será realizada durante a rotina de Atenção Integral à Saúde das Crianças, que acontece nas Unidades Básicas de Saúde existentes em todo o Pará.
A suplementação contribui para reduzir a gravidade das infecções, diminuição da morbimortalidade infantil e ainda para a saúde da visão e o pleno desenvolvimento cognitivo. A criança deve receber duas doses anuais (não injetáveis), uma a cada seis meses. Cada município deverá adotar a sua estratégia para a identificação das crianças, de seis meses a menores de cinco anos, que serão atendidas e rotineiramente acompanhadas.
Segundo orientações do Ministério, essa identificação pode ser por demanda espontânea nas unidades de saúde - durante as consultas regulares do Crescimento e Desenvolvimento Infantil -, ou por busca ativa dos Agentes Comunitários de Saúde e Equipes Saúde da Família ou por meio da indicação de parceiros que atuam na prevenção e controle dos distúrbios nutricionais, como os líderes da Pastoral da Criança.
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