Atualização da caderneta de vacinação começou neste sábado

José Pantoja/ Sespa

Apentavalente é injetável e reúne em uma única aplicação a proteção de duas vacinas distintas, a tetravalente - que deixa de ser ofertada e protege contradifteria, tétano, coqueluche e doenças causadas pelo Haemophilus influenzaetipo b, como meningite, e a vacina hepatite B. FOTOS: JOSÉ PANTOJA/ASCOM SESPA DATA: 18-08-2012 BELÉM-PARÁ

José Pantoja/ Sespa

Jaíra Ataíde lembra ainda que a partir deste ano não haverá mais a segunda etapa da campanha de vacinação contra a paralisia infantil, como acontecia antes.

José Pantoja/ Sespa

A campanha é uma estratégia em que estarão disponíveis todas as vacinas do calendário básico da criança

José Pantoja/ Sespa

Secretário de Estado de Saúde, Helio Franco, participou da abertura da campanha neste sábado (18), na Paróquia de São Domingos de Gusmão, da Terra Firme

Da Redação
Agência Pará de Notícias
Atualizado em 19/08/2012 às 14:19

Foi aberta oficialmente na manhã deste sábado, 18, na Paróquia de São Domingos de Gusmão, bairro da Terra Firme, em Belém, a Campanha Nacional de Multivacinação para Atualização do Esquema Vacinal de crianças menores de cinco anos no Pará. A ação  mobilizará profissionais das Secretarias de Saúde do Estado (Sespa) e do Município (Sesma) e também a Pastoral da Criança.

A campanha é uma estratégia em que estarão disponíveis todas as vacinas do calendário básico da criança: BCG, hepatite B, pentavalente, vacina inativada poliomielite (VIP), vacina oral poliomielite (VOP), rotavírus, pneumocócica 10 valente, meningocócica C conjugada, febre amarela, tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) e DTP (difteria, tétano e coqueluche), além das novatas pentavalente e a VIP.

A meta no Estado é vacinar 58.082 crianças contra hepatite B, 31.707 contra difteria, tétano, coqueluche e haemophilus influenzae B, 45.827 contra rotavírus, 58.242 contra febre amarela, 47.285 contra poliomielite (vacina oral), 52.449 contra a meningite meningocócica C, 42.077 contra o pneumococo e 47.036 contra sarampo, caxumba e rubéola.

Ao abrir oficialmente a campanha, o secretário de Estado de Saúde, Helio Franco, reafirmou o compromisso da Sespa em apoiar essa ação do Ministério da Saúde, desenvolvida em conjunto com Estados e Municípios. Ao Pará foram enviadas pelo governo federal 76.080 doses da vacina VIP e outras 36.660 doses da pentavalente. “Embora apenas as crianças que não estão com calendário atualizado venham a receber as vacinas durante a campanha, é essencial que os profissionais de saúde das Unidades Básicas de Saúde orientem os pais quanto ao histórico vacinal. Por isso é imprescindível que a família mantenha a caderneta de vacinação atualizada, sobretudo acessível para posterior necessidade”, afirmou.

A coordenadora estadual de Imunização, Jaíra Ataíde, disse ainda que o calendário exige atenção, pois para cada vacina é preciso aplicar de duas a três doses em momentos diferentes. Os pais devem ficar alertas quanto a isso. “O momento também é importante para que os municípios resgatem suas coberturas vacinais”, justificou.

A pentavalente é injetável e reúne em uma única aplicação a proteção de duas vacinas distintas, a tetravalente - que deixa de ser ofertada e protege contra difteria, tétano, coqueluche e doenças causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b, como meningite, e a vacina hepatite B. A vacina pentavalente será aplicada aos dois, aos quatro e aos seis meses de vida. “Se a criança tiver começado o calendário com a tetravalente, sem que tenha terminado o esquema vacinal, deverá tomar a pentavalente. Contudo, caso o município tenha estoque remanescente da tetravalente, a criança poderá concluir o esquema com esta vacina”, afirmou Jaíra.

Além da pentavalente, a criança deve manter os dois reforços com a DTP. O primeiro deverá ser administrado aos 12 meses e o segundo aos quatro anos. Os recém-nascidos continuam a receber a primeira dose da vacina hepatite B nas primeiras 24 horas de vida, preferencialmente nas 12 horas, para prevenir a transmissão vertical.

Segundo informe técnico do Ministério da Saúde, a nova composição da pentavalente irá proporcionar um conforto maior às crianças, por representar uma picada a menos. “Isso representa uma melhoria de gestão, com economia de seringas e nos procedimentos utilizados na armazenagem desses materiais”, explica Helio Franco.

Pólio inativada

Também a partir de agora as crianças que nunca foram imunizadas contra a paralisia infantil irão tomar a primeira dose aos dois meses e a segunda aos quatro meses, com a vacina inativada poliomielite, de forma injetável. Já a terceira dose (aos seis meses), e o reforço (aos quinze meses) continuam com a vacina oral, ou seja, as duas gotinhas. As crianças que já começaram o calendário básico com a vacina oral, continuam o esquema antigo com as gotinhas: dois meses, quatro meses, seis meses e 15 meses.

Jaíra Ataíde lembra ainda que a partir deste ano não haverá mais a segunda etapa da Campanha de Vacinação contra a Paralisia Infantil, como acontecia antes. A campanha seguirá até o dia 24 deste mês em todas as Unidades Básicas de Saúde e salas da Estratégia Saúde da Família localizadas no território paraense.

Vitamina A

Paralelamente à campanha de vacinação, foram disponibilizadas também as megadoses de vitamina A para repor as deficiências nutricionais em crianças de seis meses a 5 anos incompletos. A estratégia faz parte da Ação Brasil Carinhoso, do Ministério da Saúde, que enviou as medicações para a Sespa, encarregada de abastecer progressivamente os municípios com os suplementos,  por conta das peculiaridades geográficas do Pará.

A coordenadora estadual de Nutrição, Rahilda Tuma, acompanhou de perto as primeiras doses aplicadas nas crianças que foram levadas pelos pais à Paróquia da Terra Firme e afirmou que no máximo em 15 dias a suplementação de vitamina A será realizada durante a rotina de Atenção Integral à Saúde das Crianças, que acontece nas Unidades Básicas de Saúde existentes em todo o Pará.

A suplementação contribui para reduzir a gravidade das infecções, diminuição da morbimortalidade infantil e ainda para a saúde da visão e o pleno desenvolvimento cognitivo. A criança deve receber  duas doses anuais (não injetáveis), uma a cada seis meses. Cada município deverá adotar a sua estratégia para a identificação das crianças, de seis meses a menores de cinco anos, que serão atendidas e rotineiramente acompanhadas.

Segundo orientações do Ministério, essa identificação pode ser por demanda espontânea nas unidades de saúde - durante as consultas regulares do Crescimento e Desenvolvimento Infantil -, ou por busca ativa dos Agentes Comunitários de Saúde e Equipes Saúde da Família ou por meio da indicação de parceiros que atuam na prevenção e controle dos distúrbios nutricionais, como os líderes da Pastoral da Criança.

 

Texto:
Mozart Lira - Sespa
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