Notas


Hospital do Araguaia garante suporte às gêmeas e sua família em Redenção

06/12/2019 12h08
Por Mozart Lira (SESPA)

O Hospital Regional Público do Araguaia (HRPA) informa que tem dado todo o suporte necessário para o caso das gêmeas, A.S.T.S e A.J.T.S. Apesar de ser raro e, até o momento, não possuir diagnóstico, desde os primeiros momentos de vida, as irmãs têm recebido toda a assistência, por meio de uma equipe multidisciplinar composta por pediatras, neurologista, nutricionista, fonoaudióloga e outros profissionais de saúde.

Diante da raridade do caso e ausência de esclarecimento sobre o diagnóstico, o HRPA cadastrou as crianças no Serviço de Informação de Erros Inatos de Metabolismo (Siem), vinculado a Universidade Federal do Rio Grande do Sul e ao Ministério da Saúde, que está orientando as condutas a serem adotadas e acompanhando o caso.

Na primeira bateria de exames foram solicitados: exames básicos laboratoriais, Cromatografia de aminoácidos pelo método de camada delgada no plasma; Cromatografia de aminoácidos pelo método (HPLC) na urina, determinação quantitativa; Cromatografia em camada delgada para glicídios na urina; Dosagem colorimétrica de ácido orotio na urina, Cromatografia gasosa para pesquisa de ácidos orgânicos na urina; Teste do pezinho plus e máster; rotina de líquor.

Sem diagnóstico, foi orientada a realização dos seguintes exames adicionais, que foram coletados na manhã desta sexta-feira (6) e encaminhados ao laboratório especializado em São Paulo: Estudo molecular CGH Array 180K; Painel multigene de investigação de epilepsia; ácido pirúvico dosagem; cariótipo banda G constitucional; triagem para aminoacidopatias e acidemias orgânicas – análise quantitativa; cromatografia de glicídios; pesquisa das acilcarnitinas; dosagem de amônia na urina de 24 horas e determinação quantitativa de aminoácidos no líquor.

A equipe e os consultores externos de outros serviços envolvidos trabalham com as seguintes hipóteses diagnósticas neste momento: Encefalopatia epiléptica neonatal, provavelmente genética, não metabólica – canalopatia; Deficiência de piridoxina; Deficiência de Glut4, Hiperglicemia não cetótica; Deficiência de serina, Displasia cortical; Sequela de anoxia e Micro deleção.

Por fim, o Hospital Regional Público do Araguaia informa que o caso está bem conduzido, todo o suporte às gêmeas e a própria mãe tem sido prestado e o tratamento adequado ao momento está sendo provido.
Toda a equipe multiprofissional do HRPA, com o apoio da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), segue trabalhando arduamente, comprometida e empenhada em prover a melhor pesquisa, elucidação diagnóstica e tratamento das gêmeas.