Adepará inaugura Fórum de Debates Para Inovação da Gestão

08/07/2019 13h16 - Atualizada em 08/07/2019 13h17
Por Sérgio Augusto (ADEPARÁ)

A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), inaugurou o seu Fórum de Debates Para Inovação da Gestão, com palestra proferida pelo consultor Bruno Kato. Ele é paraense, engenheiro eletricista e tem a experiência de ter trabalhado em empresas, por todo o Brasil, com a temática de modelos de negócios que resolvem problemas de desenvolvimento.

Outros especialistas, com conhecimentos multidisciplinares, serão convidados para as próximas edições do projeto, cujo lançamento foi assistido não apenas presencialmente pelos servidores, na sede em Belém. No interior do Pará, centenas de outros colaboradores conferiram a apresentação de Bruno Kato por videoconferência, por meio de uma rede interna colaborativa, em mais uma inovação promovida pela atual gestão da Adepará.

O diretor-geral da Agência, Lucivaldo Moreira Lima, ele próprio um entusiasta da inovação via pro-atividade, lembrou que com práticas modernas de gestão, somadas ao material humano qualificado, os resultados não tardam a vir, e de forma positiva. 

Dentre outros assuntos, Kato focou no tripé formado por inovação, criatividade e resultados. Lembrou que as dificuldades sempre existirão, tanto no setor público quanto no privado, e garantiu que qualquer problema pode ser resolvido, pois a resposta está muitas vezes na nossa frente e que não existem "soluções mágicas". 

Quando se trata de organizações de grande porte, com mais de mil funcionários, por exemplo, é fundamental que se crie um projeto sólido, que contenha início, meio e fim. E qual o objetivo? Que se chegue à afirmação: "está operacional".

TECNOLOGIA

Aqui entra um aliado dos mais importantes no processo: a tecnologia. Contudo, para que ela seja efetivamente usada, é preciso que a equipe tenha expertise, treinamento e conteúdo para direcioná-la no caminho dos ganhos. Com isso, se possibilita a eficiência operacional, a redução de custo, a otimização de processo, o tempo de um lançamento que pode ser reduzido, de processamento de informação que também pode ser reduzido e de um relatório que pode ser gerado. "Quando a gente automatiza processos com plataformas digitais, ganha muita velocidade em muitas coisas".

Para isso, hoje já existe uma movimentação grande e já é uma realidade o uso de robôs na força de trabalho. O robô trabalha 24 horas por dia e pode fazer atividades repetitivas que os seres humanos não precisam mais fazer. Enquanto, por exemplo, um simples lançamento, através de uma pessoa, dura três minutos, abrindo e fechando o sistema, descarregando no computador e assim por diante, o robô pode fazer um processamento paralelo por trás da tela e, ao invés de três minutos, em menos de um minuto ter o resultado, e ainda por cima sem cansar.

"Várias plataformas digitais já disponíveis, existentes, funcionando, operando, como solução em diversas organizações hoje, podem ser trazidas também para a gestão pública como uma alternativa inovadora para abordar alguns problemas. Aí, a gente consegue tirar o robô das pessoas. É a frase que eu costumo usar: tirar as atividades repetitivas das pessoas, deixá-las com funções mais analíticas, mais pensantes, e permitir que o robô faça as atividades repetitivas", diz ainda Bruno Kato, que tem MBA em Gestão Estratégica de Serviços, pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), e Finanças, com ênfase em mercados de capitais, pelo Grupo IBMEC.