Cerca de 50 brigadistas participam de simulação de incêndio e resgate

17/09/2019 17h59 - Atualizada em 18/09/2019 10h23
Por Dayane Baía (HMUE)

Uma operação complexa e preventiva foi realizada no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) na manhã desta terça-feira (17), em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém. Cerca de 50 brigadistas participaram da simulação de abandono de área em caso de incêndio, tarefa prática do treinamento iniciado na última segunda (9).

Em parceria com a Cruz Vermelha, os brigadistas obtiveram instruções sobre plano de evasão, atendimento pré-hospitalar e condutas em caso de explosão. Pacientes, acompanhantes e colaboradores foram informados previamente para que não se assustassem no momento em que o alarme soou.

A atividade utilizou glicerina adicionada à água para simular fumaça de um foco de incêndio no 4º andar, o mais alto da Unidade. Os brigadistas dividiram-se em grupos, que manusearam extintores e hidrantes para combate ao fogo. Outras equipes priorizaram o resgate das 23 vítimas fictícias pelas escadas, já que nesses casos, os elevadores são bloqueados.

Foram pré-definidas rotas de fuga específicas para cada público do hospital. Parte dos colaboradores administrativos foi orientada a abandonar os postos de trabalho e se dirigir a um ponto de encontro. Em um caminho oposto, as vítimas foram transportadas e passaram por uma triagem que classificava os estados de saúde em leve (caminha sozinho), grave (sem risco de vida), gravíssimo (vida em risco) e morte (sem pulsação e respiração).

A simulação não interrompeu o atendimento e a rotina do hospital. "Caso houvesse uma situação de emergência, já saberíamos como nos portar. É um exercício que realizamos anualmente para que todos saibam suas obrigações e para onde levar os pacientes, cumprindo nosso plano de contenção e distribuição", explicou o coordenador do plano de catástrofes do Hospital, José Guataçara Gabriel.

Ele destacou a importância do envolvimento de outras instituições e unidades de saúde para o suporte às vítimas em caso de sinistro. O simulado contou com ambulâncias para transporte dos pacientes – para outros hospitais - e dois carros do Corpo de Bombeiros, uma vez que a Brigada de Incêndio atua no princípio do combate e no deslocamento das pessoas.

Treinamento – O Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) promove uma agenda de capacitações ao longo do ano, junto aos 150 brigadistas voluntários que atuam na unidade – que atende casos de trauma e queimados de média e alta complexidades, oriundos de 25 municípios.

Saber o que fazer no momento certo de agir é fundamental diante do desafio de resgatar pessoas que já se encontram debilitadas e com dificuldades de locomoção. "Não é fácil, mas a calma é fundamental para fazer o direcionamento e não causar pânico. O momento de maior tensão é a situação de evacuação, com o transporte correto das vítimas", explicou o gestor operacional da Cruz Vermelha, Erich Zacarias.

Toda a operação durou 39 minutos. "Queríamos medir a nossa abordagem, o tempo para identificação do incêndio, combate às chamas e resgate das vítimas. Vamos fazer uma reunião após o simulado para discutir os pontos fortes e a melhorar após o exercício", ponderou o coordenador da Brigada de Incêndio, Rogers Silva.

Hospital Metropolitano – Referência no tratamento de média e alta complexidades em traumas e queimados para a região Norte pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o HMUE, localizado em Ananindeua (PA), dispõe de 198 leitos operacionais nas especialidades de traumatologia, cirurgia geral, neurocirurgia, clínica médica, pediatria, cirurgia plástica exclusivo para pacientes vítimas de queimaduras, além de leitos de UTI.

O HMUE recebe pacientes da Região Metropolitana de Belém, dos diferentes municípios do Pará e também de outros estados. Em 2018, realizou mais de meio milhão de atendimentos, entre internações, cirurgias, exames laboratoriais e por imagem, atendimentos multiprofissionais e consultas ambulatoriais.