Marabá foi o município que mais gerou empregos em junho

19/07/2017 00h00
Por Redação - Agência PA (SECOM)

Marabá foi o município que registrou no mês de junho o maior saldo positivo de empregos, com 631 novos vínculos empregatícios, seguido por Xinguara, com 187 vínculos, e Tucumã, com 162. É isso que apontam os dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), oriundos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), sistematizados pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa).

O resultado do Mercado de Trabalho paraense pode ser avaliado também pelo tamanho do estabelecimento. O comportamento positivo, no último ano, das empresas com até quatro registros empregatícios, se mantém na análise do referido mês, com 2.161 novos contratos formais, sendo a maioria do setor do Comércio, que registrou 776 novos vínculos. Das nove faixas de tamanho de estabelecimentos em análise, cinco apresentaram resultados positivos no estoque celetista estadual. No acumulado do primeiro semestre de 2017, somente a faixa de até quatro empregados apresentou incremento de postos de trabalho (12.262 postos) no estado.

Ainda, de acordo com o informe, o mercado de trabalho paraense encerrou o mês com a geração de 667 novos postos de trabalho, resultado de 21.870 admissões contra 21.196 desligamentos. Esse resultado interrompe uma série de 20 meses consecutivos com saldos negativos, iniciada em outubro de 2015.

Ao analisar os registros de empregos por setor produtivo, observa-se que cinco apresentaram resultados positivos, sendo que o maior saldo foi verificado na Indústria de Transformação, com 796 novos postos, seguido pela Agropecuária, que registrou 376 novos vínculos, e Construção Civil, com 232. Observando o acumulado no primeiro semestre de 2017, somente três setores apresentaram saldos positivos: Serviços Industriais de Utilidade Pública, com saldo de 194; Serviços, que registrou 148 postos, e Agropecuária, com 83 postos.

De acordo com o presidente da Fapespa, Eduardo Costa, “a deterioração do mercado de trabalho paraense e demais UFs está intimamente atrelada ao consumo de bens e serviços, que segue ainda vivenciando restrições de consumo e investimentos, mediante a conjuntura econômica atual do país, mesmo que em menor escala, observada desde 2015. Esse cenário de perda de postos de trabalho, observado no primeiro semestre de 2017, gera redução da massa salarial disponível na economia, o que produz efeitos desfavoráveis no consumo, gerando, assim, implicações diretas no mercado de trabalho e reafirmando a retração do patamar produtivo do estado”, finalizou.