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BIODIVERSIDADE E SOCIOBIODIVERSIDADE

Ideflor-bio desenvolveu projetos e amostras para promover a educação ambiental

Veja o ponto alto de cada atividade sustentável promovida pela Ideflor-bio e as metas estabelecidas para 2020.

Por Pryscila Margarido (IDEFLOR-BIO)
30/12/2019 15h06

Preservar, conservar e proteger amostras representativas dos ecossistemas e da biodiversidade distribuídos nos biomas amazônicos. É com esse intuito que, além de fazer a gestão e apoiar a criação de Unidades de Conservação estaduais, o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio), por meio da Diretoria de Gestão da Biodiversidade (DGBio), desenvolveu o “Projeto de Apoio à Criação de Unidades de Conservação da Natureza Municipais”.

O Instituto já apoiou a criação de Unidades de Conservação (UC) municipais em Juruti, Capanema, Castanhal e Redenção. E, ao longo de 2019, prestou apoio técnico para a criação de UCs em Curuçá, Abaetetuba e São João de Pirabas. Em agosto deste ano, o município de Curuçá, situado no nordeste paraense, aprovou a criação de três Unidades de Conservação da Natureza municipais, mediante o apoio técnico do Instituto.

Juntas, as três unidades possuem uma área correspondente a 360.06 hectares, sendo a Área de Proteção Ambiental (APA Membeca/Valério), o Parque Natural Municipal Lago Rio Quente, e o Refúgio de Vida Silvestre (REVIS) Rancho Fundo. “A criação dessas Unidades de Conservação municipais são importantes para que os municípios contribuam com o Governo do Estado e o Governo Federal na preservação da biodiversidade e no uso sustentável dos recursos naturais”, pontuou o diretor de Gestão da Biodiversidade do Ideflor-bio, Crisomar Lobato.

Metas para 2020 – Está prevista para o próximo ano a continuidade do trabalho de apoio técnico do Instituto e novas consultas públicas para a criação de Unidades de Conservação municipais em Abaetetuba, São João de Pirabas, Bragança, Dom Eliseu, Jacareacanga, Novo Progresso e Ananindeua.

“A implementação dessas UCs tem o importante papel de evitar a degradação dos ecossistemas, assim como possibilitar a geração de renda com a visitação pública através do ecoturismo e o Turismo de Base Comunitária – TBC”, ponderou a presidente do Ideflor-bio, Karla Bengtson. Dentre os benefícios da iniciativa para o município estão a valorização da cultura e turismo local, o fortalecimento do desenvolvimento sustentável da região, investimentos governamentais e privados, além da contribuição para o equilíbrio climático.

Parque Estadual do Utinga promoveu o ecoturismo e educação ambiental

O Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio) promoveu, ao longo deste ano, diversas ações de educação ambiental em Unidades de Conservação estaduais, proporcionando às crianças e aos adultos um contato direto com a natureza, através de visitações, palestras, atividades esportivas, lúdicas e de turismo de aventura. Abrigando parte da rica biodiversidade amazônica, o Parque Estadual do Utinga foi palco de diversas programações com esse sentido.

Dentre as atividades de destaque, o Instituto promoveu a Semana da Festa Anual das Árvores, de 25 a 29 de março deste ano, que homenageou a Samaumeira (Ceiba pentandra), a frondosa árvore da entrada do Parque do Utinga, que também é popularmente conhecida como a “Rainha da Floresta”. Na ocasião, foi lançado o concurso infantil para a escolha de um nome lúdico para o vegetal.

A grande vencedora deste concurso foi conhecida em outro evento festivo, a Semana do Meio Ambiente, realizada de 3 a 8 de junho deste ano.  Passeios guiados, exposição de animais vivos, venda de artesanato e pinturas corporais, música. “Pávula” foi o nome carinhoso escolhido pela estudante Helena Vitória Wanzeler Barros, de 9 anos, moradora do bairro do Guamá, em Belém.

O ponto alto do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, foi o momento da entrega do troféu e uma bicicleta aro 20 à pequena Helena. O concurso de escolha do apelido da Samaumeira do Utinga registrou 350 crianças inscritas. “É por isso que o Ideflor-bio está continuamente fomentando e estimulando práticas sustentáveis, para que essas mudanças de atitude sejam uma realidade e que possamos ver isso refletido no nosso dia a dia, com o desenvolvimento sustentável do nosso Estado”, assinalou a presidente Karla Bengtson. Ao todo, 291 estudantes de escolas da rede pública e particular de ensino participaram da programação.

Laboratório natural de pesquisa - Foi desenvolvendo o projeto “Inventário das Vegetações do Parque Estadual do Utinga”, uma parceria entre o Ideflor-bio e o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), que o pesquisador da Coordenação de Botânica do Goeldi, Dr. Leandro Ferreira, fez a descoberta da orquídea Vanilla pompona naquela Unidade de Conservação (UC) estadual de proteção integral. Foi oficialmente o primeiro registro deste tipo de orquídea no Estado do Pará.

O pesquisador ressaltou que o fato da planta estar localizada dentro de uma Unidade de Conservação demonstra a importância do trabalho de pesquisa e de conservação da biodiversidade do Utinga. “O mais incrível é encontrar essa planta na Região Metropolitana de Belém, dentro do Parque do Utinga. Isso nos levou a desenvolver projetos de pesquisas aqui dentro com alunos de graduação, mestrado e doutorado”, pontuou. “Temos aqui, no Utinga, um laboratório natural para estudo da biodiversidade e, o mais importante, uma ferramenta de formação acadêmica e para fixar profissionais de alto gabarito para atuar no Estado do Pará”, afirmou o biólogo.

Flora Brasil – A partir dessa descoberta, a espécie foi catalogada geograficamente no Pará pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro, que administra o site Flora Brasil. Há pelo menos sete indivíduos da espécie Vanilla pompona dentro do Parque. A ideia é retirar partes da planta para colocar em outros indivíduos dentro da vegetação do Parque e com isso aumentar as populações dessa espécie.

Parcelas Permanentes – Em março deste ano, desenvolvendo um outro projeto em parceria com o Instituto, o pesquisador Dr. Leandro Ferreira implantou três parcelas permanentes para monitorar a biota do parque ao longo do tempo. De acordo com o biólogo, os primeiros resultados são bastante animadores: foram marcados 1.374 indivíduos (vegetais), totalizando 197 espécies em 41 famílias botânicas. Demonstra que os fragmentos florestais do Parque do Utinga têm uma flora bem distinta e que a conservação do bioma deve abranger o Parque como um todo.