Ponte União é inaugurada e tráfego de veículos na Alça Viária está liberado

Após sete meses de obras, Governo do Pará devolve a ponte à população do Pará

31/01/2020 14h57 - Atualizada em 31/01/2020 23h51
Por Kátia Aguiar (SETRAN)

De forma rápida e segura. A ponte União foi entregue à população.

Exatamente às 13h, desta sexta-feira (31), o governador Helder Barbalho autorizou a abertura do tráfego sobre a ponte União, no KM-48 da Alça Viária (PA-483), que foi interrompido bruscamente no dia 6 de abril, após a derrubada de quase um terço de sua estrutura. Veja mais fotos da nova ponte.

Cerca de 5 mil pessoas, moradoras dos municípios do Acará e Moju, foram recepcionar e agradecer ao governador o empenho pela resposta rápida na construção da ponte, que acontece em tempo recorde.

"A escolha do nome União, ocorre justamente por inaugurarmos uma ponte, um equipamento de transporte, contando com o auxílio de muitas pessoas. A obra é o resultado de uma atitude firme que mostrou a todos que é possível trabalhar com união para construir um futuro melhor para todos os cidadãos do Estado do Pará", disse o governador Helder Barbalho durante a cerimônia.

 

"Aqui tem superação, compromisso e colaboração de muita gente, coisas essenciais para fazer o elo de desenvolvimento que tanto nosso Estado precisa”, complementou o governador, que fez questão de agradecer e homenagear cada um dos 600 operários que trabalharam para realizar essa obra.

O governador informou ainda que solicitou, à Setran (Secretaria  de Estado de Transportes), a realização de um cadastro com todos os operários que trabalharam na Ponte União, e que ficariam sem trabalho após o término da obra. Esse cadastro vai possibilitar que eles possam trabalhar também na obra da ponte Meruú, que será iniciada em breve.

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Os operários receberam ainda um certificado de participação na obra da ponte e uma placa com seus nomes, que foi instalada no pilar central junto com a placa do nome do governador e demais autoridades.

“Já trabalhei em várias obras e essa foi a primeira vez que recebi uma homenagem. Melhor ainda é descobrir hoje que poderei ir trabalhar  na obra de outra ponte e não ficarei desempregado”, disse Silas de Jesus Araújo, operário da obra na ponte.

O pescador Djalma Santos, que mora há 30 anos às margens do rio Moju foi um dos moradores que veio ver de perto a inauguração da ponte. “Agora ficou melhor para todos nós, pois vivíamos sobressaltados com os choques das embarcações nos pilares no horário noturno. Agora vamos dormir sossegados, pois essa obra é diferenciada e tem muita segurança”, disse. Outros trabalhadores também comemoraram a volta da ponte.

Durante abertura da cerimônia de inauguração, o governador recebeu, das mãos do estudante Gustavo Gabriel da Silva, 12 anos, uma mostra da produção da Comunidade Filhos de Quilombola, que voltou a contar com a principal via terrestre de escoamento. Gabriel foi escolhido por ter sido aprovado em primeiro lugar no processo seletivo do Instituto Federal de Educação Tecnológica (IFPA). Com apenas 12 anos, ele foi aprovado para cursar o Ensino Médio.

A cerimônia reuniu o vice-governador, Lúcio Vale, secretários de Estado, o senador Jader Barbalho, a deputada federal, Elcione Barbalho, o presidente da Alepa, Dr. Daniel, prefeitos, vereadores dos municípios do Acará e Moju, entre outras autoridades.

Houve também a entrega de cheques moradia para 23 moradores do Moju totalizando R$ 144 mil. A construção da ponte em tempo recorde devolveu a população do Pará um dos principais acessos terrestres da Região Metropolitana de Belém (RMB) com as regiões sudeste e sul do Pará.

O titular da Setran, Pádua Andrade, fez questão de agradecer a cada um dos cerca de 600 operários que construíram a ponte, que promete entrar para a história da engenharia brasileira e mundial.

"A ponte estaiada construída em menos tempo no Brasil, até então, era a ponte Mário Covas em São  Paulo, que teve a velocidade de 22 metros ao mês, enquanto a ponte União alcançou a marca de 38 metros ao mês, o que nos credencia para o Guinness Book 2020". Pádua Andrade, titular da Setran.

A ponte impressiona pelas inovações tecnológicas em sua  base de sustentação, onde foram utilizadas 45 estacas fincadas, em média a mais de 50 metros de profundidade, algumas chegaram a 70 metros de profundidade e ainda 40 estais-com cordoalhas- conjunto de cordas de alta performance. O mastro que sustenta o sistema da ponte foi construído com dois pilares de 3,5 metros por 5,5 metros, que atingiram a cota de altura construídos sobre um bloco de concreto armado com 16 metros de largura e 28 metros de comprimento, escalonado em uma altura de 10,80 metros.

Ao todo, a obra construiu 268 metros que se juntaram aos outros 600 metros remanescentes da ponte, totalizando 868 metros.

Toda a ponte está dotada de iluminação com sistema de captação solar, distribuídos em 26 postes novos de um lado da pista, colocados a seis metros de distância um do outro.

A ponte União também recebeu nova sinalização náutica no tabuleiro a 30 metros de altura. Além da qualidade da obra, a ponte está protegida em seus pilares ao longo do canal de navegação por defensas, que foram construídas com um casco de aço anelar, que envolvem os blocos de fundação, alcançando 57 metros no diâmetro maior e 36 metros no diâmetro menor.