Hemopa forma mais três profissionais da residência em hematologia e hemoterapia

04/03/2020 14h42 - Atualizada em 04/03/2020 15h24
Por Anna Cristina Campos (HEMOPA)

A Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará – Hemopa, por meio do Núcleo de Ensino e Pesquisa – NEPES, desenvolve um importante trabalho na área científica. Desde 2016, oferece a capacitação de profissionais em residência médica e multiprofissional em parceria com instituições de ensino conveniadas.  

Este ano, três profissionais compõem a terceira turma de formandos da residência da Fundação Hemopa. 

A biomédica Lina Monteiro, e agora especialista em atenção hemoterápica e hematológica, é natural de Teresina, no Piauí. Ela disse que voltará para seu Estado com outra visão de trabalho. “Uma experiência única. Com um aprendizado intenso que vai fazer toda a diferença em minha vida profissional. Pra mim foi um sonho, porque no meu estado não tem residência. Eu já era apaixonada pela Hematologia e durante a residência, acabei me apaixonando também pela hemoterapia. Saio daqui com uma bagagem muito grande sobre a importância da doação de sangue. Entendi a importância da qualidade no serviço público”, destacou. 

Na área da residência multiprofissional em enfermagem, Letícia Cruz, descreveu este dois anos de imersão como sendo “um período único na vida”. O programa de residência superou a expectativa da enfermeira. “Observei áreas de atuação na Enfermagem que não imaginava quando estava na graduação. Muitas pessoas desconhecem do que acontece aqui dentro do Hemopa, o que se desenvolve aqui. É muito além da doação de sangue. Me sinto mais preparada para vida profissional”, disse Letícia que também teve a oportunidade de atuar em outras unidades hospitalares na atenção primária como no Ophir Loyola e um intercâmbio no Hemocentro do Rio de Janeiro – Hemorio.

O mesmo sentimento de gratidão e crescimento profissional é compartilhado por Gláucia Silva, concluinte da residência multiprofissional em fisioterapia. “Durante a residência pude experimentar coisas que não vivi na universidade. Pude me aprimorar na área da hemoterapia e hematologia. A relação com pacientes é uma convivência que só tem aqui no Hemopa. Conseguimos enxergar além da patologia dele. Geralmente são pacientes que fazem tratamento desde o nascimento, em alguns casos. Por isso, conseguimos fazer um acompanhamento longitudinal, conseguindo observar a evolução de cada um. Nós também aprendemos com nossos pacientes, coisas que não se encontra na literatura”, destacou.

Gláucia SlvaEste ano, o governo do Estado vai promover a cerimônia integrada de conclusão dos programas de residência em saúde, no próximo dia 4 de março, no Hangar Centro de Convenções da Amazônia.  

Serão cerca de 300 residentes formados em especialidades médica e multiprofissional de 11 instituições estaduais. Entre elas, a Fundação Hemopa. 

“A Fundação Hemopa é referência quando se fala em hemoterapia e hematologia. A cada ano buscamos aprimorar os estudos nesta área, investindo em equipamentos de ponta e incentivando a promoção do conhecimento através de programas de residência e eventos científicos. Precisamos preparar profissionais para atuar no mercado de forma completa, oferecendo melhores condições de assistência à saúde para a população”, destacou o presidente da Fundação Hemopa, Paulo Bezerra. 

Hemopa é referência na área de hemoterapia e hematologia

Referência no atendimento de pacientes com doenças benignas do sangue, o Ambulatório do Hemopa, em Belém, possui cerca de 15 mil pacientes ativos, dos quais, 1.330 são de anemias hereditárias, genéticas, auto-imunes ou por falência medular. Todos recebem atendimento multiprofissional na Assistência Hematológica. 

Com a implantação do programa de residência médica e multiprofissional, a Fundação teve ganhos significativos não só no aspecto ensino e pesquisa, mas também oferecendo a sociedade profissionais mais preparados para lidar com pacientes hematológicos como destaca a assessora técnica do Núcleo de Ensino e Pesquisa – NEPES, a biomédica Renata Hermes. 

"Após dois anos de residência, recebendo aulas teóricas e prática, os profissionais saem prontos para atuar nesta área. E isso mostra a importância da implantação deste programa no Hemopa, pois contribuímos com a formação de recursos humanos na área de hematologia e hemoterapia no mercado de trabalho, aonde temos poucos profissionais capacitados”, ressaltou Renata Hermes.

Desde 2016, ano em que foi instituído o programa de residência multiprofissional de hemoterapia e hematologia, a Fundação Hemopa já formou 14 profissionais, sendo 5 biomédicos, 5 enfermeiros e 4 fisioterapeutas. E no mês de março, o programa inicia mais uma turma com sete novos residentes.