Programa Recomeçar garante auxílio financeiro a mais de 100 famílias

18/05/2020 16h44 - Atualizada em 18/05/2020 16h52

Uma nova lista do Programa Recomeçar foi divulgada nessa segunda-feira (18) pelo Corpo de Bombeiros Militar do Pará e Coordenadoria Estadual da Defesa Civil. São mais 134 famílias beneficiadas com um auxílio financeiro no valor de um salário mínimo (R$ 1.045) para ajudar na recomposição de seus lares, após serem atingidos pelas fortes chuvas nos primeiros meses desse ano.

O benefício poderá ser sacado a partir da próxima quarta-feira (20), em qualquer agência do Banpará, mediante apresentação de RG e CPF do solicitante cadastrado no Programa. Foram beneficiados nesta lista, a 4ª chamada do Recomeçar, residentes dos bairros Maracangalha, Curió-Utinga e Marco, em Belém.

Para Joelma Santos, moradora da Maracangalha, a expectativa para receber o auxílio era alta. Ao saber que seu nome está na nova lista, disse que chegou em boa hora. “Me salvou nesse momento. Poderei comprar o que perdi, mesmo que seja de segunda mão: um sofá, um guarda-roupa e uma estante. Nossas roupas não precisarão mais ficar amontoadas em lugar qualquer”, planeja. 

Recomeçar - O programa, criado por decreto estadual em março, estipulou o auxílio financeiro para famílias que tiveram suas casas e pertences danificados por alagamentos e enxurradas ocasionados pelas chuvas durante o primeiro quadrimestre de 2020. 

O cadastro para receber o benefício foi realizado pela Defesa Civil Estadual, primeiramente de forma presencial e depois online, por conta da pandemia. O prazo para cadastramento terminou em 30 de abril, mas as solicitações dos moradores atingidos ainda estão em análise e novas listas com mais beneficiados ainda serão divulgadas.

Para o Coordenador Adjunto Estadual de Defesa Civil, coronel Jayme Benjó, o Programa Recomeçar tem um papel social e econômico fundamental no cenário atual. “Além de buscar minimizar os prejuízos sofridos com as chuvas, o recurso chega num momento em que temos uma crise humanitária instalada por conta da pandemia do novo coronavírus, e por isso acaba servindo também para contribuir para o orçamento dessas famílias durante essa crise e mitigar seus efeitos”, avalia.

Por Ádria Azevedo (IASEP)