Hospital Abelardo Santos completa um mês de funcionamento com portas abertas

Mais de 29 mil atendimentos já foram realizados após a mudança do perfil da unidade de saúde

30/05/2020 17h50 - Atualizada em 02/06/2020 11h55
Por Giovanna Abreu (SECOM)

“Não tenho nem palavras para agradecer por estar levando o meu filho de volta para casa. Agradeço a Deus por essa nova vida dada a ele; a todas as pessoas que oraram e a toda a equipe do hospital, pelo carinho que tiveram ao tratar meu filho”, disse, emocionado, João do Carmo, pai de Alessandro Rodrigues, que recebeu alta, neste sábado (30), do Hospital Regional Abelardo Santos (HRAS), em Icoaraci, distrito de Belém. 

Alessandro ficou entubado em estado gravíssimo e foi atendido após o Abelardo Santos se tornar unidade de urgência e emergência de portas abertas, exclusiva para pacientes com sintomas de síndrome aguda respiratória, relacionados à suspeita ou diagnóstico do novo coronavírus. A mudança de perfil do hospital, determinada pelo Governo do Pará a partir do dia 30 de abril, completa um mês de funcionamento com portas abertas e já contabilizou mais de 29.636 atendimentos, registrados até às 7h deste sábado.

Com o objetivo de facilitar o atendimento aos pacientes durante a pandemia, sem precisam mais de encaminhamento para receber o acolhimento no hospital, o diretor geral do Abelardo Santos, Alex Marques Cruz, afirma que a mudança no perfil de atendimento foi um desafio .

“O Abelardo era um hospital terciário, de alta complexidade, e nós mudamos esse perfil para atendermos essa nova demanda em nosso Estado. Essa mudança foi desafiadora, mas conseguimos atingir o êxito em prestar à população um atendimento de qualidade, digno para a população paraense” - Alex Marques Cruz, diretor geral do Hospital Abelardo Santos.

AGRADECIMENTO

Após ter alta médica, Alessandro fez questão de agradecer à equipe multidisciplinar (médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, nutricionistas) do Abelardo Santos, que se dedicou pela vida dele.

“Cheguei num estado muito grave, quero agradecer toda a equipe médica, que me ajudou, apoiou, orou por mim. Estou feliz, minha recuperação foi muito boa. Também quero agradecer a Deus que me ajudou a vencer essa doença”, celebrou. Alessandro ainda destacou o atendimento humanizado que recebeu enquanto esteve internado na unidade.

De acordo com o diretor geral, a humanização citada por Alessandro, realizada em todas as áreas do hospital, é um dos diferenciais. “Nossos funcionários prestam o atendimento com carinho. A gente sempre pensa no nosso paciente como sendo um dos nossos familiares e tratamos como nós gostaríamos que eles fossem atendidos em qualquer instituição. Sempre falamos que o nosso paciente é o nosso rei ou a nossa rainha”.

FLUXO

Ao chegarem no HRAS, os pacientes passam pela triagem feita de forma humanizada. Em um tenda, equipes da Sespa e Parapaz verificam a oxigenação do sangue e é feita a triagem dos quadros (se é de baixa ou média complexidade). Neste momento, servem sopa e distribuem máscaras novas para substituir as usadas ou proteger as pessoas que não possuem o item. 

A equipe então direciona os pacientes para atendimento no bloco ambulatorial – para realizar consultas, exames e, caso necessário, receber medicação sem custo - ou são encaminhados para o pronto socorro do Abelardo Santos, para receber atendimento mais complexo, com a realização de outros exames, caso a saturação se apresente mais baixa. Se houver necessidade de internação, o paciente é encaminhado para os leitos do próprio prédio. Casos mais graves podem ficar em observação na Sala Vermelha ou seguir para as Unidades de Terapia Intensiva também na unidade. A média diária de atendimento no Abelardo Santos é de 1.800 pessoas.