Pará registra mais de 28 mil pacientes curados da Covid-19

01/06/2020 20h49 - Atualizada em 01/06/2020 21h36
Por Bruna Brabo (SECOM)

Renascimento. Com essa palavra, Edivaldo Moraes, 55 anos, resumiu o sentimento ao receber alta após se recuperar da Covid-19. Ele estava internado na Santa Casa de Misericórdia, em Belém. “Sou um novo homem, pai e marido. E quando tudo isso passar, vou aproveitar mais a vida com minha família e até oficializar o casamento com minha esposa”, disse.

De acordo com o último boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o Pará já tem mais de 28 mil recuperados do novo coronavírus, com o apoio dos hospitais do Estado e o suporte da Policlínica Metropolitana e Itinerante.

”Fui atendido muito rápido na Policlínica e encaminhado para a Santa Casa. Estava com muito medo de morrer, mas a equipe médica me dava muita força a todo momento. Tinha hora que me sentia como se estivesse com a minha família.” lembrou Edivaldo, que trabalha como carpinteiro e mora com a esposa e os filhos no bairro do Parque Verde, em Ananindeua, região metropolitana de Belém.

Eládio Serrin, 79, aproveita a companhia da família depois de vencer a Covid-19Na manhã do dia 20 de maio, o aposentado Eládio Serrin, 79 anos, foi diagnosticado com o novo coronavírus. Depois de mais de sete dias de internação, ele teve alta do Hospital Regional Público do Marajó (HRPM), em Breves. Alegria e emoção marcaram sua chegada a Portel, onde mora com a família. 

A autônoma Maria Juciene Serrin, filha de Eládio, diz que o pai só começou a reagir na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde o tratamento humanizado da equipe médica foi fundamental. “Depois que ele recebeu alta, nos relatou que foi muito bem tratado pelos médicos, enfermeiras e técnicos do hospital. Ele quer voltar lá para levar manga para uma enfermeira como forma de agradecimento”.

Alternativa - O Hemopa Belém coleta plasma de pacientes recuperados da Covid-19, como alternativa de tratamento para a doença. O procedimento ainda é uma terapia experimental. O administrador João Marcelo, 37 anos, se habilitou no processo. “Em uma pandemia sem vacina para sermos imunizados, qualquer tipo de alternativa é válido. Quando surgiu a notícia de que os que já estão imunizados poderiam doar placas, não pensei duas vezes em ajudar, pois posso estar salvando vidas,” ressaltou.

Quem tiver o teste positivo para coronavírus pode comparecer à Fundação Hemopa e passar pela triagem para se tornar doador. É preciso ser homem, com idade entre 18 e 60 anos, pesar mais de 55 quilos, ter exame positivo para SARS-CoV-2 por teste de PCR-RT ou sorológico e ter tido a forma leve ou moderada da doença. A candidatura fica liberada após 30 dias sem nenhuma sintomatologia decorrente da doença. Mais informações: (91) 98404-9612.