Usinas da Paz vão entrar na segunda etapa de construção

Status das obras foi apresentado por representantes da Seac ao governador Helder Barbalho

01/07/2020 17h54 - Atualizada em 01/07/2020 18h13
Por Paulo Garcia (SEAC)

Governador e representantes da Secretaria Estratégica de Articulação da CidadaniaRepresentantes da Secretaria Estratégica de Articulação da Cidadania (Seac) apresentaram, ao governador Helder Barbalho, detalhes sobre o andamento das obras das 10 Usinas da Paz, que começaram em abril deste ano. A reunião foi realizada na tarde desta quarta-feira (1º). 

As Usinas da Paz fazem parte do programa Estadual Territórios Pela Paz (TerPaz), coordenado pela Seac, em rede com 34 secretarias e órgãos de governo, e irão beneficiar moradores da Região Metropolitana de Belém e do sudeste paraense, sendo cinco na capital (nos bairros do Benguí, Cabanagem, Guamá, Jurunas e Terra Firme), uma em Ananindeua (no Icuí-Guajará), uma em Marituba (Nova União), uma em Parauapebas, uma em Marabá e outra em Canaã dos Carajás.

“Apresentamos ao governador resultados parciais do processo de construção das Usinas. Em que pese estarmos passando por um período crítico de pandemia, as obras seguiram o fluxo mantendo todos os protocolos de segurança e não pararam. Conseguimos avançar na primeira etapa que consiste na topografia, sondagem do terreno e terraplenagem e agora estamos nos preparando para a segunda etapa que é a construção das estruturas” - Ricardo Balestreri, secretário estratégico de Articulação da Cidadania.

Projeto Usinas da PazO projeto do governo do Estado está sendo executado em parceria com as empresas Vale e Hydro, que estão arcando integralmente com os custos das Usinas. O governo não receberá nenhum recurso econômico, mas receberá as Usinas prontas e equipadas. Os investimentos por parte da Vale somarão R$ 102 milhões. A empresa é a responsável pelos projetos executivos das unidades da Cabanagem, Benguí, Icuí, Nova União, Parauapebas, Canaã dos Carajás e Marabá. Já por parte da Hydro, o investimento de R$ 60 milhões será destinado à construção dos espaços nos bairros do Guamá, Terra Firme e Jurunas, beneficiando mais de 220 mil pessoas.

“As Usinas da Paz serão um grande instrumento para que a gente possa contribuir na redução da violência nos bairros, serão espaços onde a população poderá ser acolhida, ter lazer, atendimento de saúde. É um dos mais importantes marcos do governo do Estado para alcançar a paz social que buscamos”, ponderou o coronel Marcos Lopes, diretor das Usinas da Paz.

Primeira etapa da obra no terreno da Usina da Paz na Cabanagem está sendo finalizadaProjeto – Coordenadas pela Seac, as Usinas da Paz consistem em grandes complexos públicos, em áreas de aproximadamente 10 mil metros quadrados, com a finalidade de garantir a permanência do Estado nos territórios, com ênfase na prevenção à violência, inclusão social e fortalecimento comunitário, com três eixos fundamentais: assistência, esporte/lazer e cultura.

As UsiPaz terão complexos esportivos, salas de audiovisual, inclusão digital e vários serviços, como atendimento médico e odontológico, consultoria jurídica, emissão de documentos, ações de segurança, atividades profissionalizantes, espaço multiuso para feiras, eventos e encontros da comunidade. Também haverá espaços para cursos livres, dança, artes marciais, musicalização e biblioteca.

Além de democratizarem o acesso ao esporte, lazer e à produção cultural, essas atividades concretizarão a convivência comunitária e propiciarão a prestação de serviços pelas secretarias estaduais e órgãos governamentais envolvidos no TerPaz.