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AVICULTURA

Criação de galinha caipira em palafita gera renda e alimento para agricultores de Melgaço

Na pandemia, técnicos da Emater auxiliaram ribeirinhos de Melgaço para execução de atividade

Por Aline Miranda (EMATER)
04/08/2020 11h58

Criação de galinha caipira no MarajóAgricultores da Comunidade Jerusalém, no interior de Melgaço, no Marajó, estão investindo em uma atividade diferenciada, com o apoio do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater): a criação suspensa de galinha caipira na várzea do rio Tajapuruzinho, com aviário sobre palafita dentro do sítio Projeto de Deus. 

A agricultora Noeme Silva, 37, está grávida do quarto filho. Em abril, junto com o marido, ela usou os R$ 600 reais do auxílio emergencial, liberado pelo governo federal, para investir no negócio. A ideia de garantir canja para si própria no puerpério se alongou de tal maneira que, quando Leomara nascer, agora em agosto, a família já estará no quarto lote de comercialização direta. Os principais compradores são vizinhos da região. A ave é vendida viva, com cerca de dois quilos e meio a três quilos, por R$ 30 reais cada. 

“Virou um empreendimento, um negócio e, ainda, uma fonte de refeição nossa. Na pandemia, a vizinhança queria frango disponível a qualquer hora, não podia se deslocar e não tinha quem de perto fornecesse. Preenchemos uma lacuna de mercado e ampliamos as opções de proteína para nossa mesa”, conta a agricultora. 

Com orientação e suporte da Emater, os agricultores reduziram os custos com pintos e ração, que antes precisavam importar de Breves, e conseguiram controlar e programar a engorda, bem como ajustar as medidas do confinamento. 

Hoje, a estrutura do aviário, 24m² de madeira e cobertura de palha, abriga 100 bicos de caipira e branco. O plano é até o fim do ano construir outro aviário e participar de oportunidades governamentais, como a merenda escolar. Além de aves, a família trabalha com criação de porcos e extrativismo de açaí.

Comunidade garante renda e alimentação com criação de galinhas

Galinha caipira em área de várzea

Tipicamente um sistema de terra firme, nos últimos meses a avicultura vem se popularizando entre as famílias ribeirinhas de Melgaço. Sem tradição ou experiência, muita gente nem cogitava a viabilidade de criar animais em cima de área alagada. 

De acordo com a Emater, a proposta é barata e propicia geração de renda e segurança alimentar. Os aviários e os utensílios, como comedouros, por exemplo, podem vir de reciclagem de madeira e de tubos PVC. 

“No período de pandemia, a Emater nunca desamparou a zona rural. Para evitar que as carências piorassem, mantemos toda a amplitude da nossa assistência técnica, porque a produção de alimento nunca é interrompida e as famílias necessitam de renda constante”, afirma o chefe do escritório local da Emater em Melgaço, o engenheiro florestal Milton Costa.