Primeiro Ofício garante inserção no mercado de trabalho para mais de 750 jovens

Programa do governo estadual, conduzido pela Seaster, completa um ano e a meta é ampliar a adesão para assegurar mais vagas ao público de 14 a 24 anos

28/08/2020 13h05 - Atualizada em 28/08/2020 15h09
Por Dayane Baía (SECOM)

Em um ano, Programa Primeiro Ofício, do Governo do Pará, inserius 755 jovens, em situação de vulnerabilidade social, em empresas Um ano após a assinatura do termo de lançamento do Programa Primeiro Ofício, 755 jovens em situação de vulnerabilidade social já foram inseridos em vagas de aprendizagem no Estado. Conduzida pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), a iniciativa conta com a adesão de empresas que disponibilizam 30% das posições para o Estado.

O Programa Primeiro Ofício foi lançado em 28 de agosto de 2019 com o objetivo de gerar oportunidade de inserção no mercado de trabalho para jovens entre 14 e 24 anos. “Em outubro nós fizemos uma reunião com as principais empresas de quase todas as atividades econômicas do Estado. Anunciamos a regulamentação e o formato do programa que se inicia com a adesão das empresas, na qual elas concedem à Seaster, no mínimo 30% das vagas de primeiro ofício que elas são obrigadas a empregar nos quadros da empresa”, explicou Inocêncio Gasparim, titular da Seaster.

Já estão no mercado de trabalho, 755 jovens egressos do sistema penal, em parceria com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap); ou que cumprem medidas socioeducativas na Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa); ou ainda  oriundos dos Territórios de Paz, em conjunto com a Secretaria Estratégica de Articulação da Cidadania (Seac).

“A partir de fevereiro intensificamos o programa na Região Metropolitana de Belém e chegamos a fazer reuniões em cidades como Marabá, Santarém, Barcarena e Abaetetuba. O Primeiro Ofício tem como exigência a qualificação profissional e cidadã. Acredito que esse ano chegaremos a mil e para o ano que vem a meta é dois mil, entendendo que vamos rodar o ano todo”, afirmou o secretário Gasparim. 

OPORTUNIDADE

Danilo Dantas Cardoso, 17 anos, é um dos beneficiados pelo Programa. Ele trabalha em uma empresa de logística.

“Foi um processo bem rápido. Eles me ligaram, eu participei de algumas palestras. Fui fazer a entrevista, apesar de estar nervoso, dei o meu melhor para que eles percebessem que realmente eu estava disposto a contribuir com a empresa. Foi uma oportunidade muito boa, que muitas pessoas querem e eu agradeço muito”, frisou Danilo.

Para Danilo, o diferencial do Primeiro Ofício é a possibilidade de se desenvolver e refletir sobre os caminhos a serem seguidos no início da vida adulta.

“Ajuda na convivência, na comunicação e na área financeira. Passamos a ter conhecimentos não só sobre a empresa, mas outros cursos também. Foi um Programa que veio para ajudar muita gente", afirmou o jovem. 

Ele conta as mudanças na sua vida desde que ingressou no mercado de trabalho. "Mudou na minha postura, minha convivência no meio da comunidade, com uma responsabilidade a mais. Na área financeira, na área pessoal, eu vou poder fazer meu curso, gosto de treinar artes marciais, então me ajuda a poder pagar os meus treinos. Eu pude ajudar meus pais, minha mãe não estava trabalhando. Mesmo a gente sendo liberado na pandemia, continuamos recebendo. O Programa ajudou muito, pois muita gente perdeu emprego e nós continuamos", ponderou o rapaz. 

ADESÃO

Enquanto as medidas de distanciamento social estão em vigor, as atividades educativas do programa foram temporariamente interrompidas e aguardam liberação no plano de retomada gradual. Ainda assim, as empresas continuam interessadas em aderir ao Primeiro Ofício.

“Temos um grupo de empresas por assinar a adesão e além disso a lista do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) em que podemos visualizar quais não estão cumprindo integralmente a obrigatoriedade da contratação. Também estaremos mobilizando o interior, especialmente os municípios onde a geração de empregos formais é maior”, comentou Inocêncio. 

A Seaster também deve viabilizar as novas instalações do programa, nos próximos dias. “A sala do Primeiro Ofício vai contar com 14 jovens que foram contratados por uma empresa do oeste do Pará e que estabeleceu o contrato social disponibilizando esses jovens. Eles, junto com a nossa equipe de colaboradores, irão atuar numa mesa de telemarketing para contato com as empresas e nós, dirigentes, reuniremos com as empresas para a assinatura do termo de adesão e estabelecer o calendário de oferta das vagas”, adiantou Inocêncio.

O planejamento das próximas atividades incluem ainda a elaboração de um banco de dados com as informações dos jovens elegíveis às vagas. Além de serem oriundos das instituições, precisam estar matriculados em escola pública ou particular (com bolsa integral), apresentar os documentos básicos, comprovante de residência e telefone. Na Seaster é providenciada a emissão de carteira de trabalho e do PIS.