Moradores do Benguí participam de reunião sobre o TerPaz

17/09/2020 16h09
Por Paulo Garcia (SEAC)

O Benguí foi o quinto bairro a participar do ciclo de reuniões sobre o programa Territórios Pela Paz (TerPaz), promovido pela Secretaria Estratégica de Articulação da Cidadania (Seac). A ideia é estreitar a parceria com as comunidades atendidas pelo TerPaz e atualizá-las sobre o andamento das obras da Usina da Paz, no bairro.

Charles Avis, liderança do bairro, apoiou o encontro e reforçou a importância da comunidade estar presente nesse processo de construção das Usinas da Paz. “A história de formação do Benguí é marcada por muita precariedade, já sofremos muito, com os diversos problemas que existem por lá, mas já percebemos que o Governo está mais presente, trazendo mais serviços à comunidade, por meio do TerPaz, isso é muito gratificante, ainda mais porque somos ouvidos, nos faz ter o sentimento de pertencimento do projeto da Usina da Paz”, contou o morador.

A mudança que o morador aponta é reflexo da presença do programa TerPaz que completou 1 ano, na última segunda-feira (14), da entrada das ações das políticas de inclusão social no Benguí. Segundo o coordenador do Núcleo de Relações Institucionais da Seac, Julio Alejandro Quezada Jélves, as mais de 130 ações realizadas nos territórios passaram por reformulações. “Aprendemos muito durante esse um ano de ações do TerPaz no Benguí, por isso, as 35 secretarias e órgãos que desenvolvem as atividades nos territórios, reestruturaram seus projetos e já estão apresentando novos formatos que, em breve, serão oferecidos à população”, contou.

“Ocorreu um impasse nesta obra específica do Benguí, por conta da Pandemia houve um atraso na emissão do alvará de construção junto à Prefeitura de Belém, mas que já conseguimos retornar a situação e a primeira etapa está prevista para começar agora em outubro”, explicou.

Ainda segundo o Coronel Marcos, será realizado um trabalho em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedop) para regularizar o saneamento e o sistema de fossa das casas no entorno do terreno da Usina da Paz.

Estiveram presentes na reunião o secretário-adjunto da Seac, Raimundo Santos Junior, as representantes do Núcleo de Articulação da Cidadania, Delma Braga e Juliana Chaves, e o diretor das Usinas da Paz, Coronel Marcos Lopes, que atualizou os status das obras da Usina no bairro, localizada na Estrada do Benguí, ao lado do Parque de Retenção do Detran.

Sobre as Usinas da Paz – A proposta dos complexos das Usinas da Paz é conter salas de audiovisual, inclusão digital e serviços como atendimento médico, odontológico, consultoria jurídica, emissão de documentos, segurança, escola de gastronomia, espaços integrados, multiuso para feiras, eventos e encontros da comunidade. Também serão espaços para a prática de cursos livres, espaços de dança, artes marciais, salas para musicalização e biblioteca.

Além de democratizarem o acesso ao esporte, lazer e à produção cultural, essas atividades concretizarão a convivência comunitária e propiciarão a prestação de serviços pelas secretarias estaduais e órgãos governamentais envolvidos no TerPaz.

A professora Socorro Raiol disse estar ansiosa para o funcionamento da Usina da Paz no Benguí. “Ter acesso à serviços que muitas das vezes são fácil acesso para alguns, como emitir um documento ou procurar a defensoria pública, para grande parte dos moradores do Benguí a realidade já é diferente, então eu não vejo a hora desse grande projeto do Governo do Estado estiver funcionando, muita gente será beneficiada”, disse Socorro.