Fórum discute retirada estratégica da vacina da febre aftosa do Pará

Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) reconhece o Estado como livre da febre aftosa com vacinação

07/11/2020 11h50 - Atualizada em 07/11/2020 16h25

A retirada da vacina da febre aftosa em todo o Pará e a conquista do status de zona livre da aftosa sem vacinação pautaram os debates do III Fórum Estadual do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para Febre Aftosa (PNEFA), durante esta sexta-feira (6), em Belém.

O Programa Nacional de Vigilância para Febre Aftosa objetiva a suspensão da vacina contra a febre aftosa no Brasil e, claro, a consolidação da condição de área livre da doença sem vacinação, e o Fórum foi a ação idealizada para estimular a participação da sociedade na execução do Plano Estratégico para se alcançar esse status.

Fórum debateu os critérios técnicos e estratégicos e a união de esforços públicos e privados necessários para a saída da vacina O evento serviu para a divulgação e troca de conhecimentos e tratou, também, sobre os procedimentos para a retirada da vacina no Pará.

Realizado de forma virtual, o III Fórum teve a participação do coordenador geral de Sanidade Animal do Ministério da Agricultura (Mapa), Jorge Caetano; do superintendente do MAPA, no Pará, Milton Leite; do secretário de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Hugo Suenaga; do diretor geral da Adepará, Jamir Macedo; da presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Pará, Nazaré Fonseca; do presidente da Faepa, Carlos Xavier, entre outros representantes do segmento agropecuário.

Coordenador geral de Sanidade Animal do Ministério da Agricultura, Jorge Caetano abriu o Fórum, enfatizando a realização do evento para a efetivação do citado Plano Nacional. “Estamos no processo de retirada da vacina, já passamos por vários desafios, como a reestruturação do serviço veterinário, agora estamos na fase que tratamos sobre a retirada e estas reuniões são muito importantes para este processo, para alcançarmos a condição de País livre da vacina e sem a vacinação”.

Organizado pela equipe gestora estadual do Plano, o Fórum transmitido de forma aberta pelo canal da Faepa no youtube, e permitiu a participação de um público diverso. A coordenadora da equipe gestora estadual do PNEFA, Samyra Albuquerque, afirmou que o evento alcançou seu objetivo. 

“Os olhos do Estado estavam voltados para o Plano Estratégico do PNEFA, as autoridades estaduais estavam presentes e falaram da importância desse avanço, conseguimos reunir profissionais de renome e altamente capacitados na área de defesa animal na programação, os quais compartilharam informações e vivências que só contribuíram para o esclarecimento do produtor rural quanto à sua importância em todo o processo de suspensão, bem como a importância também de um serviço veterinário que esteja bem preparado para responder imediatamente às emergências sanitárias."  

Entre os diversos temas, destaque para 'O Plano Estratégico 2017-2026', tratado por Diego Viale, chefe de Divisão de Febre Aftosa do Mapa; “A Importância das Vigilâncias Ativa e Passiva na Detecção Precoce de Enfermidade de Notificação Obrigatória”, com a palestra de Roberto Siqueira Bueno, diretor da Agência de Defesa Agropecuária de Roraima.

A programação contou ainda com a discussão sobre “A Importância da Notificação de Doenças ao SVO (e-SISBRAVET)”, apresentada por Daniela Pacheco de Lacerda, coordenadora do Sistema de Informação Zoossanitária do MAPA; “As Estratégias de Controle do PNCEBT em Diferentes Regiões do Brasil”, com  Janice Barddal, coordenadora do Mapa; e do Plano Estratégico Brasil Livre de Peste Suína Clássica,  abordado pelo palestrante Guilherme Zaha Takeda, chefe da Divisão de Sanidade de Suídeos do Mapa.

O Fórum contou também com a participação da diretora do Fundepec, Rosirayna Remor, do diretor de Defesa e Inspeção Animal da Adepará, Jefferson Oliveira; da gerente de Defesa Animal, Melanie Castro; além das gerentes de programas sanitários e fiscais estaduais agropecuários, Elaine Serrão, Susiclay Barros, Ana Paula Beckman e Alcinda Oliveira. 

O Programa Nacional de Vigilância para Febre Aftosa (PNEFA) considera que para realizar a transição de status sanitário, é necessário avaliar critérios técnicos e estratégicos, bem como unir os esforços públicos e privados, a infraestrutura dos serviços veterinários e os fundamentos técnicos. 

“A palavra chave para esta questão é a integração, precisamos que todos os atores desta cadeia estejam envolvidos para alcançarmos este objetivo. O agronegócio movimentou mais de um trilhão de reais, em 2019, sendo 25% desde montante da pecuária, e este crescimento projeta o Brasil para ser o maior fornecedor de alimentos para o mundo”, comentou o diretor geral da Adepará, Jamir Macedo.

Rebanho

Hoje, o Pará tem cadastrados 22.371.788 milhões de cabeças de gado e é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como ‘Estado livre da febre aftosa com vacinação’, desde 2018, mas com a vacinação. O poder público considera a participação da sociedade como fundamental para que haja avanço no planejamento de retirada da vacina em todo o país.

O evento teve o apoio da Superintendência Federal da Agricultura no Pará (SFA-PA), da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), do Fundo de Desenvolvimento da Pecuária do Estado do Pará (Fundepec), da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) e do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Pará (CRMV).

Por Manuela Viana (ADEPARÁ)