Curso capacita profissionais e estudantes em Coagulopatias

19/04/2017 00h00
Por Redação - Agência PA (SECOM)

Em alusão ao Dia Mundial da Hemofilia, o Hemocentro Regional de Castanhal realizou nesta quarta-feira (19) a “Capacitação Multiprofissional em Coagulopatias”, que reuniu cerca de 150 pessoas, entre estudantes e profissionais da área da saúde, no auditório do Sesc.

A gerente do Hemocentro Regional, Sandra Lobato, explica que a iniciativa é fundamental para descentralizar o diagnóstico e também aliviar o fluxo de atendimento do hemocentro coordenador, em Belém. Além disso, “a formação possibilita a esses profissionais fazerem o diagnóstico precoce das doenças ligadas ao sangue”, afirma.

A médica hematologista e hemoterapeuta do Hemopa, Dra. Ieda Pinto, lembra que mesmo entre os profissionais da saúde ainda há muito desconhecimento acerca dessas doenças, principalmente sobre a hemofilia. “Eventos como esse trazem o tema para debate e ajudam a esclarecer as causas, sintomas e tratamento disponíveis para a doença”, explica a médica.

A hemofilia é uma doença genética caracterizada por um distúrbio na coagulação do sangue. Quando uma pessoa se corta, automaticamente as proteínas sanguíneas entram em ação para estancar o sangramento. Isso ocorre porque existem 13 tipos diferentes de fatores de coagulação (expressos por algarismos romanos); quando acontece o rompimento do vaso sanguíneo, a ativação do primeiro fator leva à ativação dos demais até que acorra a formação do coágulo pela ação dos 13 fatores.

Mas os hemofílicos têm deficiência em dois deles, o que dificulta o processo de coagulação causando sangramentos prolongados. Indivíduos com baixa atividade do fator VIII possuem hemofilia tipo A, enquanto que aqueles com deficiência na atividade do Fator IX possuem hemofilia tipo B (considerado o mais raro).

Ieda Pinto explica que os sangramentos podem ser externos, como quando há cortes na pele, ou internos, quando acontecem baques. “Os casos de hemofilia são classificados como graves, moderados e leves. O tratamento consiste na profilaxia dos fatores deficientes, em média, três vezes na semana”.