Produtores festejam sucesso de vendas em feira da Semas

Edição da Feira de Agricultura Familiar nesta sexta-feira (27) atraiu consumidores e produtos vendidos diretamente pelos trabalhadores rurais se esgotaram rápido

27/11/2020 12h55 - Atualizada em 27/11/2020 13h49

A Feira de Agricultura Familiar da Semas já é uma atração mensal para clientes e produtores, no bairro do Marco, em BelémMoradores dos arredores da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas) e servidores aproveitaram nesta sexta-feira (27) mais uma edição da Feira de Agricultura Familiar. A fartura de produtos orgânicos frescos e baratos atraiu diversos consumidores para o evento, que é uma atração mensal para clientes e produtores, em frente à sede do órgão ambiental, na travessa Lomas Valentinas, no bairro do Marco, em Belém.

A feira é uma realização da Coordenadoria de Educação Ambiental (Ceam) da Semas, e a iniciativa faz parte do Programa de Educação Ambiental e Agricultura Familiar do Pará (Peaaf), coordenado pela Secretaria com o objetivo de incentivar hábitos saudáveis de alimentação e garantir apoio para pequenos produtores rurais.

A partir da próxima edição da Feira, em 18 de dezembro, haverá ainda mais diversidade na oferta de mercadorias, com a chegada de produtores de queijo e leite do município de Mãe do Rio, na região nordeste paraense, de novas barracas com a venda de folhagens.

Entre os produtos vendidos diretamente pelos agricultores estão farinha de mandioca, tucupi, hortaliças, legumes, peixes, mariscos, frutas A gerente de Programas e Projetos de Educação Ambiental da Semas, Edira Vidal, destaca a importância do evento para produtores e consumidores. “Nesta penúltima Feira da Agricultura Familiar do ano, a gente queria agradecer a participação dos servidores e da comunidade daqui do entorno do prédio, que já é parceira, que vem e procura os produtos, pois sabe que são orgânicos e de qualidade''.

"E queria aproveitar para convidar para estarmos juntos no dia 18 de dezembro, que será nossa última feira do ano. É muito importante essa força para os agricultores, para que eles continuem participando, aderindo, nesse momento em que a gente agrega valores para nós e para o produtor rural”, afirmou Edira Vidal.

A gerente da Secretaria de Meio Ambiente ressaltou ainda uma novidade: o estímulo por parte dos organizadores da feirinha para que os clientes adotem o hábito de usar sacolas próprias para diminuir e até suprimir o consumo de sacos plásticos.

“Estamos estimulando fortemente o público consumidor a trazer suas próprias sacolas. E para a próxima feira (18), a gente está com uma perspectiva de trazer a nossa sacola ecológica, para reduzir ainda mais o uso excessivo de sacos plásticos. Então, a gente vai fazer uma campanha para que o servidor traga a sua sacola retornável”, afirmou Edira Vidal.

Nesta sexta-feira, os produtos se esgotaram rapidamente, surpreendendo os organizadores. “Hoje foi surpreendente, porque as vendas realmente foram bem mais rápidas. A satisfação foi muito grande, tanto para nós que fazemos essa ponte, quanto para os produtores”, garantiu a gerente.

Alcilene de Carvalho, produtora da marca Filé do Mangue, comprova a rapidez das vendas. “Hoje, as compras estão maiores em termos de valor, de quantidade. Em pouco tempo, o pessoal comprou muita coisa. E também vieram muitos novos clientes, que puderam conhecer nossos produtos''.

"A feira é um incentivo para nós, produtores rurais, de vender direto para o consumidor, a preços acessíveis. Então, é sempre uma expectativa muito grande por parte dos nossos clientes em relação a preços e qualidade.”, salientou Alcilene de Carvalho.

Para a produtora Raimunda Cléa, da comunidade quilombola Boa Vista do Itá, do município de Santa Izabel, na Região Metropolitana de Belém (RMB), a feira é uma grande oportunidade de comercializar suas frutas e legumes.

“A gente tem bom aproveitamento, os nossos produtos têm bastante saída nas feiras da Semas. A gente gosta muito de trazer nossos produtos diretamente para o consumidor e com preços bem acessíveis. Quando a gente tem esse contato com o cliente, a gente se sente satisfeito, vê o resultado do nosso trabalho. Porque a gente sabe para onde levar o nosso produto'', observou Raimunda Cléa.

A agircultora de Santa Izabem também ressaltou que "muitas vezes o produtor se vê impedido de plantar por não ter a oportunidade de trazer seus produtos para um lugar específico. E são produtos fresquinhos, as pessoas gostam e já ficam esperando.”

A dona de casa Rosângela Monteiro, que mora perto da Semas, não perde a oportunidade de comprar produtos frescos, orgânicos e baratos. “Aqui é tudo mais em conta, porque a necessidade das pessoas é grande e nas feiras que têm aqui próximo é tudo muito caro. Nessa feira daqui, os produtos são mais baratos, são orgânicos e fresquinhos, ao contrário dos supermercados e das outras feiras”, afirma.

Nesta edição, houve a oferta de produtos orgânicos da Associação dos Agricultores Familiares do bairro de Curuçambá, de Ananindeua, da Região Metropolitana de Belém (RMB); artigos de cosméticos naturais da marca Sementes da Amazônia, de Belém; frutas, pescados, mel e variados, além de uma grande variedade de produtos alimentares saudáveis.

Entre os feirantes participantes estão produtores do sítio Witeua, de Santa Izabel do Pará (RMB); da Queijaria Três Irmãos, do município de Soure, da região do Marajó; da Associação dos Catadores de Caranguejo e da Fábrica Beneficiadora de Carne de Caranguejo e Camarão, da Vila do Treme, no município de Bragança, nordeste do Estado; da marca Filé do Mangue e dos produtores de mel do Sítio Boa Esperança também de Bragança. Entre os produtos ofertados estão hortaliças, legumes, peixes, mariscos, mel, própolis, frutas, farinha de mandioca, tucupi, goma, urucu, açaí, ovo caipira, cosméticos, entre outros.

Por Anna Paula Mello (SEMAS)