Alunos da Uepa, em Salvaterra, criam gibi sobre o trajeto do novo coronavírus no corpo humano

A história em quadrinhos (HQ) funciona como recurso didático sobre as formas de transmissão da Covid-19 e está disponível gratuitamente em link na internet

19/04/2021 14h42 - Atualizada em 20/04/2021 15h35

O gibi se destina a todos os públicos por sua linguagem acessívelAcadêmicos de Licenciatura em Ciências Biológicas do campus da Universidade do Estado do Pará (Uepa), em Salvaterra, no Marajó, encontraram uma forma lúdica para demonstrar o percurso do novo coronavírus no corpo humano. Intitulada ‘Coronavírus: uma batalha interna’, a história em quadrinhos (HQ) pode ser utilizada para fins didáticos e está acessível a todos, gratuitamente. Para conferir a HQ, clique aqui.  

Sob a coordenação da professora Inês Trevisan, do Departamento de Ciências Biológicas da Uepa, o gibi é resultado da disciplina Prática de Ensino de Biologia I. “É voltada para se trabalhar alguns recursos interessantes para o processo de ensino da Biologia. O gibi é destinado a qualquer tipo de público pela sua linguagem acessível. É uma proposta de divulgação científica sobre o coronavírus. Já tivemos 322 acessos e 279 downloads, atingindo nosso objetivo”, orgulhou-se a professora.

 Além da proposta de recurso para o ensino remoto, o material auxiliou a disseminar as informações baseadas em evidências, combatendo as chamadas notícias falsas (fake news), já que o material pode ser rapidamente compartilhado por meio de aplicativos de celular.  

A HQ trata de pontos como transmissão do vírus, estágios de infecção, métodos de prevenção e importância do processo de imunização. “A ideia também foi levar informações relevantes necessárias para o dia a dia do ribeirinho, das pessoas que enfrentam a pandemia. Traz uma breve história da pandemia, a prevenção e a transmissão do vírus, assim como o valor da vacina, e a batalha interna, do sistema imunológico para enfrentar o vírus”, explicou a professora bióloga, Inês Trevisan.

Professora do Dep. de Ciências Biológicas da Uepa, Inês Trevisan: "A ideia é também levar informações relevantes a ribeirinhos etc"A história contada no gibi está dentro do contexto amazônico, com a cidade de Salvaterra, na Ilha do Marajó, o que gera um identificação natural dos leitores com o conteúdo. No roteiro, os acadêmicos (e futuros docentes de Biologia) são protagonistas ao levar as informações para dentro de sala de aula. 

Elton John Santos Silva fez os desenhos iniciais à mão. “Eu fazia os desenhos em uma folha A4 a lápis e depois o meu colega Rolando Célio utilizava de um aplicativo para cobrir manualmente. Um trabalho árduo já que não possuíamos ferramentas especificas de precisão que o processo necessitava. Logo depois, nós utilizamos um programa pago para colorir e organizar os balões, o que nos limitava quanto ao posicionamento e espaçamento dos textos”, detalhou Elton.

O trabalho foi desenvolvido em paralelo a outras atividades da disciplina. “Quanto aos resultados ficamos bem satisfeitos, pois tivemos um tempo bem curto para a produção. Outro ponto a destacar é a falta de softwares e apps gratuitos e com o nosso idioma nativo que nos forçou a entender um pouco de inglês para prosseguir”, avaliou o universitário Elton John. 

Rolando Célio Gonçalves Pacheco destacou que os aplicativos móveis foram a alternativa à uma mesa digitalizadora, utilizada por profissionais do ramo. “Usávamos o próprio dedo para desenhar os personagens e construir a história em si. Não sabíamos que seria tão trabalhoso, mas o final saiu quase do jeito que planejamos. Inicialmente focamos na disciplina e depois pensamos em disponibilizar com o intuito de crianças, pais, a sociedade em geral, lessem”, afirmou Rolando.

O processo de transmissão descrito na HQ ajuda a entender do ponto de vista biológico porque é importante fazer a higienização de mãos e usar máscaras de proteção. “Explicamos sobre o coronavírus e como ele infecta o corpo humano e as medidas a serem tomadas, além do distanciamento social e da vacinação”, complementou Rolando.

Por Dayane Baía (SECOM)