Escola da rede estadual, em Belém, participa de torneio internacional de robótica

A Escola Estadual Magalhães Barata, no bairro do Telégrafo, na capital paraense, é a única instituição de ensino inscrita, no Pará, à etapa regional regional, em maio

10/05/2021 12h28 - Atualizada em 10/05/2021 13h16

A equipe da Escola Estadual Magalhães Barata, do Telégrafo, em Belém, é a única, no Pará, a concorrer com seus projetos de robôsAlunos da Escola Estadual Magalhães Barata, situada no bairro do Telégrafo, em Belém, se preparam para participar nos dias 13 e 14 de maio, do Torneio FIRST Lego League. A iniciativa é um campeonato internacional e, no Brasil, é coordenado pelo Serviço Social da Indústria (Sesi), com o objetivo de difundir o movimento Acrônimo de Science, Technology, Engineering, Arts e Mathematics (Steam), entre crianças e jovens de 9 a 16 anos.

A edição deste ano, chamada de "RePLAY - O mundo em movimento", objetiva motivar os jovens a repensarem iniciativas que propiciem a prática de exercícios, competições e brincadeiras, com foco na realidade atual e de olho no futuro. Para isso, eles aplicam conceitos de Steam na criação de projetos de inovação, constroem e programam robôs e os colocam para completar missões em que o objetivo final é se divertir.

A etapa "RePLAY - O mundo em movimento'', explicam os coordenadores do evento, quer desenvolver um projeto ligado à tecnologia para que as pessoas possam se exercitar e se motivem a praticar atividades físicas.

Os alunos da Magalhães Barata faturaram o 1° lugar na temporada anterior da competição, de tema “City Shaper - Cidades Inteligentes”No Pará, a única instituição de ensino inscrita para a etapa regional foi a Escola Estadual Magalhães Barata; a unidade escolar é conhecida por seus projetos de robótica e, inclusive já participou da temporada anterior da competição, com o tema “City Shaper - Cidades Inteligentes”, conquistando o troféu de 1° lugar na categoria Core Values.

O evento será dividido em quatro etapas, uma é chamada de Core Values, a categoria em que os alunos precisam mostrar que conseguem trabalhar em equipe. Projeto Inovação, momento em que os participantes devem criar uma solução que resolva a problemática proposta no evento, que é fazer com que as pessoas se exercitem. Design do Robô, ocasião em que os estudantes vão construir um robô capaz de resolver as missões propostas pela organização e, por fim, o Desafio do Robô, quando em uma arena, o equipamento desenvolvido será programado para realizar as missões da equipe competidora.

A Escola Estadual Magalhães Barata é representada pelos alunos: Caio Duarte, Izabele Vilarinho, Douglas Magno e Tatiane Gomes, sob a coordenação dos professores técnicos, Aldelice Ferreira e Nielson Medeiros. A equipe ainda conta com a assessoria das coordenadoras de projetos, na escola, Rosângela Maria e Alzira Ioná.

À direita, a professora Aldelice Ferreira e a aluna Izabele Vilarinho De acordo com a professora Aldelice Ferreira, a participação no torneio, “é uma oportunidade para que os nossos alunos despertem o interesse pela Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática, além de estimular o interesse pelo conhecimento tecnológico, o respeito, cooperação e o trabalho em equipe. Nós, enquanto professores, buscamos desenvolver também em nossos alunos habilidades como respeito, responsabilidade, pontualidade e o companheirismo”, pontuou.

Aluna da 1ª série do ensino médio, Izabele Vilarinho foi uma das selecionadas para participar do torneio. A estudante afirma que essa será sua primeira experiência com projetos de robótica e, apesar de estar ansiosa, está gostando da experiência. Por fim, ela ressaltou que os projetos desenvolvidos pela sua equipe buscam propiciar a inclusão de pessoas com deficiência.

“Em nosso projeto, pensamos, principalmente, na inclusão de pessoas com deficiência. Vamos elaborar uma feira esportiva com o intuito basicamente de promover o movimento para as pessoas se exercitarem, fazerem vários tipos de brincadeiras e exercícios e, ao mesmo tempo, estarem aprendendo algo novo. Essa foi a primeira vez que eu tive contato com a robótica e estou gostando bastante dessa experiência”, disse a aluna, Izabele Vilarinho.

A ideia é que, futuramente, a escola Magalhães Barata desenvolva projetos que envolvam Biologia e Química, e possa usar a quadra poliesportiva da escola para demonstração dos projetos. A quadra está sem uso devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Um levantamento feito por alunos da unidade escolar apontou que 70% da comunidade está sedentária e para reverter essa situação, será feito algo inovador com o viés da aprendizagem desenvolvida pela  equipe do colégio, comentou a estudante Izabele Vilarinho.

*Por Vinícius Leal com a colaboração de Rodrigo Moraes (Ascom/SEDUC).

Por Governo do Pará (SECOM)