Em 12 meses, Pará gera quase 20 mil postos de trabalho no setor do comércio

Na avaliação do Dieese-PA, as políticas de incentivo implementadas pelo governo são essenciais para o destaque alcançado pelo Estado na Região Norte

25/06/2021 18h52 - Atualizada em 25/06/2021 21h06

Nos últimos 12 meses, o Pará gerou quase 20 mil empregos com carteira assinada no setor do comércio, tornando-se o maior gerador de postos de trabalho no setor na Região Norte. Somente nos primeiros quatro meses deste ano, o Pará apresentou saldo positivo, com cerca de 6 mil postos formais de trabalho gerados, entre desligados e admitidos, no setor do comércio em todo o território paraense.

Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA) sobre geração de empregos formais, com ênfase no setor de comércio no Pará e demais estados da Região Norte, em parceria com a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster).O incentivo ao comércio contribuiu para o saldo positivo de quase 6 mil postos formais de trabalho no Pará Segundo a pesquisa, de janeiro a abril deste ano, o comércio já contratou 31.152 pessoas com carteira assinada, e desligou 25.353. Entre entrada e saída de trabalhadores, houve o saldo de 5.799 postos de trabalho no setor do comércio no Estado.

Nos últimos 12 meses, o setor comércio também apresenta importante saldo positivo com a geração de 19.577 empregos formais. O setor está entre os cinco principais da economia, junto com agropecuária, construção civil, indústria e serviço. 

“A notícia é boa. Devemos, sim, comemorar, pois sinalizamos o momento positivo que o Estado atravessa na geração de empregos e postos de trabalho nesse segmento do comércio. Sabemos os efeitos negativos vividos por conta da pandemia, e ainda é crescente o mercado informal. Nessa perspectiva, se torna grande o desafio de gerar emprego com carteira assinada, que a partir disso formaliza os empregos, dá segurança ao trabalhador, e ele passa a fazer parte de uma condição social que lhe garante a aposentadoria”, informou Everson Costa, supervisor técnico do Dieese/PA.

Segundo ele, o comércio é um dos setores da economia que ajudam a atenuar os impactos do desemprego em tempos de pandemia, por ser sensível à conjuntura econômica ao depender diretamente da renda, proporcionando que as pessoas possam comprar. O setor abrange todos os municípios paraenses, seja varejista ou atacadista, desde material de construção, vestuário e alimentação a outras atividades que possuem a capacidade de gerar empregos.

Políticas públicas - Ainda segundo Everson Costa, esses números reforçam medidas importantes adotadas pelo Governo do Pará, não apenas como calendário de vendas do comércio e a possibilidade de circulação com menos restrição, mas, sobretudo, com o avanço da vacinação. “Todos os indicadores de saúde, social e econômico, compartilham de que a gente só vai voltar a ter economia nos trilhos com a vacinação. Além dos outros empregos gerados em outros setores, esses empregos (no setor do comércio) colocam renda nas mãos das pessoas, que vão às compras e, consequentemente, fortalecem e movimentam esse setor”, reforçou.

Para o supervisor do Dieese-PA, é fundamental citar os incentivos e as políticas de geração de renda, manutenção de emprego, em particular aquelas adotadas pelo Governo do Pará. “Estamos falando da injeção de recursos por parte do governo, no primeiro semestre deste ano, de meio bilhão de reais na economia paraense. Foram pequenos negócios apoiados, atividades de trabalhadores que tiveram acesso aos auxílios emergenciais, tiveram acesso também à política de incentivo a crédito, assim como outras formas de rendimento. São políticas públicas feitas pelo governo do Estado que colocaram dinheiro nas mãos das pessoas. Para o pequeno comerciante e para os trabalhadores das diversas atividades que foram apoiados fez com que tivéssemos renda fundamental e recursos circulando na economia. Foram favorecedores para que a gente pudesse ter a manutenção do emprego até a ampliação dos postos de trabalho”, explicou.

Ainda segundo Everson Costa, apesar de ter um primeiro semestre ainda com dificuldade gerais, o Pará tem boa perspectiva para o segundo semestre, devido ao Círio de Nazaré, pagamento do 13° salário e as datas festivas de final de ano. “E, se Deus quiser, com crescimento cada vez maior da vacinação, teremos elementos que podem nos ajudar substancialmente não apenas para nos manter, como para gerar mais emprego não apenas no setor de comércio, como também nos outros setores”, acrescentou.

O titular da Seaster, Inocencio Gasparim, disse que o desempenho do setor do comércio é proporcional ao da economia. “Se temos outras atividades econômicas sendo implementadas, automaticamente outras áreas também acompanham esse crescimento. O plano de governo tem unido os cuidados à saúde aos investimentos, ao processo de retomada da economia. Logo, através da injeção de recursos realizada a partir do pacote econômico, o setor do comércio passa a sentir esse impulso, aumenta a demanda e, automaticamente, a mão de obra. O programa de transferência de renda que está em vigor garante consumo, compra de alimentos, além da manutenção de serviços, como é o caso desse segmento que agora tem recebido o benefício (motoristas). O resultado positivo que o Pará tem alcançado é fruto da união de esforços das frentes de desenvolvimento do nosso Estado e da responsabilidade que esta gestão tem assumido frente à população paraense", destacou o secretário.

Por Michelle Daniel (NGTM)