Equipe realiza visita técnica onde será instalada a primeira base integrada de segurança pública

18/09/2021 19h48 - Atualizada em 19/09/2021 00h42

A segurança pública do Pará contará, ainda nesse ano, com a primeira base integrada flutuante. A estrutura metálica - que ficará na água - já está em construção. Nesse sábado, 18, o diretor do Grupamento Fluvial de Segurança Pública (GFlu), Arthur Braga, acompanhado por uma equipe de engenheiros responsáveis pela obra foram até a margem direita do rio Tajapuru, no distrito de Antônio Lemos, município de Breves, onde a estrutura ficará localizada. Durante a visita a equipe fez o reconhecimento do espaço e identificou os locais reservados onde ficarão o heliporto e o trapiche. 

A primeira base integrada flutuante da segurança pública "Antônio Lemos” controlará grande parte do fluxo oriundo dos estados do Pará, Amapá e Amazonas.

Com investimento de R$ 4,5 milhões de recursos estaduais, a obra ampliará a fiscalização dos órgãos públicos na malha fluvial do Pará, especialmente em uma área considerada estratégica para a segurança pública, por estar localizada em um corredor histórico de transporte de drogas, contrabando, pirataria e crimes ambientais.

A instalação da base é um marco para a segurança pública, em especial para as ações fluviais que, após longo período de esquecimento, começaram a receber novos equipamentos, incluindo duas lanchas blindadas para ações ostensivas mais protegidas. 

"Se trata de um grande investimento, em especial para o Grupamento Fluvial, pela sua localização. Nesse local converge as rotas, tanto as que vem dos estados do Amapá, Amazonas e da cidade de Itaituba, principalmente do porto de Miritituba. Então, a base de Antônio Lemos, de forma integrada, consegue potencializar as atividades policiais fluvial, ambiental, repressão aos crimes e tantas outras", explicou o diretor do Grupamento, Arthur Braga. 

Além das forças de segurança, setores de fiscalização da Fazenda, Meio Ambiente, Receita e Justiça Federal atuarão de forma integrada na base.

O padrão da base flutuante prevê quatro níveis: porão, dois convés e tijupá. O porão vai abrigar dois geradores para alimentação de energia, sistema de tratamento de esgoto sanitário, tanques de óleo diesel e espaço para armazenamento de carga. Já o convés principal terá recepção, sala de atendimento, banheiros, cela temporária masculina e feminina, seis salas de escritório com capacidade para 23 pessoas e sala para reunião. O espaço vai contar ainda com área de apoio em terra, que terá estrutura de trapiche metálico modular, poço artesiano, canil e heliponto. 

No convés superior, ficarão copa, refeitório, espaço de convivência, banheiros e dormitórios para 25 pessoas. Na tijupá irão ficar os painéis fotovoltáicos, aparelhos flutuantes, condensadores, caixa d'água e mirante inferior e superior. Cada estrutura será adaptada para a realidade do local que será instalada, podendo contar com uma infraestrutura terrestre de apoio.

Por Aline Saavedra (SEGUP)