Sejudh acompanha atendimento a haitianos encontrados em Belém

O grupo está recebendo serviços de saúde e acompanhamento pela Sejudh e Funpapa

19/09/2021 13h14 - Atualizada em 19/09/2021 13h46

A Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), por meio da Coordenadoria de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, Trabalho Escravo e Migração Segura, vinculada à Diretoria de Cidadania e Direitos Humanos, acompanha, desde a última sexta-feira (17), a situação de um grupo de haitianos encontrados em um porto no bairro da Cidade Velha, em Belém.

Quase 80 pessoas, incluindo 17 crianças, foram encontradas em situação e em vulnerabilidade, supostamente vítimas de situação de tráfico de pessoas. O grupo foi levado à Polícia Federal para verificação de situação migratória. Alguns integrantes já seguiram para outros estados. Dois haitianos foram diagnosticados com Covid-19 e estão em isolamento no abrigo cedido pela Igreja Assembleia de Deus, no bairro Tapanã.A Sejudh acompanha a identificação dos haitianos, fazendo o levantamento da origem e destino de cada um

De acordo com a coordenadora de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, Trabalho Escravo e Promoção da Migração Segura, Lorena Romão, a Sejudh acompanha a identificação, além do levantamento de origem e destino de cada migrante, verificando a situação de saúde de cada um. “Articulamos com a Sespa o controle sanitário, por meio da realização de exames para detecção de Covid-19. Com a Fundação Papa João XXIII (Funpapa – da Prefeitura de Belém), solicitamos proteção socioassistencial aos migrantes”, informou Lorena Romão.

Depois de dois do resgate, a Sejudh continua realizando um trabalho conjunto com a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e Agência da ONU para Refugiados (Acnur), ambas ligadas à Organização das Nações Unidas. A Secretaria também continua fazendo o acompanhamento das ações de proteção humanitária e a regularização documental das pessoas em deslocamento.Estado e município estão trabalhando juntos para atender aos estrangeiros encontrados em situação de vulnerabilidade em Belém

O acompanhando da situação dos haitianos que ainda se encontram no Pará, pela Sejudh, prosseguirá nos próximos dias. “Continuamos a realizar um trabalho minucioso, a fim de garantir que a dignidade humana seja mantida. Atuamos em uma gestão estadual que respeita a pluralidade e o ser humano”, afirmou a diretora de Cidadania e Direitos Humanos da Sejudh, Janaína Renée.

Por Gerlando Klinger (SEJUDH)