Residentes do Abrigo João Paulo II conhecem estrutura da Usina da Paz em Marituba

Os idosos, que têm sequelas da Hanseníase, visitaram o espaço com gestores da Seac e se informaram sobre o atendimento, que inclui pessoas com deficiência

06/10/2021 21h27 - Atualizada em 07/10/2021 10h34

Representantes do Núcleo de Relações Institucionais (NRI), da Secretaria Estratégica de Articulação da Cidadania (Seac), e integrantes da Unidade Especial Abrigo João Paulo II, que atende idosos com sequelas da Hanseníase (doença infecciosa que causa, sobretudo, lesões na pele e nos nervos), estiverem na tarde desta quarta-feira (06) no canteiro de obras da Usina da Paz no bairro Nova União, em Marituba – município da Região Metropolitana de Belém. O objetivo foi mostrar a estrutura do complexo, que oferecerá diversos serviços à população.Residentes do Abrigo e gestores da Seac durante a visita às instalações da UsiPaz em Marituba

“Essa visita surgiu após uma ação realizada no Dia do Idoso, onde nós, da Câmara Técnica do TerPaz, fomos juntamente com a primeira-dama do Estado, Daniela Barbalho, a Secretaria de Saúde e a Fundação ParáPaz, até esse abrigo, levando cadeiras de rodas e cestas básicas. Essa visita de hoje é a continuação dessa ação. Aqui eles puderam ver de perto esse complexo, que também vai beneficiar pessoas com deficiência”, informou o diretor-geral do Núcleo de Relações Institucionais da Seac, Julio Alejandro Quezada.

Jorge da Silva, 59 anos, residente do Abrigo, disse que estava muito feliz em ter participado da visita e conhecido um pouco mais sobre os serviços que serão implantados na UsiPaz. “Esse é um projeto de inclusão maravilhoso. Depois de pronto, será um verdadeiro paraíso, não só para as pessoas deficientes, como para toda comunidade, porque vai disponibilizar diversos serviços’, acrescentou Jorge da Silva. 

Patrícia Pinheiro, gestora do Abrigo João Paulo IIObra visionária - A Unidade Especial Abrigo João Paulo II funciona desde 1976 atendendo pessoas com sequelas de Hanseníase, remanescentes da antiga Colônia de Marituba, que recebia pessoas com a doença. Atualmente, mantém 27 residentes. A gestora do abrigo, Patrícia Pinheiro, destacou a importância das Usinas da Paz. “Essa é uma obra visionária. Só tendo a sensibilidade do nosso governador e da primeira-dama para criar uma obra magnífica, e que vai, sem dúvida, ajudar muito a população aqui de Marituba, e também quem sofre com algum tipo de deficiência, porque infelizmente a acessibilidade no nosso País não é prioritária. Mas graças a Deus aqui no nosso Estado é diferente. Essa temática é prioridade. Agora, eles vão ter acesso a inúmeros serviços. A realidade deles, sem dúvida, vai mudar”, reiterou a gestora. Edimilson Picanço, coordenador do Morhan

Para o coordenador do Movimento de Reintegração de Pessoas Afligidas pela Hanseníase (Morhan), Edimilson Picanço, desde a implantação do Programa TerPaz em Marituba, o cenário mudou para melhor. “Desde o surgimento do TerPaz aqui já percebemos mudanças significativas. Percebemos a diminuição da violência. Além disso, o Programa tirou muitos jovens da situação de vulnerabilidade, oferecendo serviços, e também ações voltadas para idosos e pessoas com deficiência. Com a implantação da Usina, creio que vai trazer ainda mais benefícios para os moradores de Marituba”, afirmou o coordenador do Morhan.

Estrutura de cidadania - A Usina da Paz é um projeto integrado ao programa estadual Territórios Pela Paz (TerPaz), elaborado pelo Governo do Pará e coordenado pela Seac, em parceria com a iniciativa privada. A meta do Estado é a construção de 10 Usinas, entre a Região Metropolitana de Belém e a região sudeste paraense.

Jorge da Silva, residente no Abrigo, visita obrasAs obras da Usina de Marituba são executadas em parceria com a mineradora Vale, por meio de um termo de cooperação. O Estado não recebe nenhum recurso financeiro. A Usina será entregue ao governo pronta e equipada.

As UsiPaz serão complexos de promoção da cidadania, com espaços para atividades esportivas; salas de audiovisual e inclusão digital; atendimento médico e odontológico; consultoria jurídica; emissão de documentos; ações de segurança; capacitação técnica e profissionalizante; espaço multiuso para feiras, eventos e encontros da comunidade.

Também haverá espaços para cursos livres e de dança, teatro, robótica, artes marciais, musicalização e biblioteca.

Por Elizabeth Teixeira (SEAC)