Ação do governo do Pará garante atendimento a seis aldeias indígenas da região do médio Xingu

Expedição 'Saúde por todo Pará em territórios indígenas' fez mais de 250 atendimentos médicos em 2 dias, evitando que os indígenas se desloquem à cidade

16/10/2021 21h23 - Atualizada em 16/10/2021 23h33

Menina Xicrin abre o sorriso durante a Expedição "Saúde por todo o Pará em territórios indígenas", que fez 250 atendimentos médicosA aldeia Krânh, cujo nome significa "muro de proteção", foi a primeira a receber a expedição 'Saúde por todo Pará em territórios indígenas', neste sábado (16). Proteger a saúde dos indígenas é o principal objetivo da ação, que se iniciou na sexta-feira (15) e segue até o próximo sábado (23). 

Ação do governo nas aldeias da Trincheira Bacajá garantiu também atendimento especializado, além da atenção básica aos indígenasIndígenas da etnia Xikrin da Trincheira do Bacajá foram atendidos nos dois primeiros dias da Expedição, que registra mais de 250 atendimentos médicos. As aldeias Krânh, Pukakey, Kamere Djâm, Kenôro, Pryndjan e Potkrô receberam os serviços de saúde neste sábado (16). 

A enfermeira Bruna Vieira, do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) de Altamira, que é responsável por garantir a Atenção Básica de saúde dentro das aldeias da região, acompanha a expedição. 

"Esse é um grande passo do Governo do Estado ao abrir as portas para os indígenas do médio Xingu. Temos muitas dificuldades em realizar a Atenção Secundária e Terciária de saúde nas aldeias, por isso, fizemos um levantamento de serviços especializados que precisamos e o Governo trouxe o acesso às especialidades. É de uma importância muito grande", afirma a representante do Dsei Altamira. 

A enfermeira Bruna Vieira, com um meniono Xicrin: abrir as portas da saúde para os Xicrin é um grande passo dado pelo governoEsta foi a primeira vez que serviços de saúde do Governo chegaram até a aldeia Kenôro. O cacique Bebere ficou muito feliz com a chegada da equipe multiprofissional. "Precisamos que o programa chegue dessa forma dentro das aldeias. Eu achei bom porque veio até aqui para cuidar da nossa saúde", conta. 

A liderança de Pryndjan, Katendjô, ressalta que só de não ter que deslocar os indígenas até a cidade para receber atendimentos de saúde já é uma excelente estratégia para evitar o contágio de doenças. "Trazer os serviços até aqui facilita muito e faz com que a gente nem vá até a cidade, que é cheia de doenças. Os médicos acham doenças que podem estar escondidas e podemos tratar", relata. 

ALEGRIA

A liderança da aldeia Kamerydjân, Bepry, 44 anos, afirmou que se toda a comunidade está com saúde, a alegria é garantida. "Era exatamente o que queríamos, fazer exames e consultas aqui mesmo na aldeia. Nos sentimos mais seguros e com mais saúde", diz. 

ATENDIMENTOS 

Equipe multiprofissional contotou com profissionais da Sespa, da UFPâ e do Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação do EstadoAo todo, no segundo dia de atendimentos, entre os indígenas das cinco aldeias, foram realizadas 137 triagens de enfermagem e atendimentos médicos; 430 testes ISTs; 86 testes IGG e IGM; 23 avaliações de fisioterapia; 45 de fonoaudiologia; 43 de nutrição; 21 de terapia ocupacional; 38 de serviço social, além de três testes de antígenos. 

EQUIPE MULTIPROFISSIONAL 

Mais de 30 profissionais da Secretaria de Estado de Saúde do Pará (Sespa), da Universidade Federal do Pará (UFPA) e do Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR) compõem a Expedição. 

Segundo a coordenadora da expedição, Putira Sacuena, são garantidos aos indígenas atendimentos com clínica médica, exames laboratoriais (relacionados à bioquímica, à hematologia, de fezes e de urina), avaliação e aconselhamento nutricional, testes da orelhinha e da linguinha, avaliação de desenvolvimento infantil, entrega de kits de higiene bucal, testes rápidos de HIV, Sífilis, Hepatite B e C, exames de IGG, IGM e antígenos para covid-19, orientações de saúde da mulher, criança e homem, além dos serviços da regulação, que da própria aldeia, quando há internet, pode marcar exames e consultas especializadas para as regionais mais próximas ou para Belém quando necessário.

Por Giovanna Abreu (SECOM)