Secretários de Meio Ambiente da Amazônia debatem sobre bioeconomia e mercado de carbono

21/10/2021 17h53 - Atualizada em 21/10/2021 19h28

Em Belém, gestores da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) participaram da Reunião Ordinária do Fórum de Secretários do Meio Ambiente da Amazônia Legal de 2021, da GCF Task Force, nesta quinta-feira (21). Durante o encontro, foram debatidos temas como bioeconomia e mercados de carbono de REDD +.

"As discussões promovidas nesses dias do Fórum Mundial de Bioeconomia destacaram estratégias para enfrentar os desafios atuais a partir da expansão do conhecimento tradicional e dos avanços da pesquisa científica. O investimento em pesquisa e desenvolvimento, tanto público quanto privado, é indispensável para potencializar a sustentabilidade, harmonizar as ações humanas e as necessidades da natureza", pontuou Mauro O'de Almeida. 

O Pará tem sido pioneiro no enfrentamento dos desafios da Amazônia Legal. Nos últimos dois anos, o Governo do Estado se estruturou para apresentar projetos para organismos internacionais e fontes de financiamento públicas ou privadas. O Fundo Amazônia Oriental, mecanismo privado, foi reconhecido pelo Governo do Pará como instrumento de alcance das metas fixadas em políticas públicas estaduais. O Instituto Clima e Sociedade (ICS) realizou o primeiro investimento de R$ 1 milhão para o desenvolvimento dos projetos que fazem parte do Plano Estadual Amazônia Agora.

"O Fórum de Bioeconomia foi um momento de inflexão para o futuro. O mais importante é o que virá, as responsabilidades que serão assumidas por todos os atores e as ações que serão desencadeadas a partir de agora", considerou Carlos Aragon, secretário geral do GCF.

O Plano Amazônia Agora tem sido um exemplo, que pode ser internalizado por outros estados como estratégia de combate ao desmatamento e às emissões líquidas zero até 2036. O Governo do Pará assumiu o compromisso nacional e internacional, por meio de políticas de baixo carbono, de garantir o desenvolvimento socioeconômico sustentável com a floresta em pé e direitos as populações tradicionais. O desafio é reduzir as emissões de gases do efeito estufa e gerar oportunidades de desenvolvimento limpo a partir da Bioeconomia regional.

Por Bruna Brabo (SEMAS)