Feira Verde Itinerante na Usina da Paz abre espaço ao talento de artesãs do Icuí-Guajará

Oportunidade garante a elas espaço para a venda de uma série de trabalhos manuais, entre os quais bijuterias, vários tipos de bordados, entre outros

06/11/2021 14h25 - Atualizada em 06/11/2021 17h22

Vânia Aviz trabalha com artesanato há 20 anos e diz que a Feira Verde veio em boa hora, porque a pandemia derrubou as vendasA artesã Vânia Aviz era só alegria. Ela foi uma das participantes da ‘I Feira Verde Itinerante’, na Usina da Paz Icuí-Guajará, em Ananindeua, complexo comunitário integrado ao programa Territórios Pela Paz (TerPaz) do Governo do Estado. Vânia destacou a importância de ações para ajudar a comunidade.

‘’Eu já trabalho com artesanato há mais de 20 anos e essa ação veio em boa hora, já que, com a pandemia, as nossas vendas caíram bastante e essa é uma ótima oportunidade de mostrarmos o nosso trabalho e ganhar dinheiro. Eu faço vários trabalhos manuais, mas agora estou focada na confecção de laços e biscuit’’, afirmou.  

A ação se iniciou às 8h, segue até às 18h, promovida pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), em parceria com as secretarias de Meio Ambiente (Semas) e de Administração Penitenciária (Seap), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) e o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio). 

Clarice Leonel, coordenadora de Organização Rural e Gestão Social da Sedap, informa que expectativa é fazer uma Feira Verde por mês‘’Essa feira faz parte do projeto ‘Asas Verdes’, no sentido dessa liberdade de empoderar essas mulheres, que são moradoras do bairro do Icuí-Guajará; para a realização dessa ação foi feito um pré-cadastramento dessas artesãs, sendo que grande parte delas são mães solos e provedoras do lar. Essa é a primeira versão, a expectativa é que seja realizada uma Feira Verde por mês’’, destacou a coordenadora de Organização Rural e Gestão Social da Sedap, Clarice Leonel.  

EMPODERAMENTO

A ação contou com a participação 35 mulheres artesãs, moradoras do bairro do Icuí-Guajará, que estão vendendo diversos tipos de produtos manuais confeccionados por elas, como quadros, bijuterias, camisas bordadas, jogos americanos, pesos de porta, tapetes bordados, porta-celulares, lixeiras bordadas, dentre outros itens artesanais. O objetivo é estimular o empoderamento feminino, a geração de trabalho e renda e a melhoria da qualidade de vida dessas pessoas.

Alex Melul, gerente-geral da Usina da Paz do Icuí-Guajará: Feira Verde valoriza o trabalho das artesãs e proporciona renda extra‘’Essa ação, em parceria com a Sedap, é de extrema importância, porque valoriza o trabalho dessas mulheres moradoras do Icuí-Guajará e dos bairros adjacentes e oportuniza que elas consigam uma renda extra. É importante ressaltar que aqui na Usina também são realizadas várias outras atividades voltadas para as mulheres’’, destacou o gerente-geral da Usina da Paz do Icuí-Guajará, Alex Melul. 

Trabalhando há mais de 20 anos com artesanato, Elizabeth Ribeiro foi uma das participantes do evento. ‘’Eu já estou nesse ramo há mais de duas décadas, confeccionando peças em crochê, EVA, amigurume, entre outros trabalhos manuais. Essa ação é muito boa, porque, além de vender, também podemos divulgar o nosso trabalho, e antes aqui no bairro não tínhamos um espaço como esse, que valoriza o nosso artesanato’’, afirmou a artesã.

Elizabeth Ribeiro mostra, orgulhosa, sua produção e diz que, além das vendas,  a Feira Verde divulga o trabalho artesanal das mulheresGisely Valente já trabalha com artesanato há mais de 10 anos e contou que grande parte da sua família também está no mesmo ramo. 

‘’Depois que eu fiquei desempregada, comecei a confeccionar laços para vender e agora estou mais focada em fazer bijuterias, lá em casa não sou só eu que trabalho com artesanato, várias pessoas da minha família fazem trabalhos manuais também”, disse ela. 

A Feira Verde Itinerante também contou com a participação de mulheres da unidade penal do Centro de Reeducação Feminino (CRF) de Ananindeua, que estão no regime semi-aberto e fazem parte da Cooperativa Social de Trabalho Arte Feminina Empreendedora (Coostafe).

Gisely Valente começou a investir no artesanato após ficar desempregada, atividade que envolve várias pessoas da sua famíliaUSINA DA PAZ 

É um complexo comunitário integrado ao programa Territórios Pela Paz (TerPaz) e promove diversas atividades voltadas para o público em geral. São ofertados mais de 80 serviços gratuitos, disponibilizados pelos órgãos e entidades parceiras do Estado, como espaços para atividades esportivas; salas de audiovisual e inclusão digital; atendimento médico e odontológico; consultoria jurídica; emissão de documentos; ações de segurança; capacitação técnica e profissionalizante; espaço multiuso para feiras, eventos e encontros da comunidade.

Também há espaços para cursos livres e de dança, teatro, robótica, artes marciais, musicalização e biblioteca. Além disso, será disponibilizado pela Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Pará (Prodepa) sinal de wi-fi gratuito para os moradores que vivem próximo à Usina da Paz. O complexo funciona de terça-feira a sexta-feira, das 8h às 22h, aos sábados e domingos, das 8h às 18h.

Por Elizabeth Teixeira (SEAC)