Polícia Civil do Pará cumpre, em São Paulo, mandado judicial contra investigado por extorsão e estelionato

Na casa do suspeito foram apreendidos aparelhos celulares, notebook, pen drives e HDs, além de diversos cartões bancários, que serão encaminhados à perícia técnica, com o objetivo de esclarecer as circunstâncias dos crimes

24/11/2021 11h25 - Atualizada em 24/11/2021 11h34

A Polícia Civil do Pará, por meio da Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos (DECCC), deu cumprimento a um mandado judicial de busca e apreensão contra um homem investigado pelos crimes de extorsão e estelionato. A operação "Romance Scam” foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (24), no município de Campinas, em São Paulo. 

As investigações feitas pela Divisão de Combate a Crimes Contra Grupos Vulneráveis Praticados por Meios Cibernéticos (DCCV) iniciaram após denúncia de uma vítima que procurou a unidade policial em Belém. Ela relatou que teria mantido um relacionamento virtual com o investigado, e este lhe solicitava transferências bancárias alegando que enviaria passagens aéreas e presentes os quais nunca foram recebidos, bem como solicitava fotos íntimas da vítima, e posteriormente, passou a exigir valores para não divulgar o material.

“Cumprimos a primeira fase da operação e as investigações continuam com o objetivo de apurar e reprimir a prática de crimes de extorsão e 'estelionato sentimentais' praticados por meios cibernéticos no estado do Pará”, afirmou a titular da DCCV, delegada Lua Figueiredo. 

Diante das informações, foi iniciado um trabalho investigativo que apontou que o homem residente no estado de São Paulo seria o autor dos crimes. Logo, foi representado ao Poder Judiciário pela expedição dos mandados, que foram cumpridos nesta primeira fase da operação. 

No local foram apreendidos dispositivos eletrônicos, como aparelhos celulares, notebook, pen drives e HDs, além de diversos cartões bancários, os quais serão encaminhados à perícia técnica, com o objetivo de esclarecer as circunstâncias dos crimes.  

A operação contou com o apoio de policiais civis da Delegacia de Investigações Gerais da Polícia Civil do estado de São Paulo.

Por Roberta Meireles (PC)