Fonoaudiologia é fundamental na recuperação do paciente oncológico

07/12/2021 15h39 - Atualizada em 07/12/2021 16h35

Maria Helena Santos, 55 anos, moradora de Icoaraci, sentia desconforto na garganta e dificuldades em engolir. Com o passar do tempo ela foi perdendo peso, chegando aos 40 kg. O diagnóstico  de câncer de tireoide foi tardio, no entanto, quando a descoberta foi feita em dezembro de 2020, logo foi encaminhada para o Hospital Ophir Loyola, onde realizou a iodoterapia e a cirurgia para a retirada do tumor maligno  este ano.

Após doze dias de alta, iniciou o tratamento com a fonoaudiologia. “Já estou em tratamento e realizando os exercícios vocais com a ‘fono’  há quatro meses, me sinto muito melhor. Ainda tenho alguns incômodos, mas hoje consigo comer e falar, pois tinha dias que eu acordava e só queria ficar calada por causa da dor”, contou Maria. 

Tumores de cabeça e pescoço estão localizados em estruturas como boca, língua, palato mole e duro, gengivas, bochechas, amígdalas, faringe, laringe, onde os sons são formados, esôfago, tireóide e seios paranasais. O diagnóstico e início rápido do tratamento é fundamental para a cura, e quando descoberto tardiamente, o que ocorre em cerca de 76% dos casos, segundo os dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), há dificuldades no tratamento e deixa sequelas nos pacientes.A doença pode causar distúrbios na fala, afetando a deglutição, voz, pronúncia e mastigação.

A equipe multidisciplinar deve considerar a possibilidade de preservação desses mecanismos, sendo o fonoaudiólogo o profissional responsável pela reabilitação  de tais funções. Ele integra a equipe multiprofissional do Ophir Loyola  e trabalha de maneira interdisciplinar para melhor atendimento ao usuário. Auxilia na avaliação, habilitação e/ou reabilitação da comunicação, da função deglutitória e/ou auditiva.

Segundo a fonoaudióloga do hospital, Marilu Fonseca, as ações do profissional acontecem em dois momentos distintos do tratamento. No pré-operatório, são fornecidas e analisadas as informações sobre a fala, voz e dificuldades alimentares. O segundo momento ocorre no pós-operatório e inicia dez dias após a alta do paciente, considerando as condições de movimentação orofacial, som e deglutição.

"Também chamamos a atenção para aspectos temporários ou definitivos, avaliação dos padrões de pronúncia, tipo de fala, doenças respiratórias, presença de cateteres, traqueostomia temporária ou definitiva. Em média, o acompanhamento e os exercícios ocorrem durante seis meses após a cirurgia”, explicou Marilu.

O Hospital Ophir Loyola foi um dos primeiros hospitais do Pará a incluir o fonoaudiólogo na equipe multidisciplinar com os pacientes internados. E nesta terça-feira (07) e na quarta-feira (09) promove uma programação com atração musical, ação educativa com distribuição de folderes, palestras nas clínicas e apresentação de vídeo educativo. O evento celebra o Dia do Fonoaudiólogo, comemorado anualmente no dia 09 de novembro.

Texto: Viviane Nogueira

Por Governo do Pará (SECOM)