Investimentos em hospitais e aplicação de vacinas, com rapidez e eficiência, marcam combate à Covid-19 no Pará

Governo do Estado encerra 2021 com saldo positivo nas estratégias para conter o avanço da pandemia em todas as regiões

29/12/2021 07h30 - Atualizada em 29/12/2021 10h01

Primeira vacina contra a Covid-19 aplicada no ParáRapidez na tomada de decisões e eficiência nas estratégias adotadas. Esses foram dois elementos essenciais no enfrentamento à Covid-19 adotados pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). As medidas foram decisivas para diminuir os casos graves da doença e o número de óbitos em todas as regiões.

“O ano de 2021 foi de muito trabalho, principalmente em relação à segunda onda da Covid-19. Nós conseguimos, durante o pico da segunda onda, colocar à disposição de toda a população paraense mais de 2.100 leitos, o que possibilitou que todos que precisaram da rede de saúde estadual pudessem ser atendidos. Nosso papel é garantir saúde pública de qualidade a todos, e isso se dá a partir de um planejamento minucioso que obedece a critérios técnicos e científicos”, afirma o titular da Sespa, Rômulo Rodovalho.Chegada de remessa de vacinas em maio, enviadas pelo Ministério da Saúde

Logo no início da segunda quinzena de janeiro, o Pará recebeu a primeira remessa de vacinas contra a Covid-19, enviada pelo Ministério da Saúde. Até 17 de dezembro, o Estado havia recebido 13.391.235 doses de imunizantes da Oxford/AstraZeneca, Pfizer, Coronavac/Sinova e Janssen.

Para manter a transparência no processo de recebimento e distribuição das vacinas recebidas, também desde janeiro deste ano a Sespa divulga informações sobre a chegada de remessas, assim como a cobertura vacinal dos municípios na página do Vacinômetro Pará (http://www.saude.pa.gov.br/vacinometro/).

Segundo a página, atualizada diariamente com dados informados pelas secretarias municipais de Saúde, o Pará já atingiu 76,32% de cobertura vacinal na primeira dose e 65,26% para a segunda dose, enquanto 5,02% da população já tomou a dose de reforço.

Imunização de policial militar“Só podemos diminuir os índices da pandemia se a população estiver consciente sobre a importância da vacinação. Por isso, pedimos que todos realizem o esquema completo de imunização, e ao longo deste ano nós reforçamos que as demais medidas sanitárias, como higienização das mãos, uso de máscara e álcool em gel, e o distanciamento social também são fundamentais. Além de todas essas orientações, destacamos o trabalho de monitoramento, assim como a análise epidemiológica da doença em todo o Estado e a elaboração de relatórios, pois essas informações são o subsídio para a tomada de decisões”, afirma a diretora de Epidemiologia da Sespa, Daniele Nunes.Paciente atendida no Centro Especializado instalado em Santarém

Centros Especializados - Assim como em 2020, outra estratégia adotada em 2021 foi a manutenção dos Hospitais de Campanha. O governo garantiu o funcionamento do Hospital de Campanha de Belém, no Hangar – Centro de Convenções, em Belém, que até o encerramento das atividades, em outubro, atendeu 7.351 pacientes, dos quais 344 foram transferidos, 4.944 receberam alta médica e 2.063 faleceram.Vacinação em comunidade quilombola

Na região Oeste, o Hospital de Campanha de Santarém, que retomou suas atividades em 19 de fevereiro e ficou de portas abertas até 31 de outubro, atendeu 806 pacientes. Desse total, 664 receberam alta médica e 122 foram transferidos para outras unidades. Atualmente, o Hospital Regional de Castanhal também prossegue o atendimento de pacientes com a Covid-19, e já atendeu, até o momento, 1.677 pacientes, dos quais 1.198 receberam alta médica, 16 foram transferidos para outras unidades hospitalares e 431 faleceram. O número maior de vacinados, assim como a diminuição dos casos e de óbitos, permitiu o encerramento das atividades dos hospitais de campanha.Paciente que recebeu alta do Hospital de Campanha, no Hangar

Para retomar o atendimento de especialidades que tiveram suas consultas e cirurgias suspensas devido à pandemia, a Sespa, a partir de levantamento da equipe técnica, considerou as áreas mais estratégicas para a criação dos primeiros Centros Especializados no Atendimento à Covid do Estado. O primeiro a ser inaugurado foi no município de Parauapebas, na região Sudeste, que já atendeu 123 pacientes, dos quais 28 foram transferidos, 53 receberam alta por melhora e 42 faleceram.Centro Especializado de atendimento a pacientes de Covid-19 em Parauapebas

Os demais centros entregues no Estado foram em Bragança, no nordeste paraense, registrando 60 atendimentos - 50 altas por melhora e 10 óbitos, e em Santarém, com 176 pacientes atendidos, sendo 40 transferidos, 106 altas por melhora e 18 óbitos. Em Belém, o centro especializado funciona no Hospital Santa Terezinha, e já atendeu, até o momento, 112 pacientes, sendo 70 altas melhoradas, três transferências e 39 óbitos.

Atendimento na Policlínica MetropolitanaPontos de atendimento – Este ano, o governo do Estado também ofereceu pontos de atendimento para casos leves e moderados de Covid-19. No total, essas unidades realizaram durante o ano 78.770 atendimentos. Os pontos de atendimento foram:

- Policlínica Metropolitana: 17.345 atendimentos, de 06 de março a 16 de abril;

- Policlínica Mangueirão: 24.225 atendimentos, de janeiro a junho;

- Policlínica do Hangar: 33.988 atendimentos, de janeiro a setembro;

- Barco Hospital Papa Francisco: 1.444 atendimentos em maio.As aeronaves do Graesp cruzaram o céu do Pará levando vacinas aos municípios mais distantes da capital

A Unidade Especializada em Saúde (URE Doca), ponto que está ativo para o atendimento de casos leves e moderados de Covid-19, atendeu até o momento 1.768 pacientes. O local funciona de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 h, e aos sábados, das 8 às 13 h. A indicação é que o paciente com sintomas há pelo menos três dias busque o local para passar por avaliação médica e, caso necessário, realize o teste RT-PCR.Testagem em comunidades indígenas

Imunização - Em setembro deste ano, o Governo do Pará comprou diretamente 1 milhão de doses da vacina Coronavac/Sinovac do Instituto Butantan, em São Paulo (SP), para ampliar a vacinação no Pará. Todas as doses que chegam ao Estado são enviadas aos Centros Regionais de Saúde em até 48 horas, por meio de uma logística viabilizada pela parceria da Sespa com a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup).

Parceria com o Sistema de Segurança garante a eficiência da distribuição das vacinas Apesar de a aplicação das vacinas ser responsabilidade das secretarias municipais de Saúde, o governo do Estado uniu esforços com as prefeituras para acelerar a imunização. Em junho, a Sespa mobilizou 450 servidores, sendo 300 digitadores e 150 vacinadores para auxiliar no preenchimento de dados no sistema e na vacinação contra a Covid-19, em Belém. Entre os dias 30 e 31 de outubro, e 1º e 2 de novembro, o governo do Estado intensificou a campanha de vacinação contra a Covid-19. A ação buscou vacinar quem ainda não havia tomado a primeira e a segunda dose, além de aplicar a terceira dose em idosos e profissionais de saúde.

Imunização em AnanindeuaOutra ação executada é o Projeto Vacinação Itinerante, que já percorreu o distrito de Icoaraci (na capital) e os municípios de Marituba (Região Metropolitana de Belém), Maracanã, Vigia de Nazaré e Bonito (Nordeste). A ação imunizou, até o momento, 6.654 pessoas. “Estamos priorizando as localidades com baixa cobertura vacinal, levando em consideração todas as doses do esquema. Nossa equipe humanizada está preparada para vacinar pessoas já a partir dos 12 anos de idade. Por isso, pedimos que todos fiquem atentos ao calendário para saber quando passaremos com o mutirão pelas cidades”, afirma a coordenadora da Vacinação Itinerante da Sespa, Alessandra Amaral.

As vacinas contra a Covid também estão disponíveis na Usina da Paz Usipaz no bairro Icuí-Guajará, em Ananindeua (RMB), e nas ações do TerSaúde, no âmbito do Programa Territórios Pela Paz (TerPaz), realizadas ao longo do ano no Icuí, em Marituba, e nos bairros Cabanagem, Bengui, Jurunas, Terra Firme e Guamá, todos em Belém. Nesses locais já foram aplicadas mais de 4 mil doses de vacinas. Desde o dia 3 de dezembro, a Sespa mantém um ponto de vacinação no Aeroporto Internacional de Belém para imunizar os passageiros que chegam à capital. Já foram aplicadas 217 doses, e quem apresenta algum tipo de sintoma da doença realiza no local teste de RT-PCR.Mutirão de vacinação em Belém

Ampliação de leitos - Em 2021 foram instalados 148 leitos para pacientes com outras doenças, passando de 4.347, em 2020, para 4.495. A Região Metropolitana de Belém, a mais povoada e com a maior demanda, teve o maior aumento. Sobre leitos exclusivos para atendimento de pacientes de Covid-19, o Estado chegou aos 2.150 leitos disponíveis no pico da pandemia, em abril deste ano.Governador Helder Barbalho se vacinou e enfatizou a responsabilidade de todos no combate à pandemia

“Para conter a pandemia é necessário um trabalho conjunto, que envolve diferentes setores da Sespa e diferentes pastas do governo. Estamos todos juntos, em um mesmo objetivo, que é diminuir os índices da doença e cuidar da nossa população. Por isso, chegamos ao final deste ano com a sensação de que muito foi feito, e que mais ações já estão sendo planejadas para 2022. A doença não pode nos ganhar. Por isso, se você ainda não tomou sua vacina procure o posto de saúde na sua cidade. Se cuide e tenha responsabilidade com a vida dos outros”, ressalta o secretário Rômulo Rodovalho.

Texto: Ascom/Sespa

Por Governo do Pará (SECOM)