Governo avança nas obras de requalificação da rodovia BR-316

Nessa fase de obras, as equipes de trabalhadores se dividem em várias frentes, dando continuidade ao projeto que visa dar a estrutura necessária para a implantação do sistema integrado de transporte, o BRT Metropolitano

03/01/2022 10h56 - Atualizada em 03/01/2022 11h29

O Governo do Pará, por meio do Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM), intensifica as atividades para a requalificação dos primeiros 10.8 km da rodovia BR-316. As obras que foram retomadas há dois meses dão continuidade ao projeto que visa dar a estrutura necessária para a implantação do sistema integrado de transporte, o BRT Metropolitano.

Nessa fase de obras, as equipes de trabalhadores se dividem em várias frentes, como na construção da primeira etapa do corredor do BRT Metropolitano, na altura do KM 6, executada no canteiro central da via. O trecho recebe a drenagem que vai preparar para a estrutura do pavimento rígido, que é a pista exclusiva de ônibus do sistema troncal.

Os terminais de integração, Ananindeua e Marituba, seguem em atividades de fechamento da alvenaria e acabamento. Cada espaço terá três plataformas de ônibus (1 para linha exclusiva e 2 para linhas locais), dois túneis de acesso exclusivo dos ônibus do BRT ao terminal, uma Estação Cidadania – que oferecerá diversos serviços, além de bicicletário e estacionamento. A expectativa é que o Terminal de Integração de Ananindeua, por exemplo, construído em uma área de 22 m² é de que cerca de 4 mil usuários do transporte coletivo da região passem por hora, nos horários de “pico” pelo Terminal.

O NGTM também trabalha nas etapas de drenagem da via com o segundo lançamento que ocorre na Rua Ananin. A via recebe nova tubulação que também deve promover melhorias na futura avenida que está sendo requalificada pela administração estadual e interligará o Terminal de Integração de Ananindeua - na altura do KM 7 da BR-316 - ao conjunto Guajará, em Ananindeua.

“O projeto terá 21,6 km de rede coletora de drenagem, em ambos os sentidos da rodovia. Já executamos um lançamento, que é uma primeira etapa, estamos no segundo e ainda teremos três. Essa etapa antecede a fase de pavimentação. A atividade é necessária porque a drenagem que existe na rodovia tem mais de 40 anos de implantada e está subdimensionada. Por isso, é de fundamental importância para assegurar trafegabilidade na pista como também para fazer frente ao adensamento que houve no entorno da via por conta da ocupação ao longo dessas últimas décadas”, explica o engenheiro Eduardo Ribeiro, diretor geral do NGTM.

O Centro de Controle Operacional (CCO), localizado no complexo do Comando Geral da Polícia Militar, na avenida Augusto Montenegro, está em fase final de acabamento. O prédio é o primeiro espaço público sustentável da Amazônia, dentro dos critérios da certificação LEED (Liderança em Energia e Design Ambiental), a mais renomada certificação no quesito construção sustentável, em todo o mundo. E é nesse espaço que tem previsão de ser concluído no primeiro semestre de 2022, onde concentrará a operacionalização do sistema integrado de transporte, do BRT Metropolitano.

Com as atividades retomadas há dois meses devido à necessidade de troca de construtora, em conformidade à legislação em que o processo licitatório internacional está inserido, sendo possível a contratação da segunda colocada, cerca de 300 trabalhadores foram contratados e, a expectativa é contratar até 1 mil pessoas no ‘pico’ da obra.

Parte da mão-de-obra foi absorvida da fase anterior das obras, como o pedreiro José Antônio Pires, de 39 anos, que está há quase um mês de volta ao quadro de funcionários. “Estava 5 meses desempregado e agora é uma melhoria tanto profissional quanto familiar pra mim. É uma renda, todo mês tem garantia que vai levar sustento para a família. Não apenas pra mim, mas para todos da Região Metropolitana de Belém. O projeto vai desafogar bastante a BR, que é um caos todos os dias. Sou uma pequena parcela junto com outros colaboradores contribuindo para andar essa obra”, comenta.

Por Michelle Daniel (NGTM)