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BRT Metropolitano emprega 1500 operários em mais de 30 frentes de obras diurnas e noturnas

Obra tem por objetivo proporcionar melhoria da mobilidade da população da região metropolitana de Belém. Um conjunto de órgãos estaduais atua para minimizar os transtornos à população

Por Thais Rezende (NGTM)
05/12/2023 11h59

Quem trafega pela rodovia BR-316, em qualquer hora do dia, encontra operários trabalhando para o avanço das obras do BRT Metropolitano. Ao todo, mais de 1.500 trabalhadores e 280 máquinas atuam nas cerca de 30 frentes que a obra dispõe. Atualmente, está sendo realizada a construção das pistas de concreto, que chegaram a 70% executadas, passarelas, ciclovias, pavimentação, drenagem, entre outras, visando o objetivo final, que é proporcionar melhoria da mobilidade na região metropolitana de Belém.   

Na BR-316, as obras de infraestrutura do corredor, além das faixas exclusivas de ônibus, a obra prevê a execução de uma rede de drenagem em toda sua extensão e também a implantação de cinco lançamentos para escoar as águas pluviais captadas pela rede. Vale destacar que boa parte das obras não estão na superfície da rodovia e que no subsolo está sendo implantado um sistema de drenagem completo, nunca antes projetado nos mais de 40 anos de existência da via.

"Além disso, será recuperado todo asfalto, assegurando em toda extensão da BR-316 três faixas de tráfego, assim como a implantação de ciclovias, calçadas, que juntamente com a iluminação e paisagismo, compõem a urbanização da via. Para os usuários do sistema BRT estão sendo construídas 13 passarelas e 13 estações para acessar os ônibus além de dois terminais de integração, sendo um em Ananindeua e um em Marituba”, explica o diretor geral do NGTM, Eduardo Ribeiro.

De acordo com a última medição do status da obra, as obras dos terminais estão com aproximadamente 40% de avanço e seguem com terraplenagem e pavimentação dos pátios. Já as passagens inferiores contabilizam cerca de 60% dos serviços executados. Quanto as obras de passarelas, já são cerca de 34% de avanço, sendo que quatro delas já foram liberadas. As pistas do BRT estão com 70% de pavimento rígido concluído. Além disso, há também as obras civis do Centro de Controle Operacional (CCO), que fica na Augusto Montenegro, e já estão 90% executadas.

Obra necessária

A rodovia BR-316 é a principal via de acesso à Região Metropolitana de Belém e um dos trechos mais movimentados do Brasil, que registra circulação média de 80 mil veículos por dia em ambos os sentidos. Existe um esforço contínuo do Governo do Pará, através dos órgãos que fazem a gestão do trecho da rodovia, destinado a reduzir os transtornos à população.

Para o governador do Estado, Helder Barbalho, a obra, de grande porte, é muito importante e trará benefícios à população. "Nunca foi feita uma obra dessa natureza e era necessário fazer. Quando iniciamos, tínhamos a informações que projeto estava pronto, mas foram identificadas situações que precisavam ser cumpridas e diante disso, houve um atraso no prazo. Mas, hoje a obra é executada em três horários: manhã, tarde e noite e tem um efetivo de 1.500 trabalhadores. Estamos comprando 265 ônibus novos com ar condicionado, Wi-Fi para a população", ressaltou o governador.

Segundo o Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM), o objetivo da obra é a melhoria da mobilidade da população da Grande Belém. A implantação do BRT Metropolitano vai reduzir o tempo de viagem no transporte coletivo pela metade, e com isso, proporcionar aos usuários melhor condição de mobilidade, com viagens mais rápidas, mais seguras e mais confortáveis.
 
"As obras da rodovia BR-316, entre os km 0 e km 10.8, trecho sob delegação do Estado, têm como objetivo a melhoria da infraestrutura da via para implantação do Sistema Troncal de Ônibus da Região Metropolitana de Belém (BRT Metropolitano), projeto de fundamental importância, considerando que cerca de 70% das pessoas que se deslocam dos municípios abrangidos nesta etapa de projeto ao centro de Belém utilizam o transporte coletivo", detalha o diretor-geral do NGTM, Eduardo Ribeiro que reforçou que conforme levantamentos anteriores, identificou que os usuários do transporte coletivo ficavam até 5h dentro de um ônibus para fazer o percurso de ida e volta.