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Estado entrega a segunda etapa das obras de restauro do Parque Cemitério Soledade

Em meio a uma programação educativa e cultural, um grande público conferiu o resultado do projeto executado pela Secult, Iphan e UFPA

Por Amanda Engelke (SECULT)
30/08/2025 14h32
O Parque Cemitério Soledade mantém viva parte da história de Belém do século XIX

A segunda etapa do Parque Cemitério Soledade, em Belém, foi entregue à população na manhã deste sábado (30), pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult). A obra, executada em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Universidade Federal do Pará (UFPA), incluiu a restauração de 150 túmulos, mausoléus e espaços remanescentes de duas irmandades.

A entrega fez parte da programação da Semana do Patrimônio Cultural Brasileiro, promovida pelo Iphan, e foi aberta com uma aula de história pelo professor Michel Pinho, além de oficinas com a equipe do Laboratório de Conservação, Restauração e Reabilitação (Lacore), da UFPA. A parte cultural da programação, promovida pela Secult, incluiu uma feira criativa e a apresentação musical do grupo de choro Quinteto Caxangá.

Secretário-adjunto de Cultura, Bruno Chagas: compromisso com a memória da cidade

“O Soledade faz parte de um contexto de transformação da cidade de Belém, e o compromisso que o governo do Estado vem assumindo nos últimos anos é de resgatar a memória e restaurar o nosso patrimônio. Em 2023, nós entregamos a primeira fase da obra, com quase 130 mausoléus e túmulos restaurados. Agora, são mais 150”, informou o secretário-adjunto de Estado de Cultura, Bruno Chagas.

Patrimônio - A superintendente do Iphan no Pará, Cristina Vasconcelos, disse que “a nossa expectativa com a entrega dessa segunda etapa é justamente que a população venha visitar o Parque cada vez mais. Já não é mais só um cemitério. Aqui a gente fala de história, de contextualização, de patrimônio. É muito importante para entender o nosso passado, como esse cemitério foi constituído, porquê, pra que e pra quem”. Nesta segunda etapa foram investidos R$ 7 milhões, repassados pelo Iphan.

Grupo de choro Quinteto Caxangá se apresentou na entrega do Parque

A entrega da obra começou às 10h, com as presenças de Bruno Chagas e Cristina Vasconcelos; do reitor da UFPA, Gilmar Pereira da Silva; do coordenador da segunda etapa do projeto, Alexandre Loureiro, e do diretor da Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp), Roberto Barreto.

Público aproveitou o mais novo espaço museal do Estado

“É uma alegria grande essa parceria do governo do Estado com a Universidade e o Iphan. É muito representativa. A gente entra com a parte técnica, com o nosso Laboratório de Conservação e Restauro, e os cursos das áreas das engenharias aqui presentes. A gente fica muito feliz que esse espaço, que é um campo santo porque é um cemitério, também seja um espaço de visitação, de acolhimento da comunidade. Penso que é uma conquista para todo mundo; um legado para a comunidade do nosso Estado e, particularmente, da nossa cidade, e que a Universidade fica muito feliz em poder contribuir, e estar à disposição para continuar contribuindo”, disse o reitor Gilmar Pereira da Silva.

A superintendente do Iphan no Pará, Cristina Vasconcelos, o reitor da UFPA, Gilmar Pereira da Silva, e demais autoridades durante a entrega da segunda etapa da obra

Formação histórica - A manhã ensolarada permitiu que dezenas de pessoas aproveitassem para conhecer o Parque, espaço já muito frequentado, tanto por motivos religiosos, quanto para turismo e lazer.

“A entrega da segunda etapa é fundamental porque devolve à sociedade o que é mais caro a ela, que é a formação histórica e também a formação da cidade. Isso só revalida a necessidade de a gente investir cada vez mais na cultura e na preservação. Fazer uma aula pública no Cemitério da Soledade é um desafio, porque normalmente as pessoas não conseguem aliar a sua identidade com a formação histórica de um cemitério. Na verdade, é o inverso. Pensar sobre esses ritos, sobre essas tradições, só reforça a nossa necessidade de estudar”, ressaltou  o professor e historiador Michel Pinho.

Aula ministrada pelo professor Michel Pinho

A estudante Ana Carolina Bordallo, que se prepara para o vestibular, assistiu à aula de Michel Pinho, e aproveitou para conhecer o espaço. “Nunca vim visitar, mas passava aqui pela frente e achava muito interessante. Sou de Ananindeua (município da Região Metropolitana), e não conheço muitos lugares em Belém. Tenho muito interesse na parte histórica. Já pensei em cursar a faculdade de História, e achei muito bacana todo o estilo, a arte, a cultura que tem aqui. Me chamou muita atenção a diferença socioeconômica de um lado para o outro, a parte mais simples, comparada com esses mausoléus chiques. Foi a primeira coisa que eu notei. A restauração ficou muito bacana”, contou a estudante.

Desde a abertura do Parque Cemitério Soledade, em 2023, o primeiro cemitério museal do Pará, a Secult promoveu uma série de atividades no local, mantendo o pleno funcionamento, incluindo o Projeto "Uma Noite no Museu".

Texto: Juliana Amaral - Ascom/Secult