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AGRICULTURA E PESCA

Apoio da Emater transforma para melhor a vida de mulheres rurais em Breves no Marajó

Escritório da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater) contribui para trabalhadoras diversificarem produção e aumentarem renda

Por Governo do Pará (SECOM)
19/01/2026 10h11
Trabalhadora, Zilda Chaves, tem assistência da Emater

Em Breves, no Marajó, a jornada de Zilda Chaves, de 43 anos, é múltipla: “Quando eu vejo as pessoas dizendo que têm jornada dupla, tripla, eu nem consigo definir a minha, porque são muitas tarefas num dia comum”, diz a pescadora artesanal, agricultora, dona-de-casa, esposa e mãe de três filhos adolescentes - um deles autista, do qual é a cuidadora principal.

Desde o ano passado, um dos esforços de Zilda, atualmente beneficiária do Bolsa-Família, usufrui de apoio especial do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater): a produção de ovo caipira no Sítio Boa Fé, na comunidade do Arapijó. 

Zilda, mais 15 mulheres e um homem do município, todos em situação de vulnerabilidade socioeconômica, participam do Programa de Fomento às Atividades Produtivas Rurais (Fomento Rural) - uma parceria do Governo do Pará com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).  

Cada uma das 17 famílias tem direito a uma verba de R$ 4 mil e 600, sem precisar pagar nada de volta. A primeira parcela foi repassada em novembro e a segunda está prevista para fevereiro. 

O objetivo é estruturar no sentido financeiro microempreendimentos na zona rural: além de avicultura, em Breves constam iniciativas de criação de pato, plantio de hortaliças (a exemplo de cheiro-verde, maxixe e pimentinha) e manejo de açaizal nativo em propriedades de, em média, 15 hectares. 

“É mais uma oportunidade que integra políticas públicas para o enfrentamento de uma realidade ainda doída na Amazônia paraense: a pobreza e a extrema pobreza. O Fomento Rural propõe-se como uma ferramenta de transformação verdadeira sobretudo para mulheres, no sentido de geração de trabalho e renda, empoderamento e valorização social”, aponta o chefe do escritório local da Emater em Breves, o técnico em agropecuária Jocimar Mendonça. 

Famílias têm assistência técnica da Emater para a criação de galinhas e produção de ovos, para aumento do orçamento familiar

Mais do que Fé, Esperança

No Sítio Boa Fé, o sentimento de fé qualificou-se em esperança: com o atendimento da Emater no contexto do Fomento Rural, as seis galinhas-caipiras com as quais Zilda Chaves persistia até o meio de 2025 tornaram-se 30, junto com mais 50 pintinhos. A coleta diária ultrapassa os 30 ovos, comercilizados entre amigos, parentes e vizinhos.

Os recursos foram aplicados também na construção de dois aviários - um já ativo. “A Emater é de uma importância grandiosa e a gente não tem nem palavras, porque é uma ajuda nova; a gente nunca tinha sido contemplada; por muito tempo íamos atrás e nada”, emociona-se a esposa do agricultor Luís silva, de 59 anos, e a mãe de Jamily, de 18 anos; Fernando, de 17 anos, e Jamires, de 16 anos. 

No cotidiano de Zilda Chaves, a criação de galinha-caipira soma-se à pesca artesanal, com canoa e malhadeira, de espécies como piranha e traíra no rio Arapijó; ao cultivo de açaí, limão e pupunha e à fabricação de farinha d’água.

Ainda, existe a atenção para os filhos, que estudam para o vestibular. Fernando é autista de suporte 1, com acompanhamento especializado. A primogênita, Jamily, prepara-se para o ingresso na faculdade de Pedagogia.

“Eu penso em estudar e contribuir com a minha família, com a minha comunidade e com a sociedade. Minha mãe é um exemplo de luta, de conquista e de sucesso, porque resiste a todas as adversidades e cada vez mais se destaca”, diz. 

Texto de Aline Miranda