Farmácia do HC garante segurança e eficiência em procedimentos de alta complexidade
Gestão de órteses e próteses, inovação tecnológica e dispensação de medicamentos reforçam a assistência em hospital referência em cardiologia
No Dia Nacional do Farmacêutico, celebrado em 20 de janeiro, o Hospital de Clínicas Gaspar Vianna destaca o papel estratégico da Farmácia Hospitalar, cuja atuação vai muito além da dispensação de medicamentos. O serviço é responsável por processos que garantem segurança, rastreabilidade e qualidade em procedimentos de alta complexidade.
Referência em cardiologia na Região Norte, o HC conta com uma gestão integrada da Farmácia Hospitalar, que envolve medicamentos, Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPMEs), inovação tecnológica e logística de medicamentos.
A equipe da Farmácia Hospitalar é composta atualmente por 26 farmacêuticos, que atuam de forma integrada às equipes médicas, de enfermagem e administrativas. Segundo Úrsula Araújo, coordenadora do Serviço de Farmácia do hospital, o trabalho vai além da logística.
“O trabalho da farmácia hospitalar dentro do HC vai muito além da logística de medicamentos. Eu vejo a farmácia como uma área estratégica e assistencial, que atua integrada às equipes multiprofissionais, com foco na segurança do paciente e no uso racional de medicamentos. Além das atividades de seleção, armazenamento e dispensação, o farmacêutico participa da validação de prescrições, do acompanhamento da farmacoterapia, do monitoramento de medicamentos de alto risco e das comissões institucionais, contribuindo diretamente para a qualidade da assistência e para decisões clínicas mais seguras”, explicou.
Tecnologia a favor da segurança do paciente
Desde outubro, o Hospital de Clínicas implementou o NoHarm, uma ferramenta de inteligência artificial voltada à Farmácia Clínica. A tecnologia auxilia na análise de prescrições, identificando interações medicamentosas, doses inadequadas e riscos potenciais ao paciente.
De acordo com Úrsula, a ferramenta fortalece a segurança assistencial. “A ferramenta fortalece a segurança assistencial porque permite identificar, registrar e analisar eventos adversos e riscos relacionados ao uso de medicamentos. Ela ajuda a antecipar falhas nos processos, fortalece a cultura de segurança não punitiva e gera informações importantes para melhoria de protocolos, fluxos de trabalho e capacitação das equipes”, detalhou, explicando que, na prática, na prática, o NoHarm reforça o papel do farmacêutico na prevenção de erros e na promoção de um cuidado mais seguro para o paciente.
Gestão de OPMEs assegura precisão nos procedimentos cardiológicos
As OPMEs são dispositivos utilizados em procedimentos diagnósticos, terapêuticos e cirúrgicos, como stents, válvulas cardíacas, próteses, cateteres e marcapassos. No HC, a gestão desses materiais é realizada pela Farmácia Hospitalar, que acompanha todas as etapas do processo.
O trabalho inclui planejamento, análise técnica, recebimento, armazenamento, dispensação e acompanhamento do uso em centros cirúrgicos e na hemodinâmica. A coordenadora do setor de OPMEs, a farmacêutica Agnes Kaminosono, destaca a importância do controle rigoroso.
“As OPMEs impactam no custos hospitalares, exigindo controle rigoroso, total rastreabilidade e segurança ao paciente. O farmacêutico em OPME atua na gestão estratégica desses insumos de alto custo e complexidade, controlando desde a aquisição, estoque, logística e utilização, garantindo a segurança do paciente, conformidade regulatória, envolvendo aspectos econômicos e técnicos, controle de consignados e rastreabilidade evitando perdas e desvios, garante o uso racional e seguro dos materiais especiais, diminui os gastos e as glosas aumentando o faturamento hospitalar, sendo um profissional crucial para a eficiência hospitalar e a economia de recursos atuando na sustentabilidade e qualidade da assistência em saúde”, detalhou.
Além da gestão de OPMEs e da inovação tecnológica com o NoHarm, a Farmácia Hospitalar também é responsável pela dispensação de medicamentos, controle de estoque, padronização terapêutica, farmacovigilância e apoio clínico às equipes assistenciais. Essa atuação integrada fortalece o cuidado prestado aos pacientes e consolida a Farmácia Hospitalar como um pilar essencial da assistência no HC.
