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AGRICULTURA E PESCA

Com Emater, moradores de reserva extrativista em Curralinho acessam políticas públicas

Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater) ajuda extrativistas a acessarem crédito rural para a produção e comercialização

Por Governo do Pará (SECOM)
23/01/2026 10h16
Famílias dos polos São José do Abacatal Turé - Umarizal, no alto rio Piriá, e Timboteua-Pacas, no alto rio Canaticu

Em 2026, com o apoio do Governo do Pará, por meio do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) em Curralinho, no Marajó, extrativistas da reserva (resex) Terra Grande Pracuúba, uma área total de quase 200 mil hectares, preparam-se para acionar políticas públicas de abastecimento e de crédito rural. 

Entre janeiro e fevereiro, 200 famílias dos polos São José do Abacatal Turé - Umarizal, no alto rio Piriá, e Timboteua-Pacas, no alto rio Canaticu, estão sendo documentadas pela Emater com o cadastro nacional da agricultura familiar (caf). O caf é documento obrigatório para a habilitação no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). 

Engenheiro florestal, Artemas Ribeiro, da Emater, e moradores das omunicades marajoaras

“É uma ação estratégica, com metas imediatas de política pública. O objetivo geral da Emater na Resex é geração de trabalho e renda, promoção de cidadania, segurança alimentar e nutricional e estruturação das cadeias produtivas, sempre no contexto da economia solidária, do desenvolvimento sustentável e da preservação ambiental”, resume o chefe do escritório local da Emater em Curralinho, o engenheiro florestal, Artemas Ribeiro, especialista em Agricultura Familiar e Desenvolvimento Sustentável. 

As principais atividades na região são produção de açaí de várzea, cultivo e beneficiamento de mandioca e pesca artesanal, com destaque para camarão regional e farinha d'água. 

Com o caf, os extrativistas serão encaminhados, já este ano, à participação no PAA, sob a parceria da Emater com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (Icmbio) e a intermediação da Prefeitura. Os extrativistas também serão mobilizados para projetos das linhas B e Floresta do Pronaf, ante o Banco da Amazônia (Basa), na expectativa de contratos individuais com valores de até R$ 50 mil. 

No caso do PAA, os alimentos adquiridos com verbas do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) devem ser distribuídos para pessoas carentes das próprias comunidades, cadastradas na assistência social pública. Quanto ao crédito rural, deve ser destinado à compra de apetrechos de pesca artesanal, como malhadeira e matapi, e ao manejo dos açaizais nativos. 

O conselheiro do polo São José do Abacatal Turé - Umarizal Manoel Vergolino, de 65 anos, diz que o atendimento da Emater representa, além de oportunidade, direito: “A Emater faz diferença, sim, porque concretiza, efetiva as políticas públicas que são nosso direito. Os técnicos ajudam com que o nosso direito chegue até nós, como crédito rural. Fora a orientação: nosso açaí, por exemplo, tem muito açaí e o açaí ‘desfruta’ muito, só que, quando o igapó seca, fica difícil chegar até lá, então o manejo é necessário, para que mantenhamos a produção e o aumento da produtividade”, calcula. 

Já o conselheiro do polo Timboteua-Pacas Obede Albuquerque, de 35 anos, aponta a relevância do PAA e a presença operacional e física da equipe da Emater: “A Emater tem sido muito amiga neste processo, correspondendo às nossas demandas e com presença verdadeira da equipe. Quando a gente pensa que pode vender nossos produtos a preço justo, com garantia contratual de compra pelo período, e que esses produtos retornarão às comunidades pra alimentar e nutrir as famílias extrativistas, valorizando a cultura da floresta e nossos costumes alimentares, isso é um grande privilégio, porque o ciclo de produção e de consumo se completa, com sustentabilidade e responsabilidade coletiva”, reflete. 

Texto de Aline Miranda