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Estudante da rede pública estadual participa da seletiva Internacional de Astronomia

O desempenho do aluno de escola de Marabá, no sudeste paraense, conta com o incentivo de professores em projetos na área científica

Por Governo do Pará (SECOM)
10/02/2026 13h02
Andreilson, com o olhar no Universo e os pés na Terra: 'escola pública tem um papel importante na minha formação'

Andreilson Leite da Silva, 17 anos, aluno da Escola Estadual de Ensino Médio “Anísio Teixeira”, localizada em Marabá, município do sudeste paraense, é um dos 150 estudantes brasileiros que participarão da fase presencial da seletiva Internacional de Astronomia, que ocorrerá em Barra do Piraí, no Rio de Janeiro, de 9 a 12 de março próximo.

O estudante obteve bom desempenho nas três fases da 28ª edição da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), alcançando nota 8, mostrando domínio sobre conteúdos de Física e Astronomia, confirmando seu potencial para representar o Pará em competições científicas de alto nível.

Se passar pelo próximo processo seletivo entre os cinco primeiros, Andreilson seguirá para a 19ª International Olympiad on Astronomy and Astrophysics (IOAA) - Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica, que ocorrerá em Hanói, capital do Vietnã. Caso alcance até o 10º lugar, se credenciará para a Olimpíada Latino-Americana de Astronomia (OLAA).

Trajetória - O interesse por Astronomia acompanha o estudante desde o Ensino Fundamental, incentivado pelos professores. Ele conta que, na época, construiu um foguete à base de pressão e água para participar da MOBFOG (Mostra Brasileira de Foguetes), onde conquistou a medalha de bronze. Andreilson já participou três vezes da OBA, ganhando medalhas de prata.

“Com a experiência do Ensino Fundamental, eu fui estudando, me dedicando cada vez mais, e vi que era possível participar da Olimpíada Internacional, através do meu destaque. A escola pública tem um papel importante na minha formação, pois recebi incentivo dos meus professores, em especial os professores Iranilde Reis, Emília Miranda e Cláudio Bertolino, e também o material didático de qualidade da escola me despertou o interesse na Astronomia”, informa o aluno, que atualmente está no 3º ano do Ensino Médio e pretende cursar Medicina ou Astronomia.

Resultados - Arley Sandra Oliveira Ferreira, atual gestora da Escola Anísio Teixeira, servidora da rede estadual pública de ensino há 14 anos, ressalta que “a nossa escola, hoje, tem um orgulho muito grande porque todos os feitos e projetos que desenvolvemos temos resultado positivo e de excelência. Esse torneio de Astronomia não seria diferente. Temos um aluno muito empenhado, que iniciou na fase OBA, no Ensino Fundamental, e hoje concluinte do Ensino Médio, já está às portas para entrar no seletivo para ir à fase internacional. Nossa escola procura desenvolver projetos práticos da OBA, e recebemos destaque como medalhistas. Contamos com a colaboração de todos, pois sabemos que ele vai para a fase internacional”.

Cláudio Santos Bertolino, professor de Física da rede estadual há 20 anos, coordenou a participação de Andreilson na pré-seleção para a Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica. “É uma satisfação muito grande ter um aluno em destaque, pois geralmente os discentes do interior não se interessam muito pela área da ciência e da pesquisa, da prática em geral. É muito gratificante ter um aluno que chegou tão distante, e pode chegar mais longe ainda. Na nossa prática, tentamos mostrar no dia a dia como a ciência é aplicada, e quão importante ela é. A escola pública é essencial nesse processo. Trabalhamos de forma enfática a prática para atraí-los para o lado da ciência, trabalhando para além do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), com trabalhos experimentais de lançamento de foguetes em locais mais amplos, e até em universidades. Gostaria que esse aluno fosse olhado com carinho, pois ele chegou muito longe”, explica o docente.

Escola estadual é destaque em eventos científicos

Educação de qualidade - O secretário de Estado de Educação, Ricardo Sefer, enfatiza que “a classificação de um aluno da rede pública estadual para uma seletiva internacional é motivo de muito orgulho para todo o Estado do Pará. Isso reflete o resultado de investimos em educação de qualidade, professores comprometidos e em oportunidades, para que o talento de nossos estudantes apareça e ultrapasse fronteiras, podendo competir em alto nível em qualquer área do conhecimento, inclusive na ciência, que é estratégica para o desenvolvimento do país. Parabenizo o estudante, sua família, os professores e a escola, que juntos constroem esse caminho de excelência”.

Segundo o secretário regional de Governo do Sul e Sudeste do Pará, João Chamon Neto, “é com grande orgulho que destacamos a brilhante atuação do nosso aluno da rede pública estadual para a seletiva da Olimpíada Internacional de Astronomia. Esse feito não representa apenas o talento individual, mas também o compromisso da educação paraense com a excelência e a ciência. O governo do Estado está honrado em apoiar iniciativas que despertam vocações, valorizam o conhecimento e mostram que nossos jovens têm potencial para alcançar o mundo. Parabéns a todos os envolvidos nessa conquista, que enche de esperança o nosso Pará”.

Alunos comemoram o alto desempenho no Enem

Desempenho no Enem - Não é a primeira vez que a Escola Estadual Anísio Teixeira ganha destaque. Em dois anos consecutivos, a instituição registrou o maior número de estudantes do Pará com notas acima de 900 no Enem. Cento e cinquenta alunos obtiveram nota acima de 800, e mais 85 acima de 900 pontos, o que configura o maior resultado do Estado no Enem 2024.

No Enem 2025 foram 103 alunos com notas acima de 800 e 35 acima de 900 na Redação. A escola também se destacou no último Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), atingindo 4,9.

A unidade está vinculada à 4ª Diretoria Regional de Ensino (DRE), da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). A conquista é resultado de uma jornada de estudo, dedicação e incentivo à ciência no âmbito da escola pública.

Texto: Emilly Coelho - Secom