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PROTEÇÃO À FAUNA

Graesp transporta até unidade da Ufra tartaruga marinha encontrada em praia de Salinópolis

O animal, da espécie conhecida como 'tartaruga-cabeçuda', foi encontrado na Praia do Farol Velho, com sinais de estar lesionado

Por Walena Lopes (SEGUP)
15/02/2026 19h00

Um resgate especial foi feito por agentes do Grupamento Aéreo de Segurança Pública do Pará (Graesp), vinculado à Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), neste domingo (15), na Praia do Farol Velho, em Salinópolis, nordeste paraense. Uma tartaruga marinha, conhecida como “tartaruga-cabeçuda”, da espécie (Caretta caretta), foi encontrada debilitada na faixa de areia por moradores de um condomínio da região, que acionaram imediatamente o Projeto de Monitoramento de Desova de Tartarugas Marinhas, desenvolvido no município localizado na costa oceânica.

“O papel do Grupamento Aéreo, assim como o de todos que atuam na segurança, é agir com responsabilidade e cuidado para todo e qualquer tipo de vida. Para nós, é muito especial esse tipo de ação, que tem como objetivo resgatar e reservar maiores cuidados, auxiliando na preservação da natureza”, disse o diretor do Graesp, coronel Armando Gonçalves.

Tartaruga resgatada da praia vai se recuperar no Centro de Triagem da Ufra

Após avaliação inicial, ainda na praia, o animal foi levado em segurança, na aeronave, até o Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Selvagens da Universidade Federal Rural da Amazônia (Cetras/Ufra), para receber atendimento veterinário especializado, necessário para sua recuperação.

O resgate do animal teve a participação do Instituto Bicho D’água e do Ideflor-Bio

Apoio do Ideflor - A presidente da organização do Terceiro Setor Instituto Bicho D’água, Renata Emin, destacou a importância do resgate, que também contou com apoio do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), e os cuidados que o animal vai receber para que possa retornar ao mar, após a plena recuperação. O Instituto Bicho D’água atua na conservação da biodiversidade amazônica.

“Inicialmente, achamos que ela estava tentando desovar. Entretanto, a partir da análise da bióloga, e da equipe local, verificamos que ela não estava em comportamento de desova, e sim com a suspeita de uma lesão, talvez uma fratura na nadadeira. Nessa situação, é acionado o projeto de monitoramento de caracterização de cetáceos, que é quem faz os resgates da fauna aquática na região. O projeto entrou em contato com a equipe do Cetras, na Ufra, que é quem vai receber o animal para fazer as avaliações necessárias, o procedimento de exames, entre eles os radiográficos, para que se conclua qual foi o motivo do encalhe, e assim se estabeleça o acolhimento terapêutico, até que o animal possa ser restabelecido e consiga retornar para a natureza. A gente espera que ela tenha alta, o mais breve possível, para que possamos devolvê-la para a natureza no mesmo local onde foi encontrada”, disse Renata Emin.