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Hospital Regional de Rio Maria realiza mais de cinco mil atendimentos ortopédicos e projeta avanços para 2026

Unidade é referência para 15 municípios do Araguaia em cirurgias de trauma e reabilitação, garantindo autonomia e recuperação rápida para pacientes do SUS.

Por Ascom Sespa (SESPA)
23/02/2026 17h09

O Hospital Regional de Rio Maria (HRRM) encerrou o último ano com a marca expressiva de 5.295 atendimentos em traumatologia, entre consultas e procedimentos cirúrgicos. Para 2026, a unidade projeta a ampliação das intervenções ortopédicas voltadas à reabilitação de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) em 15 municípios da região de Integração Araguaia. Com suporte diagnóstico completo e foco na segurança do paciente, o hospital atua estrategicamente em casos de fraturas e lesões osteomusculares, reduzindo o tempo de internação e promovendo a recuperação funcional de pacientes vítimas de traumas e doenças crônicas.

“A ortopedia é ofertada por meio da regulação Estadual e possui foco cirúrgico, com ênfase no atendimento a fraturas do sistema osteomuscular, atuando de forma estratégica nos casos de baixa e média complexidade, garantindo assistência qualificada e resolutiva”, enfatiza o diretor Técnico da unidade, Thassio Medeiros.

Além disso, o serviço ampliado realiza atendimento a outras condições ortopédicas, tais como artrose, hérnias de disco e dores crônicas do sistema osteomuscular, ofertando avaliação especializada, acompanhamento, tratamento e encaminhamentos para serviços especializados conforme a necessidade de cada paciente.

Entre os principais procedimentos ofertados estão as osteossínteses, que podem ser feitas com fixação interna ou externa, utilizando placas, parafusos, hastes ou outros métodos, de acordo com a gravidade e o tipo da fratura.

Suportes – Entre os procedimentos realizados está a tenorrafia, uma cirurgia realizada para reparar um tendão rompido ou danificado, unindo suas extremidades por sutura. É indicado em casos de lesões traumáticas nos tendões, como nos dedos ou tornozelos.

Thassio Medeiros destaca ainda o tratamento cirúrgico de fraturas expostas, "que pode incluir limpeza cirúrgica, remoção de tecidos desvitalizados e estabilização óssea, com ou sem fixação, conforme avaliação clínica e ortopédica”.

Acompanhamento – Na unidade hospitalar, os exames utilizados para suporte ao diagnóstico e à conduta cirúrgica em ortopedia, especialmente nos casos de fraturas e lesões traumáticas, é realizada a radiografia (raio-X), fundamental para identificação, classificação e acompanhamento das fraturas.

De forma complementar, o diretor técnico pontua que podem ser solicitados exames laboratoriais para o pré-operatório, que  tem o objetivo de avaliar o estado clínico do paciente e orientar a segurança do tratamento cirúrgico. “Além disso, são realizados exames cardiológicos, como eletrocardiograma e, quando indicado, avaliação cardiológica especializada, bem como risco cirúrgico, fundamentais para identificar comorbidades, estimar riscos anestésicos e garantir maior segurança do paciente durante o procedimento operatório”, informa o médico.

A atuação da especialidade é direcionada principalmente aos casos que necessitam de avaliação especializada e intervenção cirúrgica, com o objetivo de restaurar a estabilidade, a função e o movimento, além de reduzir complicações e promover a recuperação funcional do paciente. Dessa forma, assegura-se a continuidade do cuidado, a diminuição do tempo de internação e um melhor prognóstico clínico. 

Exemplo deste cenário, Cristiane Pinheiro, de 39 anos, passou por procedimento cirúrgico após acidente de trânsito, teve a fratura da extremidade distal do rádio, uma das lesões mais comuns no punho, frequentemente causada por quedas com a mão espalmada, resultando em dor, inchaço e deformidade no local. O procedimento cirúrgico visa restaurar a anatomia e a função da articulação.

“No acidente, quando eu caí da moto, coloquei a mão no chão para me defender e acabei fraturando. Estava com muito medo de a fratura doer depois do procedimento, mas não. Vinte e quatro horas depois está tudo bem, não sinto dor, o resultado da cirurgia é perfeito. Amei o tratamento. Tive todo o suporte no Regional”, celebra a moradora de Redenção, distante cerca de 58 km de Rio Maria.

Texto: Ascom/ Hospital Regional de Rio Maria.