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SOBERANIA ALIMENTAR

Com apoio da Emater, agricultores de São Domingos do Araguaia fornecem merenda escolar

Parceria entre Emater e associação local garante regularização documental e acesso a mercados governamentais como Pnae e PAA

Por Governo do Pará (SECOM)
02/03/2026 14h26

Em São Domingos do Araguaia, na Região de Integração do Carajás, com o apoio do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), a macaxeira que o agricultor Elissandro Ramos, de 36 anos, planta e colhe dentro da comunidade Ouro Verde é comprada pela prefeitura e vira merenda para a filha Vitória Lima, de oito anos, aluna da Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental (E.M.I.F) Manoel Castor Braga. 

“É um ciclo que se completa, de uma ponta a outra. Para nós, é demais gratificante que nossa filha consuma o produto do nosso trabalho, um alimento com procedência de qualidade e valor cultural. E isso vale pra todos, porque um produtor rural planta e cria sempre pensando no melhor resultado: a gente faz como faria pra um filho nosso comer”, diz, reforçando a opinião também da esposa, Marta Duarte, de 35 anos, costureira. 

Ramos é o atual presidente da Associação dos Horticultores e Horticultoras de São Domingos do Araguaia (Ahosda), que representa 40 famílias de 16 localidades. Nessa sexta-feira (27), a Ahosda recebeu da Emater o cadastro nacional da agricultura familiar (CAF) jurídico atualizado, para se manter habilitada ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). 

De acordo com dados da Emater, em 2025 o faturamento da agricultura familiar do município apenas com merenda escolar alcançou R$ 600 mil reais.

Os principais artigos são, além de macaxeira, alface, açaí batido e polpa de frutas. Somente de polpa de goiaba e acerola, por exemplo, a estimativa de fornecimento é de duas toneladas por mês. 

Para o chefe do escritório local da Emater em São Domingos do Araguaia, o técnico em agropecuária Rudinei Magalhães, o papel da Emater é fundamental porque o CAF é um documento que qualifica a produção e requisito obrigatório para a participação nos mercados governamentais: “Sem a Emater e sem o CAF, o agricultor não consegue comercializar para o Pnae e o PAA. É um caminho não só de geração de renda, mas de promoção de cidadania e dignidade e fortalecimento das cadeias produtivas e dos costumes alimentares”, diz. 

Texto: Aline Miranda