Força de trabalho feminina é estratégica na assistência oferecida pela Santa Casa do Pará
Com mais de 70% da força de trabalho composta por mulheres, a maior maternidade do Norte une excelência técnica e empatia para acolher mães paraenses e romper barreiras em áreas antes dominadas por homens
Em fevereiro deste ano, Bruna Moraes entrou em trabalho de parto prematuro no município de Muaná, na ilha do Marajó, e precisou ser transferida às pressas para a Santa Casa do Pará, em Belém, hospital de referência para gestantes e recém-nascidos de alto risco. Um mês depois, já com a filha Isabel de alta e saudável em seus braços, Bruna reconhece a qualidade do trabalho dos profissionais, em sua maioria mulheres, que a atenderam na Santa Casa, desde a urgência até o parto.
“Tive um atendimento fantástico desde a hora que eu cheguei, com a médica, as enfermeiras e a Isabel também. A equipe é atenciosa, educada, e é em poucos hospitais que a gente chega assim, que tratam a gente assim, não é?”, questionou.
Assim como Bruna, milhares de mulheres dão à luz na Santa Casa todos os anos. Juntamente com os atendimentos de urgência e emergência obstétrica e os atendimentos ambulatoriais, elas representam o maior público de pacientes assistidos pela instituição, onde elas, as mulheres, também são a maior força de trabalho da Santa Casa.
“A linha de cuidado prioritária da Santa Casa é a materna, onde recebemos aqui mulheres grávidas para ter o seu bebê ou para receber cuidado em algum momento de necessidade por conta de doenças durante a gravidez. A própria instituição já tem esse perfil desde o seu nascimento, da sua criação, essa marca registrada que é o cuidado da mulher. E a instituição também tem em seu maior quantitativo, de sua força de trabalho, com mais de 70% de servidores mulheres, empoderadas, líderes, servidoras, que atuam de forma consciente do seu papel no desenvolvimento do exercício de sua profissão, no cuidado que a instituição tem com seus pacientes”, afirma a diretora assistencial da instituição, Norma Assunção.
São enfermeiras, fisioterapeutas, psicólogas, nutricionistas, assistentes sociais, fonoaudiólogas, médicas, terapeutas ocupacionais, técnicas, administradoras e outras profissionais, presentes no bastidores ou diretamente no cuidado com milhares de pacientes, que somam 2.402 mulheres, de um total de 3.179 servidores.
Dentro desse espaço, formado majoritariamente por mulheres, é possível contar nos dedos os setores que se diferenciam, por terem um quantitativo menor de profissionais do sexo feminino. Entre eles estão as gerências de tecnologia da informação e de engenharia clínica. Mesmo sendo menos em números, as trabalhadoras desses setores seguem certas de sua importância e capacidade de desempenhar funções onde, no passado, poucas mulheres estavam presentes. A técnica de equipamentos biomédicos, Ingrid Aranha, é uma delas.
“Eu não conhecia nada de equipamentos médicos, vim conhecer aqui na Santa Casa, que tem uma imensidão de equipamentos. Sou formada em eletrotécnica, estou me graduando em engenharia de produção e futuramente vou me pós-graduar em engenharia clínica, área onde há poucas mulheres trabalhando. E aqui na Santa Casa, maior maternidade maior do Norte, há muitos os setores que são voltados para as mulheres, como ambulatórios, enfermarias, centro obstétrico e elas se sentem mais à vontade quando algumas de nós, mulheres aqui na engenharia clínica, vamos fazer o atendimento em alguma ocorrência de algum equipamento médico onde elas estão”, conta Ingrid.
Para garantir que o atendimento à sociedade seja de excelência, a Santa Casa disponibiliza aos servidores programas de capacitação e qualificação, ações de desenvolvimento de carreira e atividades voltadas ao bem-estar e à saúde mental dos trabalhadores. Além de garantir o acesso das mulheres servidoras a essas ações gerais, a instituição também desenvolve programas exclusivos de suporte profissional e emocional às mulheres.
“Essas ações são conduzidas principalmente pela área de Gestão de Pessoas, em parceria com setores como Educação Permanente, Saúde Ocupacional e Serviço de Psicologia, que atuam de forma integrada para promover o desenvolvimento profissional e oferecer suporte aos colaboradores. O ‘Casa Delas’ é um programa de valorização do trabalho e fortalecimento da mulher , com pautas relacionadas a violência de gênero, e reconhecimento da carreira de liderança feminina”, afirma a coordenadora de Gestão de Pessoas da Santa Casa, Rita Rebelo.
Até o final do mês de março a Santa Casa promove diferentes ações de homenagem e reflexão sobre os direitos femininos voltadas às trabalhadoras e/ou usuárias da instituição, como oficinas, rodas de conversa, palestras e ensaios fotográficos.

