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CULTURA E ARQUITETURA

Obra de Benedicto Monteiro compõe o cenário do pavilhão paraense na Bienal de Arquitetura

Relançado pela Editora Pública Dalcídio Jurandir, o livro "Verde Vagomundo" inspira a cenografia do espaço "Caminho dos Rios" em exposição na capital paulista

Por Governo do Pará (SECOM)
05/04/2026 15h09

Relançado em 2025 pela Imprensa Oficial do Estado, por meio de sua Editora Pública Dalcídio Jurandir, a obra "Verde Vagomundo", de Benedicto Monteiro, compõe o cenário do pavilhão paraense na primeira edição da Bienal Brasileira de Arquitetura, que acontece de 26 de março a 30 de abril, em São Paulo.

O evento inédito reúne, em um único espaço, a diversidade de olhares, territórios e modos de habitar do País. O pavilhão paraense, intitulado “Caminho dos Rios”,  traduz, com sensibilidade e profundidade, a memória, os territórios e os saberes ancestrais do Pará, revelando a potência dos fazeres amazônicos em uma narrativa espacial fluida, onde os rios se tornam estrutura e linguagem.

O espaço homenageia a cultura paraense, em um ambiente que reúne artistas e referências locais, como Fafá de Belém, Benedicto Monteiro e outros. O livro "Verde Vagomundo" compõe o cenário aparecendo na mesa do escritório da “casa paraense”

"Verde Vagomundo"

A obra "Verde Vagomundo" foi escrita na prisão, em 1964, quando o autor, então deputado federal no Pará, sofreu perseguição política. Ao embarcar num avião em fuga para Alenquer, sua cidade natal, a fim de não ser morto, Benedicto Monteiro observou a infinitude do céu e encontrou inspiração para escrever Verde Vagomundo.

“Em 2025, mergulhei no livro 'Verde Vagomundo', que foi uma grande inspiração para a criação da cenografia e da arquitetura da 'Varanda de Nazaré', realizada pelo Studio Tuca. Esse livro chegou até mim através da cantora Fafá de Belém — e, como essa casa paraense também foi pensada para ela, isso tornou a presença dessa obra ainda mais simbólica. Por tudo isso, o 'Verde Vagomundo' não poderia faltar no nosso Pavilhão do Pará”, destaca a arquiteta e diretora criativa do Studio Tuca, responsável pelo Pavilhão Pará na Bienal de Arquitetura Brasileira, Tuane Costa.

“A obra 'Verde Vagomundo' é um retrato muito importante da realidade amazônica. Especialmente da Amazônia paraense, e vê-la retratada na Bienal de Arquitetura do Brasil, representando o estado do Pará, nos traz uma alegria imensa. Principalmente porque relançamos, recentemente, essa obra, devolvendo ao público o prazer de mergulhar no 'Verde Vagomundo', de Benedicto Monteiro”, pontua o presidente da Imprensa Oficial do Estado do Pará (Ioepa), Jorge Panzera.  

Texto: Natália Costa