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Lançamento do InovAtiva de Impacto 2026 impulsiona bioeconomia e negócios no Pará

Iniciativa alinhada ao Plano Estadual de Bioeconomia, o programa foi lançado em workshop com representantes do Governo, empreendedores e especialistas

Por Aldirene Gama (SEDEME)
16/04/2026 20h47
Evento foi realizado no Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia

Belém recebeu, nesta quinta-feira (16), o Workshop InovAtiva de Impacto 2026 – Edição Pará, que marca o lançamento oficial do programa no Estado. Realizado no Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, no Complexo Porto Futuro, o evento reuniu representantes do Governo, empreendedores e especialistas no debate sobre o tema “Fortalecendo o Ecossistema de Economia de Impacto no Pará”.

O programa é promovido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). No Pará, a coordenação é das secretarias de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) e de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas). As instituições estruturaram a estratégia estadual de economia de impacto em quatro pilares fundamentais:

Verticalização e Valor Agregado: Foco estratégico na Cadeia Produtiva do Açaí, buscando transformar ativos da biodiversidade em produtos de alto valor agregado para fortalecer a indústria, o comércio e a prestação de serviços.

Fortalecimento Institucional: Ampliar a escala dos negócios locais com segurança jurídica, apoiados pela Diretoria de Cooperativismo (Lei nº 9.927/2023).

Territórios Criativos: Espaços como o São José Liberto funcionam como vitrine para o multiempreendedorismo em artesanato, joalheria e gastronomia.

Integração e Articulação: Conectar iniciativas e ampliar o impacto socioeconômico em todas as regiões do Estado.

O Pará oficializou, em 26 de março deste ano, sua entrada no Sistema Nacional de Economia de Impacto (Simpacto), tornando-se o primeiro estado da região Norte a integrar essa agenda estratégica. A iniciativa está plenamente alinhada ao Plano Estadual de Bioeconomia (PlanBio), lançado em novembro de 2022, e fortalecido pelo Decreto Estadual nº 4.746/2025.

Secretária-adjunta de Bioeconomia da Semas, Camille Bemerguy: 'avanço importante'

Articulação - Durante o evento, a secretária-adjunta de Bioeconomia da Semas, Camille Bemerguy, destacou o avanço estratégico do Pará na consolidação da bioeconomia e da economia de impacto, reforçando o papel do Estado na articulação entre governo, setor produtivo e comunidades tradicionais.

“Quero reforçar a grande satisfação de estarmos reunidos neste momento, que marca um avanço importante para o Estado do Pará na agenda da bioeconomia e da economia de impacto. Cumprimento o Rodrigo Sahagoff Machado, do MDIC, cuja presença reforça a articulação entre o Estado e o Governo Federal. Em seu nome, saúdo todos os parceiros, empreendedores, instituições e representantes das comunidades que fazem parte dessa construção", disse Camille Bemerguy.

Segundo a secretária-adjunta de Bioeconomia, "com o lançamento do InovAtiva de Impacto 2026 – Edição Pará, damos um passo concreto para posicionar o Estado como protagonista na nova economia brasileira. A bioeconomia é estratégica para o nosso desenvolvimento, pois conecta a floresta em pé, a inovação, a geração de renda e a inclusão social. É essa visão que orienta nossas políticas públicas, especialmente o Plano Estadual de Bioeconomia".

Ela ressaltou que "esse pioneirismo guia nossas ações no território. A adesão ao Simpacto e à estruturação do CEDIS demonstram que estamos construindo uma governança sólida, integrada e preparada para escalar soluções de impacto. Dentro dessa estratégia, a escolha da cadeia do açaí como prioridade foi intencional. O Pará possui liderança global nesse ativo, e reúne as condições necessárias para transformar essa vocação em inovação, valor agregado e oportunidades para quem vive e produz no território. O InovAtiva chega como um instrumento fundamental nesse processo, conectando negócios a mentorias, mercados, investimentos e redes estratégicas".

Camille Bemerguy frisou, ainda, que "mais do que apoiar startups, estamos fortalecendo cadeias produtivas inteiras. Seguimos avançando na construção de um ambiente favorável à inovação, com parcerias, políticas públicas e articulação institucional. Temos convicção de que o futuro da economia passa pela Amazônia, pela bioeconomia e pela construção de um ambiente de negócios sustentável, capaz de escalar iniciativas com impacto social e econômico. Reafirmo o compromisso do Estado do Pará com a liderança dessa agenda, com a atuação da CDN e a coliderança estratégica da SEBA, para consolidar o Estado como a principal referência nacional em economia de impacto e bioeconomia”.

Rodrigo Machado: Pará tem 'energia cultural, de resiliência, criatividade e inovação'

Rodrigo Machado, coordenador de Economia Verde e Impacto do MDIC, ressaltou o protagonismo do Pará na adesão ao Simpacto. “O Pará é um dos pilares do nosso país — economicamente, culturalmente e em biodiversidade. É o estado da maior hidrelétrica 100% brasileira, que leva energia para todo o país. Mas não é só energia física: é também energia cultural, de resiliência, criatividade e inovação. É uma honra concluir essa etapa no Pará”, afirmou.

Sustentabilidade - O diretor de Indústria, Comércio e Serviços da Sedeme, Eduardo Tuma, disse que a adesão ao Simpacto fortalece a capacidade do Estado de impulsionar projetos sustentáveis, reafirmando o compromisso com a preservação da Amazônia e o desenvolvimento econômico alinhado às práticas sustentáveis.

A programação também incluiu a apresentação do Simpacto pelo coordenador de MDIC, e um painel que abordou os desafios e oportunidades no setor do açaí. O debate contou com a participação de representantes de empresas que já são referência em inovação no Pará, e atuam diretamente na cadeia produtiva do fruto, como a 100% Amazônia, Polpa Norte, Liovitta, Horta Terra e Bioilha.

Segundo Renata Nobre, gerente administrativa da Polpa Norte e participante do painel, a iniciativa é essencial para fortalecer a cadeia do açaí. “O apoio adicional, somado às iniciativas já existentes — como a Mesa de Bioeconomia —, traz novos recursos, tecnologias e estudos que permitem à cadeia evoluir com mais rapidez e eficiência. Esse workshop e as startups demonstram essa agilidade, ajudando o açaí a ganhar maior visibilidade e reconhecimento dentro do Estado. Com rastreabilidade e transparência, todos saem ganhando”, reiterou a gerente.

Novos membros - Durante o evento, ocorreu a posse oficial dos membros do Comitê Estadual de Desenvolvimento da Economia de Impacto Socioambiental (Cedisa), formado por 12 instituições públicas e privadas.

Entre os integrantes do Cedisa estão as secretarias de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) e de Estado da Fazenda (Sefa). Também fazem parte a Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade do Estado do Pará (Uepa) e Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa).

Também integram o Comitê o Banco da Amazônia (Basa), Banco do Estado do Pará (Banpará), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/PA), Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa) e Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Pará (Fecomércio/PA).