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DIA DA PROPRIEDADE INTELECTUAL

Mais de 100 patentes registradas nasceram no Parque de Ciência e Tecnologia Guamá

Os registros foram realizados junto ao Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI) e devem seguir uma série de regras até serem efetivados

Por Ascom Fundação Guamá (PCTGuamá)
25/04/2026 11h43
PCT Guamá dispõe de uma política de inovação , um marco regulatório essencial para guiar as atividades de PD&I

No Parque de Ciência e Tecnologia Guamá, maior ecossistema de inovação da região, a produção de conhecimento também se traduz em inovação: já foram gerados 104 ativos de propriedade intelectual, resultado direto da criação de soluções tecnológicas por empresas e laboratórios residentes. Desse total, destacam-se 9 patentes desenvolvidas por empresas e 95 oriundas de laboratórios, além de um conjunto expressivo de registros que incluem 48 patentes de invenção, 4 modelos de utilidade, 7 registros de marca e 45 registros de programas de computador, evidenciando a força criativa e o potencial inventivo do ecossistema.

Aline Casimiro, gerente técnica de Inovação e Propriedade Intelectual da Fundação Guamá, explica que hoje, no Brasil, escritórios de advocacia, universidades e outras instituições podem realizar registros de marcas e patentes de diversos produtos, como programas de computador e outros ativos de propriedade intelectual. No entanto, ela destaca que o diferencial do ecossistema de inovação paraense está no interesse em “transferir tecnologias, transformar invenções em startups que podem ser lideradas por alunos ou pesquisadores, transformar essas inovações em parcerias com empresas que já exploram tais produtos e que queiram agregar essa ideia ao seu portfólio, conectando-se com o mercado”.

Unidade denominada 'Papa Chibé' dentro do Laboratório de Tecnologia Supercrítica (Labtecs) do PCT Guamá, em Belém

Responsável pela gestão do Parque de Ciência e Tecnologia, a Fundação Guamá, estabeleceu, no ano passado uma Política de Inovação. “Toda ICT pública precisa, obrigatoriamente, ter uma política de inovação. A ICT privada, a partir do momento em que acessa recursos públicos, que é o caso da Fundação Guamá, também precisa ter uma política de inovação. E, por isso, agora, foi aprovada pelo nosso conselho uma política de inovação que tem vários desdobramentos”, explicou Aline.

O documento se estabelece como um marco regulatório essencial para guiar as atividades de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) fortalecendo o ecossistema de inovação paraense, alinhando suas ações com o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

Aline Casimiro é gerente técnica de Inovação e Propriedade Intelectual da Fundação Guamá, que alia saber tradicional e tecnológico

Potencial Amazônico

Com 10% da biodiversidade do planeta, de acordo com a WWF-Brasil, a Amazônia é recorrentemente foco do debate mundial, sobretudo nos últimos anos, por conta da realização da COP 30 (30ª Conferência Mundial sobre Mudança do Clima), em novembro de 2025, em Belém, e dos debates sobre a questão climática. O potencial da região pode ajudar no controle da crise ambiental e na descoberta de novos medicamentos, por exemplo, a partir de produtos da floresta, gera uma disputa intensa pelo reconhecimento de suas descobertas.

“Então, imagina, há uma comunidade lá que faz a coleta do óleo de andiroba, que é purificado dentro de laboratório, na universidade, e o óleo de andiroba é vendido nacionalmente, internacionalmente. Ali, aquela comunidade recebe uma agregação de valor ao produto que desenvolve, porque tem ali conhecimento associado. Então, essa colaboração entre as comunidades e os laboratórios potencializa esse alcance do mercado e o reconhecimento do real detentor desses saberes”, explica Aline Casimiro.

Uma dessas novas tecnologias é um software oficialmente indexado junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O registro tem como finalidade resguardar a autoria dos inventores do código-fonte de uma aplicação de relevante interesse público.

De acordo com o professor Renato Francês, um dos inventores do programa, trata-se de uma aplicação voltada à gestão de notificações institucionais, permitindo que usuários, independentemente de sua localização, acessem o sistema por meio de redes sem fio. Ao se conectar a uma rede da prefeitura, o cidadão pode realizar seu cadastro e definir o canal de comunicação de sua preferência, WhatsApp, SMS ou e-mail, passando a receber notificações informativas de forma rápida, automatizada e personalizada. As mensagens são configuradas por órgãos governamentais, o que possibilita uma comunicação direcionada e eficiente.

A solução foi concebida com o propósito de simplificar e otimizar o fluxo de comunicação entre servidores públicos e cidadãos, especialmente no contexto de serviços presenciais, promovendo maior transparência, agilidade e proximidade entre a administração pública e a sociedade.

Além de programas de computador, nasceu no ecossistema do PCT uma unidade de extração com fluido supercrítico, e foi criada pelo pelo professor e desenvolvedor Raul Carvalho Jr. junto com a equipe dentro do Laboratório de Tecnologia Supercrítica (Labtecs) observando a demanda de mercado. Tecnologia genuinamente paraense, o equipamento foi batizado de "Papa Chibé".